Posts Tagged ‘Compaixão’

gentileza“Apresentemos ao Senhor as nossas oferendas e sacrifícios em cotas abençoadas de amor ao próximo, adorando-o, no altar do coração, e prossigamos no trabalho que nos cabe realizar.” (Emmanuel).

* * *

Precisamos, outrora, em eras pagãs ou cristãs, de santuários grandiosos, entendendo neles, melhor agradar a Deus.

Precisamos que eles tivessem altares em mármore, ouro, ou madeira nobre, pensando melhor cultuar nossa Divindade.

Precisamos, para exteriorizar nossa fé, depositar sobre eles, oferendas palpáveis, visíveis ou mensuráveis.

Nossos ‘pais’ na antiguidade assim o faziam; herdamos-lhes tais circunstâncias e rituais.

O Divino Rabi chega, entretanto, e nos observa que “o sacrifício mais agradável a Deus” estaria numa série de compromissos para com os irmãos: dita-nos a Regra de Ouro “fazei aos homens tudo o que desejais eles vos façam”, que subentende respeitar, tolerar e servir, para que com ela nos aproximássemos do amor do Pai que está nos Céus. Ou, que o amor a Deus seria verdadeiro, se amássemos (realmente) nossos irmãos.

* * *

Reconhecemos que sacrifícios, altares e templos do passado, não foram em vão; tinham propósitos àquela época, mas…

… Erigirmos hoje o templo de nosso Espírito (nossa evolução); aparelhá-lo com o altar do coração; e neste colocarmos o sacrifício de nosso serviço, já faz parte da era nova que ora vivemos. O que ficou para trás, possivelmente, sejam museus, lembranças e histórias de um tempo que saíamos do mais para o menos pagão.

Nossa piedade, assim, deixa de ser mero ato exterior. Piedade ou impiedade é medida pela disponibilidade do altar de nosso coração…

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, ditado por Emmanuel, Fonte viva, Cap. 93, Altar íntimo; 1ª edição da FEB) – (Outono de 2017).

rosabranca2Normalmente nos referimos a indivíduos que desencarnaram com expressões irresponsáveis e até genéricas tal qual: ‘Como fulano era bom!’ É como se o desencarne melhorasse os Espíritos. Menos mal, pois isto poderá significar que entre nós e o desencarnante não restou pendengas significativas ou que o indivíduo pode ser bom mesmo…

Pelo contrário, quando em mesmo caso, nos utilizamos da expressão ‘morreu! Antes ele do que eu!’, há uma conotação de que algo ficou pendente entre nós e o ‘falecido’; que mágoas restaram ou que nem todas as nossas questões de perdão foram equacionadas.

O que precisamos compreender é que não é pelo fato de alguém nos haver antecedido no túmulo que deixará de ser um Espírito vivente e como tal nossos débitos estarão saldados. Muito pelo contrário! Espírito livre, ele terá maior liberdade de, em nos assediando, cobrar, e de uma forma velada, dissimulada e persistente, a ‘conta’ que lhe ficamos devendo.

“Rei morto, rei posto” não se aplica nas questões pendentes do perdão, pois sempre o “rei morto” – o desencarnado – terá tido apenas a falência do corpo físico; ele, Espírito, continua vivinho, vivinho e em liberdade para nos cobrar tudo o que é seu de direito.

Tanto no caso do ‘fulano que era bom’ ou do ‘antes ele do que eu’, será inteligente e cristão orarmos pelo primeiro para que o intercâmbio de regozijo se estabeleça e pelo segundo em contristado e humilde pedido de perdão, pois certamente pendências restaram.

Emmanuel nos orienta que Espíritos de nossa convivência na Terra e que partiram para o Além, sem experimentar a luz do perdão (…) muito sofrem com o juízo ingrato ou precipitado que, a seu respeito, se formula no mundo.

* * *

No momento em que começamos a encerrar nossos assuntos sobre o perdão e estamos prestes a iniciar estudos sobre a fraternidade, prestemos atenção nas palavras do Benfeitor: Lembrando aquele que nos precedeu no túmulo, tende compaixão dos que erraram e sede fraternos. E ainda, rememorar o bem é dar vida à felicidade. Esquecer o erro é exterminar o mal.

