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bc3adblia1“Com um simples adjetivo possessivo – “Pai-nosso” – o Mestre nos exalta a compreendermos as necessidades e as aflições, os males e as lutas de todos os que nos cercam…” (Emmanuel).

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“Quando orardes, – ensinou o Mestre – dizei ‘Pai-nosso’”… Não nos sugeriu que pronunciássemos “Pai meu, ou teu, ou seu, ou vosso, ou seu”, mas “nosso”, chamando-nos a uma compreensão abrangente; concitando-nos a não vivermos isolados; conclamando-nos a uma sociedade que se importa; preocupando-se com um Progresso que depende das habilidades ímpares de todos; e que, por ser o Planeta ainda de provas e expiações, necessidades, aflições, males e lutas campeariam, ainda por bom tempo no Orbe Terra.

Que maravilha: um pronome possessivo adjetivando um Pai soberanamente – e, convenhamos, oportunamente –  Justo e bom! Ou o atributo exatamente dentro de nossas necessidades de Terráqueos.

A prece dominical que começa com louvores e termina com várias rogativas, informa-nos de um Reino que é para todos, não havendo, portanto, pré-destinações; da pluralidade dos Céus do Pai; que a Terra é, apenas, uma de Suas Pátrias; que o pão do corpo e o do Espírito deve ser comum e não individual, meu ou teu; que devemos nos perdoar mutuamente, a mancheias e não estabelecendo cotas; que, a favor da promoção Planetária, será conveniente não sucumbirmos ao mal; e que o bem comum deverá ter uma perseguição constante…

Nada, portanto, de individual, no Pai-nosso; tudo coletivo; tudo possessivo plural! Todos os triunfos ou fracassos nos pertencem; por eles somos responsáveis, pois a prece, bem compreendida, assim ecoa nos hemisférios norte e sul; no ocidente e no oriente.

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“Pai-nosso”, o maior antídoto ao império do eu!

Sintonia : Xavier, Francisco Cândido, ditado por Emmanuel, Fonte viva, em seu Cap. 77 Pai-nosso; 1ª edição da FEB – (Verão de 2017).

campoSementeira é o lugarzinho onde colocamos a melhor terra e lançamos a semente, esperando que germine e cresça para que logo seja transplantada. É aquilo que chamamos ‘viveiro’ ou princípio do que será a futura planta…

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A leitura do Evangelho nos círculos familiares (…) favorece a renovação dos fluidos salutares de paz na intimidade do coração e do ambiente doméstico.

Propusemo-nos a realizar o Evangelho no Lar; marcamos dia e horário; e já conseguimos realizá-lo periodicamente…

Mas nem sempre o grupo familiar, seja ele composto de duas ou mais pessoas, estará heterogêneo; algum de seus postulantes poderá não estar em condições espirituais muito salutares.

Emmanuel nos encoraja a que mesmo assim o realizemos, pois se constituirá sempre proveitosa sementeira evangélica, extensiva às entidades do plano invisível que o assistem. Não se imporá o trecho evangélico como médico, enfermeiro, atendente, padioleiro, especialmente ao mais precisado do recinto doméstico?

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O Evangelho no Lar é a sementeira de plantinhas a serem transplantadas alhures, próximo ou distante do viveiro original. Indivíduos inimagináveis se beneficiarão do florescimento e frutificação dessas mudas cujas sementes brotaram lá no recinto de nossos lares.

Evangelho no Lar: Sementeira de paz individual e coletiva!

(Sintonia: Questão 281 de O Consolador, pg. 192, de Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, editora FEB, 29ª edição) – (Primavera de 2014).