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Cuidado!

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Tenho nítida ainda na lembrança aquela imagem de, quando ainda guri, me equilibrando sobre os trilhos do trem. Nos antigos tempos da RFFSA lá no meu velho Seival, abria os braços e sentia-me o máximo quando me conseguia ‘manter sobre a linha’. Com passos cuidadosos lá me ia equilibrando… Feliz!

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Não posso ignorar que a pessoa que consegue manter um bom humor constante sempre será uma companhia agradável, visto que uma das prerrogativas com a qual me presenteia a Vida Maior é ser jovial. O próprio Mestre desejou que minha alegria fosse plena. Embora sabendo que, como terráqueo não há como subtrair-me de certas alegrias momentâneas e até fugazes, concordo, entretanto, que não há escapatória para que a verdadeira alegria advenha de manter-me sobre os trilhos da Lei.

Mas o que diz a Lei a esse respeito? Na questão 614 de O Livro dos Espíritos, a Espiritualidade me informa que “a Lei Natural é a Lei de Deus e a única verdadeira para a felicidade do homem. Ela indica o que deve fazer e o que não deve fazer, e ele não é infeliz senão quando se afasta dela.” Lendo a presente questão, consigo não só compreendê-la como também fazer-lhe uma analogia à minha alegria de guri quando conseguia me manter, em meu folguedo, sobre os trilhos do trem.

Quando realizo coisas em dissonância com o ‘trilho’, – “o que deve fazer e o que não deve fazer o homem” – certamente que estarei na contramão da alegria real, ou a única verdadeira para a minha felicidade.

Da mesma forma que ninguém é responsável por minha infelicidade, ninguém, senão eu serei o responsável por decretar minha alegria e felicidade, visto ser ela unicamente produto de minha sintonia com as Divinas ou Naturais Leis.

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A alegria que, na visão da igreja mais tradicional, já foi associada ao termo tentação, está também muito atrelada a carnaval. E este está aí! Mas quem disse que no período de carnaval eu precisarei me tornar um infeliz, desejando me afastar deles – dos trilhos da Lei?

Há exato um ano, publicava ‘onde estiver meu carnaval, aí estará meu coração’ e fazia nessa crônica, uma alusão a Mateus 6, 21 “porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração”.  Neste período, então, ‘eu’ abrirei meu baú carnavalesco e ‘eu’ – e somente eu – retirarei dele o que bem desejar: Poderá ser alegria, confraternização, reencontros agradáveis ou, numa segunda alternativa, – e macabra – dissimulação, falsidade, disfarces, engodo…

Ou seja, quem determinará se desejarei me manter nos trilhos durante o ‘reinado de momo’, serei eu se, ao tentar tomar o rumo sadio e dentro de certa ética, partir para uma direção na qual não estarei machucando – ofendendo, afrontando, provocando – a mim mesmo e aos outros. Ou abrir o meu baú e daí retirar fantasias, adereços, acessórios e – o que há de mais perigoso nesse baú de carnaval – as minhas máscaras com as quais estaria me travestindo para encobrir meus atos e afrontas.

* * *

A partir do momento que entrego minhas sensações à administração e ao socorro de minha Divindade, estarei vivendo a mais natural e verdadeira alegria.

Qualquer que seja a causa que eu venha a defender, se ela estiver consoante às Divinas Leis, ou sobre os seus ‘trilhos’, essa causa sempre será o passaporte para a verdadeira felicidade.

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Alegria, pag. 17 de Os prazeres da alma, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Boa Nova) – (Verão de 2013).

Meus amigos: Uma edição de ‘mínimas e curtas…’ um pouco mais leve e alegre. Alegrias sem excessos! Será o meu lema neste período. Poderá ser, também, o teu. UM FELIZ CARNAVAL!

  • ‘Borracho’ – Não é só o que bebe, mas também o que segura o copo do amigo no carnaval.
  • Carnaval – Onde estiver o meu carnaval, aí estará também o meu coração.
  • Carnaval (2)– Se o vício circunscreve-se ao excesso, meu carnaval poderá não ser vicioso.
  • Engano “Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu…” Eles que pensam!

Fantasia‘Tô’ gordo! Acho que minha fantasia não caberá…

Fofoqueiro (Definição) – Homem: Analista crítico do comportamento alheio. Mulher: Fofoqueira, mesmo!

Máscaras – Ainda estou escolhendo uma entre as minhas tantas, para este carnaval.

Máscaras (2) – Quando abro meu baú carnavalesco encontro fantasias, brilhos, acessórios; o que mais há, porém, são máscaras.

Máscaras (3) – Não sei se confecciono novas ou se retiro todas as que tenho guardado em meu baú.

(Verão de 2011/12).

O período carnavalesco, esse que adentrará em breve é como aquele baú do tesouro do qual fala Jesus em Mateus 6, 21 “porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração”.

Neste período, abrirei então o meu baú carnavalesco e retirarei dele o que bem desejar: Poderão ser alegria, confraternização, reencontros agradáveis ou, numa segunda alternativa – e macabra -, dissimulação, falsidade, disfarces, engodo…

  • Na primeira hipótese, estarei direcionando minhas folias para um rumo sadio, ou seja, dentro de minha ética, para uma direção na qual não estarei machucando – ofendendo, afrontando, provocando – a mim mesmo e tão pouco aos outros. O mais gratificante, no meu caso, é que se trata de um período que reencontro pessoas muito queridas que muitas vezes só as vejo nesta época; dessa forma, meu folguedo será curtir essas pessoas.
  • O que não desejo é abrir o meu baú e daí retirar fantasias, adereços, acessórios e – o que há de mais perigoso nesse baú de carnaval – as minhas máscaras. Estaria, dessa forma, me travestindo com fantasias para não ser reconhecido em meus atos de afrontas. Dissimularia meu rosto com todas as máscaras possíveis a fim de machucar e provocar sem ser reconhecido. Engalanar-me-ia com os engodos de complementos e adereços para seduzir a quem? De mais a mais estes nada têm a ver com a simplicidade que vivo apregoando.

É! Meus amigos, onde estiver o meu carnaval, aí estará o meu coração… Digo-lhes, com sinceridade, que desejo para mim e para todos os que amo o carnaval da primeira hipótese!

Pensem nisso!

(Verão de 2011/12).