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“Princípios sutis da Lei funcionam nas relações consanguíneas. (…) Os parentes são obras de amor que o Pai compassivo nos deu a realizar.” (Emmanuel).

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Continuará o Benfeitor: as feridas pregressas não cicatrizam nem com chicote nem com desleixo. O primeiro é violência; o segundo, emplastro ineficaz.

Quando o véu do esquecimento cai no colo de antigos desafetos, equivocados de parte a parte, entra em ação a sutileza das divinas Leis ou Naturais: é a Providência nos preservando:

Dançamos, então, uma espécie de “baile de máscaras”, onde o Pai compassivo não permite sejam identificados quem abriu as feridas; tão pouco as vítimas.

Tal qual um biombo sagrado – a máscara – o véu do esquecimento nos preserva, pois não conseguimos perceber a nudez moral dos demais dançantes; e aqueles ficam impedidos de espreitar nossos desmazelos de outrora…

Mas tudo foi “nudez”; tudo “desmazelo?” Em absoluto! Evidências nos mostrarão que com muitas individualidades já dançamos “de par” muitas vezes; que, afins no bem de outrora, embora disso com incompleta percepção, nossos reencontros em presente encarnação irão homologando tais indícios; e então só apertamos laços já estabelecidos ontem.

Quanto aos que já nos digladiamos, – e o ajuste é inadiável – Emmanuel nos assevera que “jamais conseguiremos [curar] feridas [no lar] com o chicote da violência ou com o emplastro do desleixo.”

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A melhor lição de equilíbrio emana da compreensão, respeito, reconhecimento de dívidas, comprometimento, tolerância, espírito de equipe, sacrifício, cooperação…

… Tudo isso temperado por uma firmeza pacienciosa, aparentemente contraditória, antagônica; mas necessária à cura de feridas milenares.

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 156, Parentes; 1ª edição da FEB) – (Primavera linda de 2019).

“Ninguém pode ser, simultaneamente, amigo e verdugo.” (Emmanuel).

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Vivemos em Planeta de maus onde, sem generalizar, há mais verdugos do que amigos: Nosso Orbe ainda é assim.

Naturalmente, e porque Deus é também Sábio, suas Leis Divinas ou Naturais (Leis Morais), estão ajustadas a ‘este’ Planeta.

Quando nos percebemos incompreendidos, solitários, experienciando as dificuldades das sombras e das asperezas, Paulo de Tarso lembrará aos Tessalonicenses (e a nós): “Deus não tem nos designado para a ira, mas para a aquisição da salvação.” (I, 5:9).

Afinados a Paulo e a Emmanuel compreendemos que ira ‘rima’ com verdugo e está na contramão das Leis supracitadas; e que amigo (do bem) ‘verseja’ com salvação, e está consoante às Leis Divinas.

A começar pelo foro íntimo, a ira nos transformará, primeiro, em inimigos íntimos; entretanto nossa salvação dependerá da afiliação às Leis Naturais na ‘versão’ Planeta Terra. Direta ou indiretamente, ira ou salvação, contagiará os que nos cercam.

Compreendida a nossa muitas vezes solidão, e entendidas as dificuldades, sombras e asperezas como educativas, começamos a verificar a necessidade de vivermos neste Educandário dentro dos planos divinos para cada um de nós.

Perceba-se que Deus não nos criou Espíritos maus (irados, verdugos): criou-nos “simples e ignorantes”, mas herdeiros de ‘Sua’ genética (amiga e salvadora).

Atingida tal compreensão e aderindo a ela ou não, nos tornaremos amigos ou verdugos próprios; possivelmente amigos ou verdugos de nosso ‘próximo mais próximo’ ou mais distante.

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É possível que muitos ‘nãos’ a nós próprios ou aos outros não possuam a conotação de carrascos, mas representem educação e pedagogia.

Será impossível sermos, simultaneamente, um ou outro: amigo e verdugo são dicotômicos, opostos.

Amigo ou verdugo? Eis a encruzilhada!

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 139, Na obra da salvação, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2018).