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“Tomé não estava com os amigos quando o Mestre veio. (…) Ocorreu ao discípulo ausente o que acontece a qualquer trabalhador distante do dever que lhe cabe.” (Emmanuel).

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O bom aprendiz chega antes do Mestre. Aprendiz sob suspeita chega atrasado, ou… nem chega.

O bom aprendiz regozija-se estando junto aos amigos. O sob suspeita ‘mata aulas.’

Aprendiz sob suspeita apresenta logo mil soluções, embora não resolva nem o básico.

Os deveres do aprendiz não são grandes nem pequenos, mas ajustados à sua capacidade.

O dever que nos cabe não está alhures ou algures. Está mais próximo do que imaginamos: dorme conosco; mora sob mesmo teto.

O melhor dever pode não ser o maior, mas aquele devotado aos pequeninos, fragilizados, ‘diferentes’, marginalizados.

Como Tomé, o aprendiz sob suspeita reclama provas; o bom aprendiz valoriza evidências, experiências, tentativas.

Aprendiz sob suspeita é despreocupado, inconstante, faltoso. O bom é preocupado, perseverante, assíduo.

Bom aprendiz tem compromisso e responsabilidade com os Assistentes. O sob suspeita os ignora.

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O bom aprendiz crê estar matriculado na escola da Vida Superior. O sob suspeita amargará revivências dolorosas…

… É a sua reprovação! A boa notícia: na escola da Vida há, segunda, terceira, quarta… épocas!

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, ditado por Emmanuel, Fonte viva, Cap. 100, Ausentes; 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2017).

“Dai vosso lugar a este [porque] todo aquele que se eleva será rebaixado, e todo aquele que se rebaixa será elevado”.

“Conhece-te a ti mesmo” era a frase escrita nos pórticos do oráculo de Delfos, na Grécia Antiga, e atribuída à sua primeira pitonisa. Sócrates, aclamado o homem mais sábio da Grécia, introduziria sua filosofia a partir da frase da pitonisa declarando que “só sei que nada sei”…

 Difícil saber quem sou eu… Se ouvir a voz de terceiros, poderei imaginar que sou mais do que imagino ser; ou menos do que imagino ser, e o pior, poderei ainda ser algo que desejam que eu seja e o que não quero ser…

…Mas se ouvir a voz de minha alma, sem influências, verei que sou exata e tão somente aquilo que sou e algo que poderei vir a ser dentro de meu esforço e independência…

A pitonisa exortava ao seu povo concitando-o a se conhecer; já o filósofo, mais realista afirmava que conhecer-se era muito difícil e preferia imaginar que nada sabia a seu respeito.

O Governador Planetário, entretanto, não deixaria dúvidas sobre a posição de cada indivíduo no Mundo. Deixaria claro que, – conforme a citação supra – o cidadão no mundo se situaria ‘bem’ agindo com seu bom senso; mas também poderia situar-se ‘muito mal’ e até ser preterido se fosse maçante, inoportuno, inconveniente… Se não se utilizasse de seu desconfiômetro!

Deixaria claro o Divino Professor que a humildade sempre será a melhor forma de eu me descobrir utilizando-me da honestidade e da simplicidade como conselheiras: Com elas nunca me verei menos do que sou; também com elas jamais me verei mais do que sou.

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Ninguém é incapaz de todo. Pessoas são, e tão somente, mais ou menos capazes, mais ou menos talentosas, mais ou menos habilidosas… naquilo que escolheram para realizar. Em ‘não’ realizar é que estará a incapacidade.

Se escolhi ser eletricista, mas ainda não domino todos os segredos dessa profissão, em desejando me aperfeiçoar, poderei chegar lá me cercando de sábios manuais e ‘experts’ no assunto, até me tornar um exímio eletricista. E assim acontece nas demais áreas.

Quando realizo minhas escolhas sugestionado por terceiros, mais tarde, ao me decepcionar com essas escolhas, a quem culparei senão a mim mesmo? Ao passo que se estas escolhas partirem de minha assentada técnica e razão, aliadas ao meu coração, a decepção poderá ficar mais afastada.

Não há nenhuma humilhação em me sentir simples, pequeno ou limitadamente capaz, talentoso ou habilidoso. Seria humilhante eu ser tudo isso e ‘parecesse ser’ importante, grande ou altamente capacitado, talentoso e habilidoso… Estaria enganando aos outros e muito mais a mim!

Quase ao final de minhas limitadas filosofias, concluo que elevar-se se rebaixando é preferível a rebaixar-se se elevando…

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Rebaixar-se é situar-se com bom senso nos contextos da vida. Já elevar-se é correr o risco de ser preterido nesses mesmos contextos…

(A sintonia é do cap. Teu lugar na vida, pag. 39 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera de 2012).