(Sintonia com a questão 341 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Primavera de 2015).

amulheradulterapecadoraQuando possuímos uma prole de 2, 3 ou mais filhos, normalmente um deles nos exige maior atenção. Considerando que na efervescência das lutas do lar dívidas e rusgas anteriores carecem de acertos, será natural que a preferência seja dedicada ao filho mais necessitado; se o véu do esquecimento beneficia as partes, as evidências justificam o clamor do precisado…

Se imperfeitos, agimos dessa forma, quanto mais nosso Pai que está nos Céus!

Jesus já declarara, há dois mil anos atrás, tais preferências ao dizer aos seus compatriotas que “os doentes é que precisam de médico” e suas ações escancaravam preferência aos coxos, estropiados, lunáticos, adúlteros, cobradores de impostos… aos diferentes!

Não tenhamos dúvidas que também hoje o nosso Mestre, agora desencarnado, em Espírito, continua a se comportar da mesma forma; não duvidemos, em momento algum, que o Divino Médico preferirá:

  • O maltrapilho ao bem vestido; dedicar-se-á mais àquele a quem olhamos de soslaio do que ao que damos maior atenção por estar bem trajado;
  • Dará sua preferência aos conformados em aproveitar as sobras que rejeitamos por serem de ontem;
  • Dará preferência aos que anseiam em ler e aprender e não o podem fazê-lo, sobre aqueles que, em farta e particular biblioteca, os livros estão sendo corroídos pela poeira e pelas traças;
  • Sua preferência será pelos que se albergam sob marquises, pois os que possuem o justo, aprazível e seguro teto já estarão protegidos; e
  • Preferirá Jesus os incapacitados de buscar o alfabeto às grandes inteligências, porém ociosas…

* * *

“Bem aventurados sereis quando…” não foram palavras ao vento pronunciadas pelo Mestre às plácidas margens do Mar da Galiléia, mas o enunciado de uma permanente preferência pelos famintos, sequiosos, maltrapilhos, injuriados, diferentes, coxos, dementados!

Não somos proibidos de possuir o máximo, pois tal é a Lei de Progresso, mas que tenhamos a sensatez de ofertar o mínimo, caso contrário o placar nos poderá ser adverso e nossa consciência será o árbitro dessa partida na qual o Rabi é o Bandeirinha…

A todos os desconveniados das benesses materiais que procuramos ávida e justamente, estará à disposição o Convênio das Alturas, a Divina Providência.

Aos destituídos da previdência, a Providência!

(Sintonia: Cap. Máximo e mínimo, pg. 174, Livro da Esperança de Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, editora CEC) – (Primavera de 2014).

bali“Não esqueçais, meus queridos filhos, que o amor aproxima de Deus a criatura e o ódio a distancia dele.” (ESE, XII, 10)

* * *

Perante indivíduos que ‘parecem’ ser ruins, maus, culpados, folgados, desinteligentes, que possuem jeito, cor, credo e gostos diferentes dos nossos… aproveitarmos o que possuam de bom, além de inteligente e cooperativo, nos aproxima de Deus.

Como diria padre Fábio de Melo, julgarmos os indivíduos apenas ‘pela capa’, – tal qual livro que deixamos de folhear e dizemos não gostar – poderá nos distanciar de nossa Divindade.

Sensibilizar-nos por alguém ou por algum fato e acionarmos a partir daí nossa ação benevolente e reparadora, se essa estiver ao nosso alcance, certamente nos aproximará de Deus.

Lançarmos um olhar de bondade sobre encarcerados do corpo ou da alma, entendendo que o destino de todos é a perfeição, que o ódio é apenas um bem gravemente enfermo; orar e enviar boas emanações a esses temporários aprisionados de si mesmo, serão reações que nos aproximarão de Deus.

Ódios e restrições aos que desertaram do serviço ou que refugaram temporariamente o bem, em nada os ajudarão no seu repatriamento ao bem e certamente nos distanciarão de nossa Divindade.

