Posts Tagged ‘Categoria dos mundos habitados’

Caniço e junco, plantas resistentes e que se criam normalmente em áreas alagadiças, são diferentes de outras plantas que requerem mais cuidados, pois ambos se adaptam a situações adversas e desafiam intempéries e provas de toda a sorte. Caniços e juncos são vergados constantemente sob a própria estrutura e não se quebram…

O aluno que se prepara para ser sabatinado sobre geografia, para ter bom êxito nessa prova, certamente não se cercará de material didático e subsídios que nada tenham a ver com ‘essa’ matéria…

Para o restauro de um prédio, profissionais munir-se-ão de andaimes e de todo o aparato necessário a vencerem as provas da altura dessa edificação. Restaurado o prédio, esse aparato todo passará a ter-lhes menor importância…

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Para cada Espírito há, nas “muitas moradas da casa de meu Pai” situadas na imensidade cósmica, um local, um mundo apropriado, para que engatinhe e dê seus primeiros passos, expie e domine suas provas, apure suas qualidades e adquira responsabilidade na consciência. Ou seja, de acordo com o grau de evolução do Espírito, por amor e graça da Infinita Justiça e Bondade Divina e por força de um acordo ou contrato reencarnatório ele será ‘encaixado’ numa categoria de Planeta que ‘necessite’ e habitado por outros Espíritos de suas semelhantes características.

É muito relativa a classificação geral dos mundos em inferiores, intermediários e superiores: Um planeta de expiação e provas sempre será inferior a um de regeneração, mas será ligeiramente superior ao primitivo. Ou um planeta ditoso sempre será inferior a um celeste, mas sempre superior ao de regeneração e aos demais subordinados.

Comparado às alegorias, as provas pelas quais passam o caniço, o junco, o aluno em prova, os profissionais da restauração… serão as experiências que os Espíritos terão que vencer para cumprir etapas de sua presente vivência; vencidas essas provas, outras virão, e mais outras e que se não vencidas, desabilitarão o Espírito a uma ‘promoção’.

Expiados todos os ‘mal feitos’, tal qual plástica restauradora, vencidas como a galhardia do caniço e do junco as provas das várias intempéries e após o repouso das fadigas na regeneração, o Espírito precisará seguir adiante, apurando suas qualidades e incorporando, cada vez mais, a responsabilidade consciencial em mundos superiores.

É como se o Criador colocasse cada Espírito num escaninho e nesse recanto particular, nesse nicho, cada Espírito tivesse a plena consciência de todas as providências que tenha que tomar para seguir adiante, rumo à perfeição.

Fugir à luta das provas, contemporizá-las, preservar-se em uma redoma, esconder-se tão somente no recôndito abrigo do lar… é correr o risco de ser reprovado na oportunidade da reencarnação. Que bom que cada um fosse corajoso, forte, flexível, determinado… Como o caniço e o junco, para início de conversa!

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. No domínio das provas, pg. 66 de o Livro da esperança, de Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, Ed. Comunhão espiritual cristã) – (Primavera de 2012).

“Há muitas moradas na casa de meu Pai…” (João, XIV, vv. 2).

Quando abordo – ou preciso abordar – um assunto sobre o qual não tenho muita noção, é claro que me valho de consultas, feitas às fontes mais seguras possíveis. Gosto ainda de me utilizar de alegorias ou exemplos mais palpáveis que venham tornar mais compreensível a matéria.

Necessitando estudar as “diferentes categorias de mundos habitados” e julgando o assunto parcialmente incompreensível, vali-me das duas fontes, os itens 1 e 4 do cap. III do ESE, e a forma alegórica de me pronunciar.

Quando comecei a estudar geografia, ainda nos Salesianos – Liceu Salesiano Leão XIII, Rio Grande-RS – ouvia meus professores afirmarem que a Terra era que ‘nem uma laranja’, achatada nos pólos… Valendo-me do exemplo, diria aqui que os mundos habitados, ou as muitas moradas na casa de meu Pai, seriam mais ou menos com os cítricos: Laranjas, morgotas, limões, bergamotas, poncãs… ou que esses mundos possuem, cascas mais ou menos grossas, possuem mais ou menos polpa e mais ou menos suco. Que nem os cítricos!

Importante lembrar que não são esses mundos que possuem a casca mais ou menos grossa, nem mais ou menos polpa ou suco… Seus habitantes é que possuem uma ‘casca’ mais ou menos grosseira – quantidade de mazelas, paixões – e mais ou menos polpa e suco – sua essência, suas perfeições.

Feita a alegoria, ingresso agora na didática fornecida pelo resumo do ensino de todos os Espíritos da Codificação, me dizendo que os mundos inferiores, intermediários e superiores são escalonados em cinco categorias:

  • “Mundos primitivos: Destinados às primeiras encarnações da alma humana;
  • Mundos de expiações e provas: Onde domina o mal;
  • Mundos de regeneração: Nos quais as almas que ainda têm o que expiar haurem novas forças, repousando das fadigas da luta;
  • Mundos ditosos: Onde o bem sobrepuja o mal; e
  • Mundos celestes ou divinos: Habitações de Espíritos depurados, onde exclusivamente reina o bem”.

É lógico que possuo uma noção mais exata de mundos primitivos, expiações e provas, regeneração… Quanto aos ditosos e celestes ou divinos, valho-me das informações ditadas pelos Espíritos Superiores.

Essa noção mais exata parte do pressuposto que a Terra já foi primitiva, hoje passa por expiações e provas e num futuro será de regeneração, visto regeneráveis serem seus habitantes.

Quanto aos superiores preciso valer-me, além de informações sérias, de minhas alegorias e imaginá-los como os cítricos da melhor qualidade, com cascas muito sutis, fininhas e polpas e sucos admiráveis e abundantes!

(Itens 1 e 4 do cap. III do ESE) – (Primavera linda de 2012).