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escrita_I“O corpo não dá cólera àquele que não na tem [porque] todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao Espírito.” (ESE, IX, 10).

“A cólera é a ‘tempestade magnética’ e qualquer palavra que arremessamos [encolerizados] é semelhante ao raio fulminatório que ninguém sabe onde vai cair.” (Emmanuel).

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Repassando recentemente no ESDE o assunto Fluido Cósmico Universal, vimos que o mesmo contém o veículo do pensamento, meio pelo qual se faz a comunicação no Mundo Espiritual, ‘de lá para cá’ e ‘daqui para lá’. Diríamos que o pensamento está para esta ‘zona mista’, assim como a palavra está para nós enquanto por aqui ‘viventes’ de alma e corpo.

Se o “Espírito – alma quando encarnados – ‘quer’, o perispírito ‘transmite’ e o corpo ‘executa’” (Obras póstumas, Manifestações dos Espíritos, item 10), a palavra expedida pelo órgão executante, a boca, é eminentemente expressão verbal da alma; ou a boca falará do que a razão e o coração estiverem cheios… E aí estará o perigo! Ou não se equilibrados os sentimentos!

Ao não me considerar nenhuma santidade no quesito, dado o temperamento intempestivo, reconheço a gravidade do problema. Cabe-me – e a todos – o policiamento para que as palavras não se tornem, na expressão de Emmanuel, uma tempestade magnética que fulminará não se sabe quem, pois se desconhece aonde esse raio cairá…

Não há hobby mais gostoso, educativo e instrutivo do que mexer com palavras, concordá-las, dar-lhes ou saber seus significados; até inventamos, a cada dia, um punhado delas. Mas daí a publicá-las ou expressá-las verbalmente, a responsabilidade é muito grande!

Face o exposto, veja-se que as palavras, como também os pensamentos, podem não escapar a uma tempestade magnética…

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Tal qual o pensamento, que possui o poder de influenciar – de fluido – a visíveis e a invisíveis, positiva ou negativamente, a palavra é o verbo arremessado, mas que antes é temperado com os ingredientes da emoção.

Palavra é que nem a incisão do bisturi: Se não cura, mata!

Palavra: O velho tema que requer se o faça sempre novo e que, sobretudo, solicita policiamento!

(Sintonia: Cap. Verbo nosso, pg. 76, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Outono frio de 2014).

Quando Jesus expulsou os vendilhões do templo com um relho ou quando se referia aos escribas e fariseus de uma forma um tanto arrenegada, estaria Ele encolerizado ou indignado?

Quando repudiamos atitudes alheias que possam ferir alguém ou contrapomo-nos radicalmente a idéias que não acrescentem nada ao bem comum ou, quando, finalmente, nos contrariamos com tarefas mal realizadas por nós mesmos ou por obreiros de nossa confiança, estaríamos encolerizados ou indignados?

No Evangelho do lar de hoje (30 Nov 2010), estudamos um pouco sobre cólera e chegamos à conclusão que não nos encolerizarmos, nos dias atuais, é algo hercúleo, ou, entrando na mão direita, ser manso é Divino.

O Espírito Protetor que nos auxilia no presente estudo é categórico em afirmar-nos que “… A origem desses acessos de demência passageira, que vos assemelham aos brutos… é, quase sempre, o orgulho ferido.” Continua o iluminador: “Em suma, a cólera… impede que se faça muito bem e pode levar à prática de muito mal. Conclui o Protetor: “A cólera é contrária à caridade e à humildade cristãs.”

Quando, dirigindo o meu carrão, (Quem me dera!) me deparo com o condutor de um fusquinha ou o de um ‘147’ embromando o “meu trânsito” e aí cometo qualquer desatino, estou sendo colérico! Neste caso e em muitos outros, a minha vaidade sobrepõe-se e “me induz a me julgar mais do que sou e a não suportar uma comparação que me possa rebaixar.”

Mas, se, por um lado, a cólera é filhote de nossa vaidade, a indignação é fruto de nossa autoridade. E porque a indignação seria fruto de nossa autoridade? Sigamos os passos do Mestre:

Cristo, quando no Gólgota, não Se encolerizou com sua imolação porque estava imbuído de autoridade: O Pai lhe conferira uma missão sublime demais para que uma atitude colérica Lhe coubesse!

Vamos, pois, nos possibilitar indignar; encolerizar-nos, jamais!

(Subsídio: ESE, cap. IX, item 9) – (Evangelho no Lar, em 30 Nov 2010).