Posts Tagged ‘Bons espíritas’

pescadores-de-homem3Quando o Mestre a nós ‘reclama’ que “a messe é grande, mas poucos os operários”, dá-nos a entender que todos estamos convidados ao labor e que a ‘boa vontade’ elimina quaisquer outros empecilhos que por ventura contraponhamos à luta pela Sua causa:

  • Títulos honrosos, ao invés de entraves opressores à Causa Crística, deverão ser pensados como ferramentas de benefício. Ao escolher seus colaboradores, o Mestre não fez distinção entre o humilde pescador e o coletor de impostos;
  • Possibilidades materiais, se bem conduzidas, minimizam esterilidades. Será o material a serviço da causa e não a causa se ‘lambuzando’ no material!
  • Se nosso pensamento já é livre, policiemo-nos quanto à repressão aos que do livre pensar ainda não fazem uso; e
  • Não somos profissionais religiosos; professamos confissões diferentes! Todo o que ‘professar Cristo’, independente da cor de sua batina, paramento, ritual, cor, casta, credo, corrente, partido… fará parte da futura religião que se chamará fraternidade, aquela que colabora e recebe colaboração…

Nossas fala, escrita, ações e trabalhos, só terão validade quando se aproximarem ao máximo da decorrente vivência. A profissão religiosa é irrelevante e não representa nenhum empecilho se a intenção e vontade forem boas…

… Ou André Luiz não mesclaria, costumeiramente, com Espíritos que professaram credos diversos, sua equipe de socorro espiritual às regiões dos mais necessitados!…

Nem scarpins, nem alpercatas serão empecilhos ao bem. ‘O que’ os pés realizarem sobre cada um, é o que contará!…

(Sintonia: Cap. Pensamento espírita, pg. 226, Livro da Esperança, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, Ed. CEC) – (Outono de 2015).

1340301691A doutrina espírita, com seus postulados e esclarecimento livre, é sanidade; insanidade é o nosso personalismo, a prevalência de nossas opiniões pequeninas.

A exemplo dos primeiros cristãos, o desprendimento é sanidade; cobrarmos a moeda da adoração, reconhecimento e bajulações é insanidade.

‘Os cristãos tinham tudo em comum; dividiam seus bens com alegria’: espiritismo solidário é sanidade; dogmatizar, cabrestear ou sobrepor a rigidez doutrinária à fraternidade é insanidade.

Optarmos pela religião do pensamento reto é sanidade; buscarmos o isolamento para driblar preconceitos ou intitular-nos supostos humildes, será insanidade.

Adotarmos a doutrina da assistência gratuita é sanidade; cobrarmos ‘impostos’ aviltantes do elogio, gratidão e retribuição será desejarmos financiar a insanidade.

“Conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres” é sanidade; Insanidade é ‘bater de frente’ com a verdade ou não saber o que fazer com ela…

Se sanidade é a “fé verdadeira, aquela que pode encarar a razão face a face”, insanidade é a alucinação, a cegueira, o devaneio…

Sanidade ou insanidade?

(Sintonia: Cap. Espiritismo e nós, pg. 203, Livro da Esperança, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, Ed. CEC) – (Verão de 2015).

n683“Entre os chamados para o espiritismo, muitos se transviaram; reparai, pois, vosso caminho e segui a verdade.” (ESE, XX, 4).

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Pertencemos ainda ao cristianismo dogmático, paramentado, exteriorizado ou já conseguimos ingressar na Nova Era, a do cristianismo redivivo, simplificado, raciocinado, preservado pelos apóstolos logo após a ‘partida’ do Mestre?

Apadrinhamos o apocalipse, o ‘não tem jeito’, a desagregação, ou somos a viga robusta, sustentáculo da opinião de que a Nova Era prevê evolução lenta, porém constante?

Conformamo-nos junto às ‘batatas podres’ ou somos partícipes da célula sadia, capaz de influenciar e renovar ambientes?

Somos partidários da destruição, da indisciplina do pessimismo, ou já conseguimos tremular a bandeira do refazimento, da ordem da esperança?

Estamos ligados ainda à hipocrisia do desejo de sermos faróis para a humanidade ou preferimos a honestidade da chama dos pequenos serviços que iluminam e aquecem?

Sabemos e temos muito ou somos muito?

Nosso serviço é alardeante ou já nos firmamos através do anonimato, da simplicidade e da transparência, compreendendo ser esta a melhor propaganda da doutrina?

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Optamos pela alternativa “B”?  Se ‘já somos’, ‘já tentamos’, ‘já conseguimos’, ‘já desejamos’, ‘já nos firmamos’, ‘já preferimos’…

… é possível que já entendamos o que é ser espírita e começamos a reparar nossos caminhos e seguir a Verdade!

(Sintonia: Cap. Ser espírita, pg.187, Livro da Esperança, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, editora CEC) – (Primavera de 2014).