A todo tipo de delinqüência cometida pelos outros a que lançarmos nosso olhar benevolente, entendendo que somos todos frágeis, falíveis e passíveis de semelhantes equívocos, o crédito de que estaremos nos aproximando de Deus.

* * *

Próximos ou distantes de Deus? Fica aqui o recado de Chico Xavier quando se referindo ao tema ódio, por entendê-los – amor e ódio – como filhos de Deus: “O ódio é, simplesmente, o amor que adoeceu temporária e gravemente…”

(Sintonia: Cap. Compaixão sempre, pg. 98, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Outono gelado de 2014).

f81f437fec57ae01a3463c4197711b82“Bem aventurados os que são misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mateus, 5:7).

* * *

“Parábolas do Reino” é uma série de ensinamentos, do Evangelho de Mateus, onde o Mestre, através de analogias, enquadra os possíveis candidatos ao Reino dos Céus. Lógico que as ‘regras são claras’ – ao menos para os de bom ouvido – e nelas não nos são solicitados atos heróicos; apenas o Mestre das Alegorias nos solicita atenção diária na construção do reino íntimo através de pequenas misericórdias:

A moeda é útil; melhor, porém, acompanhá-la de palavra reconfortante.

Bom dia, boa tarde, parabéns, muito obrigado!… A um custo zero, levantam o ânimo até de um ‘desconhecido’…

Dizer ao serviçal de áreas comuns que seu trabalho ficou lindo, embora ele o saiba, o deixará alavancado para próxima tarefa.

Duas horas semanais de trabalho voluntário poderá curar várias feridas.

O verdadeiro óbolo da viúva não prevê só nos desfazermos do supérfluo, mas também do necessário.

Passarmos adiante o conhecimento que já temos é manifestação de gratidão para com aqueles que nos ensinaram.

O aconselhador fraterno poderá mostrar não uma luz no final do túnel a agoniados, mas um clarão inteiro.

Medicamentos com validade e já não usados enchem nossas gavetas e fazem falta aos que não podem adquiri-los.

Tratar de forma igual os diferentes é sermos, ao menos, ‘arremedo’ de Jesus no apreço que teve por Zaqueu, Madalena, pelos lunáticos, centurião, paralíticos…

Como sugere o P. Fábio de Melo, “pessoas são como livros; precisam ser lidas; não paremos em suas capas.” Vamos folheá-las!

* * *

Não confundamos os heróis: Os há de todos os naipes! Estes, os verdadeiros, de grão em grão vão construindo o seu Reino interior, bem ao alcance das suas pequenas misericórdias.

(Sintonia: Cap. Donativo da Alma, pg. 78, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Outono frio de 2014).

bom_samaritano-thc3a9odule-augustin-ribot

Dotado de inteligência e liberdade, o ser humano se acha no direito de estabelecer juízos – ou verdadeiras inquisições – sobre episódios que vão acontecendo em seu pobre orbe de provas e expiações. Dessa forma cria sentenças cabalísticas e aparentemente irreversíveis tais como: Este mundo está perdido! Já não se faz mais as músicas de minha época; as que estão por aí são todas medíocres! Os realitys são despropósitos em horários nobres, pois neles só há sexualidade, rusgas e bebedeiras! No trânsito só se vêem barbaridades! De um noticiário não se aproveita nada; só falam em acidentes, assaltos e assassinatos! O Congresso Nacional é o apocalipse se explicitando!… E assim vai!

* * *

Em meio a toda essa pugna, Orientações me diriam que quanto mais compaixão se tem pelos outros, mais nossa visão de mundo se expande, pois só podemos expressar uma autêntica compaixão se utilizarmos uma atmosfera de aceitação e respeito pelas dificuldades alheias. madre-teresa

Quando que passo a ‘ganhar’ o coração daqueles possuidores de profundas dificuldades ou a compreensão dos responsáveis por fatos que julgo estarem na contramão do bom senso? Quando, com uma visão expandida de mundo e com aceitação e respeito pelas dificuldades alheias eu conseguir evidenciar a pessoas e fatos que o que sinto por eles não é nem pena, nem dó; somente compaixão!

