Posts Tagged ‘Autenticidade’

blog-350-300-rotuloO rótulo, fixado à embalagem, oferece-nos informações sobre determinado produto. Consumidores e Código de Defesa do Consumidor ambicionam, mais e mais, por informações corretas, claras, precisas, ostensivas e principalmente fidedignas nos rótulos de produtos colocados à venda…

* * *

Uma casa poderá nos impressionar por sua arquitetura vistosa, atual, mas será que no seu interior existirá um lar? A máquina poderá ser incrivelmente complexa, mas estarão suas peças e engrenagens todas desoxidadas e azeitadas; funcionando?

Imaginemo-nos uma embalagem: Confessar-nos cristãos espíritas ou de quaisquer credos, será o nosso ‘rótulo’. Já o nosso ‘conteúdo’, essência ou produto serão todas as atitudes cristãs que abraçarmos!

* * *

Enquanto consumidores e Código de Defesa do Consumidor buscam o aprimoramento do sistema, o espírita cristão se convence que o seu processo de embalagem, rotulação e conteúdo passa obrigatoriamente pela renovação moral.

(Sintonia: Cap. Exterior e conteúdo, pg.192, Livro da Esperança, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, editora CEC) – (Primavera de 2014).

Red heart-shaped wool ball unravelingQuando em João 20:21, Jesus nos delega e nos comissiona dizendo “assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós”, não proferiria palavras ao vento, sob as suaves brisas do Mar da Galiléia, mas estaria nos incumbindo da transmissão de seus mais divinos princípios.

A Revelação do Mestre ficará gravada, as páginas dos milênios serão viradas e a Nova Revelação nos impõe responsabilidades, convidando-nos a examinar o nosso eu e a buscarmos dentro dele as melhores alternativas vocacionais que possuamos no intuito de prestigiar e desenvolver a idéia espírita:

  • Dentro da modéstia de nossos recursos amoedados e intelectuais, envidarmos todos os esforços para a divulgação séria da Terceira Revelação, pesquisando, observando, estudando, escrevendo, publicando?
  • Na singeleza e humildade de nossos conhecimentos, levá-los a terceiros nos grupos do ESDE, Aprendizes do Evangelho, exposições doutrinárias, atendimentos fraternos?
  • Colocar nossa pequena biblioteca à disposição dos menos aquinhoados, mas sedentos da leitura esclarecedora?
  • Fugirmos ao fanatismo infrutífero, que, na roda de nossos amigos, em nada contribuirá para que a ‘nossa’ idéia espírita se converta na ‘deles’? e
  • Elucidarmos, em reuniões de socorro, a encarnados ou desencarnados, assuntos sobre raciocínio, imortalidade da alma, intercâmbio espiritual, reencarnação, morte física, valores mediúnicos, desobsessão, incógnitas da mente, enigmas da dor?

Sim! Todas são idéias válidas; honrosas! Na difusão da idéia espírita todos os recursos inclusos em nossa área vocacional serão bem vindos, entretanto a ponta do novelo, aquela que realmente nos autorizará, para que não ‘nos enredemos’ na hipocrisia, é bem mais séria:

Qualquer legado que desejarmos transmitir a terceiros começa por nossa reforma individual. Qualquer artifício lícito e ao nosso alcance, só será validado pelo nosso exemplo!… Ou a ponta do novelo!

(Sintonia: Cap. Idéia espírita, pg.182, Livro da Esperança, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, editora CEC) – (Primavera de 2014).

Geni e o ZeppelinGeni e o Zepelim é uma canção de 1978, composta e interpretada por Chico Buarque. A letra descreve Geni como um travesti que era hostilizado em sua cidade. Ante a ameaça do ataque de um Zepelim, cujo comandante se encanta com os dotes de Geni, ele começa a ser provisória e hipocritamente tratado de forma diferenciada pela população. Expressões como “boa de cuspir”, “maldita Geni”, “você vai nos redimir” e “você pode nos salvar”, se alternam numa letra em que a hipocrisia se torna uma alternativa ‘conveniente’…

* * *

A abertura, um tanto ‘profana’, não invalida a máxima cristã “vinde a mim todos vós que estais aflitos e sobrecarregados que eu vos aliviarei.” (Mateus, 11: 28). Importante fique claro, que o Mestre não me convida a arrastar o fardo; muito menos depô-lo; muito pelo contrário, toma sobre Si a responsabilidade de me “aliviar” desde que eu com ele esteja ‘fechado’ ou que seja um Cristão com Cristo.

Quando a hipocrisia se torna a alternativa, ou em todas as situações que:

  • Eu for fã do Mestre, porém não O enxergar nas diversas Genis deste mundo;
  • Eu honrá-Lo por demais nos quadros da galeria, mas ferir com golpes de cinzel os diferentes do Planeta;
  • Eu pronunciá-Lo com louvor em oratórias ou escritas, mas dilacerar com a palavra espinhosa aos que segreguei como marginais;
  • Eu dedicar-Lhe cânticos de louvor, mas não poupar impropérios a todos os meus irmãos “bons de cuspir”; e
  • Eu O procurar de mãos postas em minhas preces, mas engessá-las na defesa aos que assinalei como “malditos Genis”…

… Então eu estarei sendo Cristão sem Cristo, pois ainda não O entendi ou não consegui estabelecer com Ele uma verdadeira parceria, me lambuzando numa hipocrisia conveniente.

Dignificar a Jesus na pessoa do semelhante é como matricular-se na sagrada escola da caridade, única que pode livrar este Planeta do atual estágio em que é atacado por todos os comandantes de zepelins trevosos.

