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Previsto está no script da perfeição, destinação de todos os filhos de Deus, que a cada vivência o indivíduo domine uma determinada ciência: Numa dominará táticas bélicas, em outra medicina, numa terceira será professor em determinada área, e assim vai: cheff, bombeiro, mecânico, dentista, músico, advogado, pintor, sacerdote, poeta, contabilista…

Erroneamente, entretanto, pais, avós, tios, irmãos mais velhos e outros ascendentes, na contramão da vocação, traçam planos mirabolantes para que haja uma ‘continuidade’ de seus descendentes que ainda nem nasceram.

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Mas por que a vocação, como afirma Hammed, – chamamento, intimação, convite – estaria co-relacionada a simplicidade, espontaneidade e humildade? Por que todas as características da vocação ora citadas são muitas vezes contrárias às aspirações de ascendentes em geral do rebento que está para nascer?

Hammed também orienta hoje que vocação é uma “marca de nascença” que Deus nos faz em segredo e, um dia, (…) ela se revelará simples e espontânea, ou a cada encarnação e de acordo com as Divinas conveniências a marca Divina que nos foi colocada por ocasião do acordo reencarnatório, naturalmente se mostrará ao indivíduo, tão logo ele comece a fazer uso de seu livre arbítrio, o que se dá mais ou menos, lá pelo início da puberdade.

Quando se percebe que um indivíduo desenvolve uma determinada profissão, mas possui outras diversas habilidades e hobbys, ele evidenciará que diversas vivências já lhe patrocinaram tais habilidades e colaboraram para que se tornasse um sábio.hospedeira_GP_EUA_F1(JPM)

Esse sábio, entretanto, só o será verdadeiramente quando passar a aliar às suas experiências científicas, artísticas, filosóficas, religiosas… a dose exata de humildade, simplicidade e espontaneidade, que lhe legarão o ‘título’ de legítimo sábio, ou a criatura já no rumo da perfeição que consegue estar conectado à Causa Primária e bebendo da fonte da inteligência universal.

Almas ainda na juventude de uma determinada vivência que conseguem se rebelar contra as ‘escolhas’ que seus ascendentes lhe fazem estarão dando ouvidos a uma intimação interior que o seu espontâneo acervo de sábio está a lhe indicar… Seria mais ou menos como se o filho adolescente dissesse aos pais:

– Mas pai, médico eu já fui numa encarnação anterior… Nesta serei bombeiro, e desejo ser um dos ótimos!

Os que, por ventura, mudam o rumo de sua vocação são os que ainda fora de uma conexão com a Causa Primária, dão ouvidos aos pais que, por orgulho ou avareza, fazem seus filhos saírem do caminho traçado pela Natureza e, por esse deslocamento, comprometem sua felicidade. (Questão 928).

Este tipo de infelicidade nada mais é do que uma ruptura do indivíduo com as vozes da alma ou daquele ser que olha para a sua marca de nascença e não a reconhecendo, manda tatuar outra em parte mais visível, afirmando:

– Esta sim! Esta é minha verdadeira marca! E os ascendentes aplaudirão e todos viverão infelizes a encarnação…

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Descobrir sua marca de nascença é humildemente dar ouvido às Vozes Interiores e atender às Divinas Conveniências e Convocações e…

… Encobrir sua marca de nascença é dar ouvidos a vozes exteriores e egoisticamente aderir aos próprios planos ou atender a conveniências de terceiros.

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Humildade, pag. 107 de Os prazeres da alma, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Boa Nova) – (Outono lindo de 2013).