Não se trata aqui de compactuar com ações provenientes dessas fragilidades, mas de compreender que outrora incidi e ainda incido em idênticas fraquezas e que aquele Pai de outrora, tido pela ignorância como terrível, ciumento e vingativo, não é o mesmo Deus dos cristãos que coloca o amor, a caridade, a misericórdia, o esquecimento das ofensas no lugar das primeiras virtudes… (Questão 1009).

Diferente da pena e do dó, profundamente horizontais e uma forma restritiva de ver, pois os sentirei simplesmente por senti-los não resolvendo nada, a compaixão, totalmente vertical poderá me mostrar desde a raiz do fato ou sua origem, até a sua solução. Essa maneira vertical de ver o fato exigirá de mim, entretanto, uma cadeia de generosidades que gravitam em torno da compaixão: Não estou aqui anunciando nenhuma novidade ao dizer que sensibilidade, percepção, emoção, entendimento, benevolência, solidariedade… farão parte do elenco de virtudes que produzirão umacompaixao compaixão efetiva evidenciada em alguma ação e no entendimento que os feitos desagradáveis das pessoas não serão eternos; que seus equívocos serão sempre o início de seus futuros acertos.

* * *

Munido de generosidade abrangente e não restritiva; vertical e não horizontal, o compassivo, longe de compactuar ou ser complacente se compadece; longe de incentivar o desmazelo, demonstra honrada retidão e longe de possuir um olhar periférico sobre os fatos, possui uma visão expandida de mundo.

De mais a mais, o primeiro beneficiado com generosidade, entendimento e compaixão serei eu mesmo, pois meu peito se livrará das sobrecargas de fatos que não serão solucionados em curto prazo, dado a lenta e gradual transformação do Planeta.

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Compaixão, pag. 115 de Os prazeres da alma, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Boa Nova) – (Outono lindo de 2013).

numerospares_impares

Ter compaixão é possuir um entendimento maior das fragilidades humanas. É quando nos tornamos mais realistas, menos exigentes e mais flexíveis com as dificuldades alheias. (Hammed).

Pessoas que dormem sob marquises ou viadutos; moradores de rua, pedintes, andarilhos, malabaristas de semáforos; cães vadios e famintos; cavalgaduras maltratadas, covardes farras a título de ‘esporte’ com touros; depredação de árvores em vias públicas e queimadas em espaços preservados ou não; rios que agonizam por receberem efluentes ou agrotóxicos e praias que recebem todo tipo de depósito de lixo, galharias, restos de construção… Todas essas vicissitudes, infelicidades, desmazelos, desleixos, abusos, inconsciências, causam naturalmente nas pessoas de bem uma profunda compaixão e geram por parte delas ações que visam minimizar tais escolhos.

* * *

Pessoas que agem dessa forma perante calamidades que assolam a humanos e demais seres possuidores de um princípio inteligente o estarão fazendo por compaixão, visto que esta é a primeira idéia que se possui dessa virtude. Porém a compaixão está principalmente relacionada às fragilidades morais que martirizam os indivíduos.

Interdependentes, a compaixão sempre precisará da benevolência e da compreensão para que todas frutifiquem e produzam a caridade. Se a caridade é de ordem material e moral, também é muito natural que compaixão, benevolência e compreensão também o sejam. Dessa forma, é possível que um indivíduo mendigo precise de minha compaixão material e ‘também’ moral; como também é possível que outro indivíduo não mendigo esteja ‘mendigando’ tão somente uma compaixão moral.nao julgueis, atire a primeira pedra...

Os compassivos morais, porque já possuidores de uma elevação ímpar, vêem e julgam com seus atos pautados na questão 241 de O Livro dos Espíritos, ou por possuírem já a compreensão dos bem aventurados – beatos ou felizes – conseguem, independente das fragilidades humanas, espalhar um clima de justiça e paz no ambiente onde operam.

É possível que indivíduos possuidores de compaixão e da cadeia de virtudes que em torno dela gravitem, sejam reencarnações missionárias que por aí estejam em decorrência do grau de elevação que já adquiriram.

* * *

Não há fracassos nesta operação matemática que me diz que mais com mais… dá mais: Mais boa vontade com mais compreensão com mais compaixão, sempre dará mais; muito mais caridade!