* * *

Tal qual a cor que homologa meu clube ou partido, minhas atitudes também autenticarão o tipo de cristão que sou.

Ou, voltando ainda ao chocante ou ‘profano’, minhas atitudes perante as Genis talvez meçam a quantidade de cristianismo que possuo e a sua veracidade…

(Sintonia: Geni e o Zepelim, canção de Chico Buarque e o Cap. Cristão sem Cristo, pg. 50, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Verão de 2014).

t_m_q46

Quando se diz popularmente que Santa Maria fica situada no ‘coração do Rio Grande’, ou que o condado de Manhattan é o ‘coração financeiro’ de Nova York e da América, se deseja expressar que geograficamente ou financeiramente, esses dois lugares são centros de referência…

* * *

Não poderemos ser autênticos se não formos corajosos. Não poderemos ser originais se não lançarmos mão do destemor. Não poderemos amar se não corrermos riscos. Não poderemos pesquisar ou perceber a realidade se não fizermos uso da ousadia.

Num mesmo ‘pacote’ o autor informa que corajosos, destemidos, arriscados e ousados, todos caracterizados e escudados pela guardiãcoragem, terão a capacidade de se mostrar autênticos, originais, amorosos e realistas, visto todos eles possuírem uma certeza íntima que se demonstra na moderação dos atos e atitudes, na firmeza de caráter e no desempenho perseverante de uma atividade.

Não entendas aqui coragem como arrogância, astúcia ou agressividade… Não é a esta ‘coragem’ que ora me refiro. A coragem física não deixa de ter a sua importância: Bombeiros, militares, voluntários, defesa civil, desportistas, socorristas… a têm, mas não se pode negar que todos os seus atos louváveis são comandados pelas suas autenticidade, originalidade, capacidade de amar e por força do realismo das adversidades, ou seja, por seus ‘centro de referência’.

Mas voltando ao ‘pacote’ que o autor faz das virtudes que gravitam em torno da coragem – a moral, mais que a física – percebe-se que:braveheart-3

  • Os corajosos são fidedignos; não se tem a menor dúvida que as ações por eles desenvolvidas possuem uma chancela própria que parte de sua bravura moral; ou suas ações procedem de uma certeza íntima e moderação que já conseguiram reunir em suas vidas;
  • Pessoas destemidas se lançarão a atitudes originais, porque não estarão com medo de se expor ao sugerirem idéias inéditas, empreendimentos nunca vistos ou novidades que concorrerão para a melhoria de uma situação atual ou prevenir uma futura;
  • Amar – Julgo a palavra desgastada; prefiro ‘o bem’ – o bem, a compreensão, a benevolência, a compaixão é própria dos arriscados. Pessoas que agem dessa forma não estão preocupadas com opiniões de terceiros. Correrá todo o tipo de riscos, mas não se furtará de desenvolver suas ações; e
  • Somente os ousados anunciarão resultados novos que beneficiará multidões. Qual dos cientistas que do silêncio e anonimato de seu laboratório não se esforçará em proclamar ao mundo suas resoluções curativas, preventivas, salvadoras?JesusTeachingLovingChild

Corajosos, – os protegidos pela guardiã coragem – tal qual a alegoria inicial de Santa Maria e Manhattan, agem com perseverança e se utilizando de um potencial que vem de dentro, um particular ‘centro regional’ ou ‘financeiro’, a própria voz do coração, o seu centro de referência!

* * *

A coragem sempre será a guardiã de minhas mais sagradas intenções; a que me proporcionará escolta em todos os investimentos que eu julgar úteis; e a sentinela que vigiará meu interior contra investidas de meus inimigos, sendo o maior deles, eu mesmo!…

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Coragem, pag. 119 de Os prazeres da alma, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2013).

Vive-se hoje a época das máquinas de café e dos solúveis… Sou do tempo da ‘essência’ – chamada também de ‘tintura’. Minha mãe ou as avós colocavam na mesa a essência do café, às vezes novinha, cheirosa, na maioria das vezes nem tanto; e ainda alertavam elas, em ‘tempos bicudos’: A tintura ‘hoje está forte’! – Que era para não ser consumida muito…

Toda minha atuação vivencial, para ser autêntica, não poderá fugir de minha essência, ou daquilo que tenho de mais espontâneo dentro de mim.

Voltando à analogia da essência – tintura -, meu grande cuidado deverá ser para que a ‘minha’ essência se conserve sempre ‘renovada’, cheirosa e forte.

Na natureza há os melhores exemplos de essência, espontaneidade e atuação:

Rosas não exalam perfume de jasmins; bem-te-vis não cantam como corruíras – a alma de gato, matreira é que, por necessidade, imita outros pássaros -; e de uma goiabeira não se colhem pitangas…

Seguindo o ritmo da natureza, manter minha essência renovada, forte e cheirosa, significa ajustá-la aos Divinos Propósitos.

Sempre que eu atuar consoante minha autêntica essência Divina, estarei sendo o Eco de Deus. Não importará o tamanho que o meu lume tenha adquirido… Ele estará sempre alumiando.

Minha atuação, portanto, dependerá de minha espontaneidade e esta de minha essência. Não posso ser mais ‘borra’ do que essência!

(A sintonia é do capítulo O dom de expressão, pg. 33 de Conviver e melhorar de Francisco do Espírito Santo Neto/Lourdes Catherine, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2012; dia em que a essência do Dorival sobrepujou a do Luxemburgo!)