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mulher orando“… Serás filho das tuas obras, terás delas o mérito e serás recompensado de acordo com o que hajas feito.” (ESE, XXV, 3).

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Imaginemo-nos sedentos, com fome e necessitando de energia. Comodamente – ou acomodados? – nos dirigiríamos a Deus e lhe requisitaríamos: ‘Senhor, preciso de água, de frutos para matar minha fome e do calor que me proporcione energia.’ Deus, em sua Infinita Sapiência, nos responderia: ‘Filho, para que criei a fonte, as árvores frutíferas e o sol em toda sua magnitude?’

Doutra feita dirigindo-nos ao Poderoso lhe rogaríamos: ‘Pai necessito da justiça terrena em questão contra meu irmão; preciso ainda de sabedoria e dos grãos nutritivos da terra.’ Novamente, a Sabedoria Infinita nos diria que ‘legisladores terrenos, professores e lavradores abnegados cumprem suas tarefas a contento e sob Sua Majestosa jurisdição; faz por donde! Serve-te!…’

Ora, receberemos, encontraremos, abrir-se-nos-á… desde que realizemos o esforço de pedir, procurar e bater.

Pedir, procurar, bater, pressupõe nos tornarmos filhos de nossas obras, herdeiros de nossos feitos ou, cada qual em sua esfera, atender aos seus particulares deveres.

Tudo que venhamos a possuir, títulos, condições, oportunidades, talentos… originalmente pertencem a Deus; foram-nos por Ele outorgados para que os puséssemos a render, frutificar e abundar a favor do progresso de Sua grande coletividade. Somente dessa forma Ele poderá nos reconhecer como o Zelador bom e fiel!

(Sintonia: Cap. Auxílio do Alto e Setor pessoal, pg. 217/19, Livro da Esperança, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, Ed. CEC) – (Verão de 2015).

“… Detiveram certo Simão de Cirene, que voltava do campo e impuseram-lhe a cruz para que a carregasse atrás de Jesus”… (Lucas, XXIII, 26).

Simão, oriundo de Cirene, região do norte da África – atual Líbia -, vivia numa importante comunidade judaica e é muito provável que por ali passasse em direção a Jerusalém para a celebração do ‘Pêssach’ (Páscoa). Dessa forma, Simão se configura como sendo a imagem do socorro, da ajuda, amparo, auxílio…

Autorizada que foi minha reencarnação neste Planeta de Provas e Expiações, o Divino Pai jamais me deixará entregue à orfandade; ou, sempre estarei, desde que assim o deseje, confiado a uma hierarquia socorrista envolvendo desencarnados e encarnados…

Há que se considerar, porém, não desacreditando do auxílio Espiritual, que o primeiro adjutório sempre me advirá de camaradas meus encarnados – parentes ou amigos – e de objetos ou instituições palpáveis que me compartilhem ajudas necessárias às lidas com ‘minha cruz’.

Amigos, parentes, objetos, instituições, são, portanto, anjos materializados que meu Pai escalou para cuidarem de mim…

Meus filhos, biológicos ou não, me retribuem e saberão sempre me retribuir na medida de meus esforços aplicados na sua direção.

Meu cônjuge é aquela parceira que o foi sempre, na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, da facilidade ou na dificuldade… Meu auxílio encarnado mais próximo.

Instituições de saúde estão aí à minha disposição… Se não são totalmente confiáveis é porque fazem parte de um Lugar de Expiações.

Que dizer dos livros, então? Supondo que na pior das hipóteses eu estivesse abandonado por cônjuge, filhos, amigos, instituições… Os livros não me abandonariam; eu estaria encontrando em cada um dos confiáveis as Divinas confirmações do zelo incondicional de meu Pai.

Jesus precisou e se deixou ajudar por Simão de Cirene. O Pai O amparou em hora da enorme vicissitude amorosa. Também a mim, em minhas agonias, não me faltarão socorro e auxílio… Para cada situação um Simão!

(A sintonia é do cap. Nunca estamos a sós, pg. 80 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Inverno de 2012).