A má vontade, a intolerância e a inflexibilidade me poderão ‘autorizar’ julgamentos a indivíduos de patamares diversos… Toda a soma dessas negatividades resultará no acúmulo negativo de falta de caridade. Negativada a caridade, negativada – ou adiada – a salvação!

 (Sintonia e expressões em itálico são do cap. Compaixão, pag. 111 de Os prazeres da alma, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Boa Nova) – (Outono lindo de 2013).

Tenho dúvidas se as pessoas que dizem ‘amar’ o façam de verdade, que sejam ‘relacionáveis’ na lista do bem.

Não tenho dúvidas que pessoas que agem ‘com paixão’, amem de verdade e sejam do bem.

Agir ‘com paixão’ – compasivamente -, desencadeará em mim, uma série de boas atitudes, práticas…

Sinto que amar é algo teórico, desgastado, e malversado atualmente.

Para eu agir ‘com paixão’ primeiro preciso ‘estar de bem’ comigo mesmo, pois não emprestarei algo de mim que não possua.

A sensibilidade é gêmea da compaixão; raramente o compassivo

será insensível e este agirá ‘com paixão’.

Sensibilidade e compaixão são estopins que deflagrarão a carga principal do bem.

Chego ao umbigo da questão: Ter compaixão é emprestar algo de mim que nunca se extinguirá… Sabe a vertente? Quanto mais água dela retiro, mais – e generosa e gratuitamente – ela renovará sua água limpa.

O Divino Rabi era compassivo e generoso porque era igual à vertente: Comportou-Se assim com a ‘pecadora’, com Zaqueu, com o centurião, com Dimas, com os dez leprosos, ao multiplicar pães e peixes…

Sugiro, meus amigos, reavaliarem conceitos sobre amor, bem, generosidade, sensibilidade e ‘com paixão’!

“Ser bom é tomar atitudes com compaixão, lançando mão da própria dignidade e, ao mesmo tempo, promovendo a dignidade alheia”.

(A sintonia e a citação são do capítulo Ser bom, pg. 25 de A imensidão dos sentidos de Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2012).

Meu amigo – e sempre que falar aqui em ‘meu’, entendam-no como sendo ‘nosso’ – está no hospital novamente. Tenho, porém, a absoluta certeza que meu amigo, além dos cuidados do Plano Espiritual e da família, é claro, está cercado pelo zelo de profissionais de ponta, pois, como dizia o Dr. Bezerra de Menezes, “… Os médicos espirituais trabalham em conjunto com os abnegados médicos encarnados… inspirando-os ao diagnóstico adequado… Jamais desprezemos a medicina terrena porque os médicos são os primeiros médiuns da nossa cura.” (B. de Menezes/De Lucca – Recados do meu Coração – Pg. 115). Mas meu amigo encontrava-se, sim num leito da abnegada Santa Casa de Rio Grande quando minha velhinha lhe telefonou desejando saber notícias… Ao invés de falar de si, meu amigo respondeu com outra pergunta: Desejava saber de certa amiga em comum, que há meses não aparecia na Casa e temia estar ela necessitada de algumas coisas. Minha velhinha, sentindo a preocupação do amigo preso a uma cama, retornou a ligação, lhe dando informações que realmente a pessoa estava enfrentando problemas de saúde própria e das netas, mas que ficasse tranqüilo, pois o DAPS resolveria o problema logo, logo…

Eurípedes Barsanulfo, no livro Quem sabe pode muito, quem ama pode mais, justo à pg. 62, diz que “o homem espírita admite-se vaidoso e personalista, melindroso e egoísta.” Concordo com o venerável amigo espiritual, mas o mesmo também haverá de concordar comigo que o amor cobre a multidão dos pecados. E se o personalismo e o egoísmo são pecados – e o são, de fato – a sensibilidade, a misericórdia e a compaixão de meu amigo, inerte numa cama de hospital, é uma multidão de amor.

Fica tranqüilão, meu amigo, a amiga comum foi assistida e… Obrigadão! Deste a mim e a todos uma aula que não imaginaria receber!

(Primavera de 2011).