Posts Tagged ‘Beleza interior’

0,,56188015,00“Árvore alguma será conhecida ou amada pelas aparências exteriores, mas sim pelos frutos, pela utilidade, pela produção.” (Emmanuel).

“Pessoas são tais quais livros. Não fiquemos apenas em suas capas; folhemo-los!” (P. Fábio de Melo).

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Frutos, utilidade, produção, representam toda a contribuição que proporcionarmos a terceiros, independente de sermos bonitos, feios, gordos, magros, perfeitos, deficientes… Tais frutos são resultados do Espírito individual e não de nossa aparência que é tão e somente física. Quando o Espírito produz frutos bons (ou nem tanto) o corpo físico, esse sim tem a função de exteriorizá-los.

É por isso que o Mestre, o divino Cultivador, não se preocupava com as aparências de seus necessitados. É isso, ainda, que Fábio de Melo e Emmanuel nos desejam ensinar com suas máximas.

A Natureza tem a nos ensinar, também, a esse respeito. Os figos mais maduros, mais doces e mais apreciados serão aqueles já bicados por algum pássaro: porque a Mãe e os seres menores estão aí a nos lecionar.

Emmanuel nos dirá, ainda, que não serão o tamanho, aspecto, apresentação, vetustez, casca ou as flores mais ou menos perfumadas que terão a capacidade de engrandecer ou tornar doces os frutos de determinada fonte, mas a genética de qualidade que agrônomos competentes já conseguiram lhe imprimir.

Espíritos já preocupados com o progresso comum: são esses os frutos que adocicam e saciam as próprias vidas e as de terceiros. São indivíduos já com um espírito cooperativo, qual seja, colocar à mesa de todos os cooperados, mormente aos mais desvalidos do Espírito, os produtos que estes ainda não sabem ou não puderam cultivar.

Pessoas que ainda vemos com uma casca grossa ou uma ‘capa’ aparentemente inaproveitável surpreendem-nos com capacidades que têm a nos oferecer. São as pessoas que ainda não quisemos ‘ler’ ou árvores que talvez tenhamos subestimado, ignorando-lhes os incalculáveis frutos.

Chico Xavier era quase um deficiente visual e calvo; Santa Madre Tereza e Irmã Dulce eram pequeninas, magras e arqueadinhas… Nenhum dos três era o protótipo da beleza, mas quão belos e doces frutos produziram e continuarão produzindo! E “mulher pequena” de Roberto Carlos, não fez tanto sucesso?

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Enquanto que as exterioridades ainda embevecem tantos incautos; enquanto que as ditaduras – da moda, de atitudes, de comportamentos – ainda ditam procedimentos; enquanto que a vida sensual (a dos cinco sentidos carnais), ainda comete equívocos graves… precisamos, os que já conseguimos nos interiorizar, lançar um olhar sensato e de boa vontade aos bons frutos que desejaremos produzir, capazes de gerar saciedade e felicidade verdadeiras a nós e a terceiros.

Por seus frutos os conhecereis”, diria, sabiamente, nosso ‘Agrônomo’ maior.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. Pelos frutos, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Verão de 2016).

Hoje Dr. Bezerra de Menezes me adverte que “nosso Planeta se assemelha ao bisturi que permite, [através da dor], a retirada dos excessos do orgulho”.

Pessoas há que, além de mostrar uma beleza exterior, conseguem evidenciar através de sua aura – auréola luminosa – um interior de esplendor… Diria, popularmente, que essa pessoa é bela por dentro e por fora.

Em seu marketing a linha Renew Clinical de famosa técnica cosmética mundial informa que é ‘indicada para todas as idades, suprindo necessidades específicas da pele normalmente tratada por procedimentos clínicos…’

Nunca, como nos dias atuais, houve à disposição de mulheres e homens, uma diversidade tão grande de artifícios que lhes tornasse a aparência física mais atraente: São academias, recursos cirúrgicos, medicamentos milagrosos, chás, tratamentos em estéticas, salões de beleza que são verdadeiros laboratórios e linhas cosméticas de todas as marcas como a acima referida.

Mas no afã de se tornar e permanecer belo exteriormente, pessoas se esquecem da beleza interior, essa que, para ser adquirida, precisará de outros ‘procedimentos’.

O Médico dos Pobres, que entendia muito de saúde física, mas que possuía um cabedal de entendimento sobre a saúde – ou beleza – interior, me traz neste capítulo o receituário para esta conquista:

Que me livrar do orgulho, por exemplo, é saber me utilizar o ‘limão da dor’ muito próprio ‘deste’ Planeta e fazer dele uma gostosa limonada; que me desvencilhar das “malhas do egoísmo” e travar com ele uma luta diária é como se estivesse aplicando, diariamente, o Renew clinical, na busca de melhor aparência interior; e que o cosmético da simplicidade, da mansidão e da alegria trarão “feições espirituais mais harmônicas” a ‘todas as idades, suprindo necessidades’ e acrescentando luminosidades a auras um tanto descuidadas.

(Citações em itálico e sintonia são do cap. A beleza interior, pg. 49 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Inverno de 2012).