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“Se foste chamado à fé, não recorras ao divino Orientador suplicando privilégios e benefícios que justifiquem tua permanência na estagnação espiritual.” (Emmanuel).

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Se nosso encontro com o Mestre for verdadeiro, os compromissos estarão explícitos:

Firma-se, então, um pacto: obrigações que deveremos realizar; eventos a nos abstermos.

Nesse momento, quando “caímos do cavalo”, reportando-nos à transformação de Saulo/Paulo, iremos verificar:

Que o ‘nosso’ domínio termina; sobrepõe-se-nos a Lei de Justiça, amor e caridade.

Que nosso descanso estará limitado à restauração “das forças” exauridas; mesmo nesse hiato, descansará ‘só’ nosso corpo.

Que o Espírito predominará; e não mais os imperativos da carne.

Que as afeições verdadeiras permanecerão; e que a consangüinidade não as garante.

Que os mais importantes negócios doravante se reportarão à Boa Nova do recém “Encontrado.”

Que todos os nossos recursos doravante deverão facilitar o serviço da paz e do bem.

Que todos os favoritismos se destinarão ao próximo.

Que nossas responsabilidades serão perante as Leis eternas, que o nosso recém “Descoberto” disse “não vir destruir.”

E que nossos deveres serão junto àqueles que priorizava: pequenos, doentes, diferentes, possuídos, lunáticos, debilitados, coxos, cegos…

Nem privilégios, nem favoritismos pessoais; mas deveres e benefícios coletivos.

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É como “cairmos do cavalo”: o clarão da responsabilidade (como ocorreu a Saulo) será tanto, que cegaremos aos prazeres fugidios.

E depois desse encontro, as dificuldades estarão só iniciando. Ou, quanto mais verdadeiro for, maiores os obstáculos pela frente.

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 112 Que farei? 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2017).

1086457826529_040606Prestes a retornar à Pátria Espiritual, Jesus solicita a Pedro que “apascente as suas ovelhas.” Utilizando-se de figuras de linguagem milimétricas – quase cirúrgicas – o Gerente e Pastor do Pai não pede ao apóstolo que pastoreie seus bodes ou cabritos, pois estes representavam figuras mais fortes e tais quais ovelhas o rebanho era ainda, frágil e incauto, como o é ainda hoje…

O Mestre não pediria nada de heróico ou extremado a Pedro, mas utiliza e tão somente o verbo ‘apascentar’, ou conduzir à Paz, à calmaria e à tranqüilidade, todos nós, representados naquela época por um povo que não compreendia muito bem a que tipo de pastoreio viera.

Jesus é o Bom Pastor de todos os tempos e aqui podemos nos utilizar de duas analogias para melhor compreensão: Deus é o Senhor do Rebanho; Jesus o Pastor e nós suas ovelhas. E Deus é o grande empregador, nós os operários; Jesus gerencia-nos.

Não há, pois, nada de surpreendente ou superfantástico no pedido do Rabi ao pescador da Galiléia e hoje aos já mais comprometidos: Pede-lhe e a quem o queira fazê-lo, tolerância aos mais necessitados; compreensão, bondade e mansidão em vez de vergasta (chicote); fidelidade no ensino; e muita, mas muita exigência para conosco próprios.

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O rebanho a Deus pertence. O Pastor pede-nos paciência, pois somente a Deus pertence, na forma de tempo, para que tal rebanho seja cem por cento pacificado e recolhido ao redil.

Emmanuel nos alerta que o irmão sempre possui uma parte boa que devemos alimentar. Suas partes ainda equivocadas correm por conta do Senhor do rebanho, que fará o resto.

No rebanho de Deus é assim!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 19 Apascenta, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Cassino, verão de 2016).

lazaro_ressuscita_3Jesus amava demais a Lázaro e às suas irmãs Marta e Maria. Sem dúvida, tais ‘laços’ não eram recentes, pois conta-nos as Escrituras que Jesus teria chorado quando Marta lhe dá a notícia que o irmão estava morto há quatro dias.

O que houve no episódio de Lázaro foi, realmente o ressuscitamento de um estado de síncope letárgica para o estado de lucidez…

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Questionado por Chico, Emmanuel tem duas considerações importantes sobre o episódio o qual evidencia o compromisso de Jesus para com Deus e seu compromisso para com a Humanidade:

Primeiro: O episódio de Lázaro era um selo Divino, identificando a passagem do Senhor – Precisava-se dar entender à Humanidade que a ‘aposta’ do Criador no Governador Jesus, estava correta; aqui o atributo Onipotente da Divindade. Quando o próprio Mestre declara que “meu Pai e eu somos um”, está patente em tal expressão seu aspecto Divino/Sagrado. Jesus só poderia ter sido nomeado pelo Criador, Governador de nosso Orbe, dado o potencial de sua Pureza. Aqui, o compromisso de Jesus para com Deus.

Segundo: A simbologia mostra a ação do Cristo sobre o homem, testemunhando que o seu amor arrancava a Humanidade do seu sepulcro de misérias – Jesus envidaria todos os esforços dignos de um Espírito Puro, para deixar à humanidade as mais belas lições morais e de compaixão. Não haveria, portanto, melhor guia e modelo para os filhos de Abraão, sua descendência e para a toda a Humanidade. Aqui o seu compromisso para com a Humanidade.

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Quando nos encontrarmos em profunda letargia moral, quando tudo parecer insolúvel, quando tudo parecer sumir aos nossos pés, lembremo-nos deste Amigo, que demonstrou com suas lágrimas o quanto amava a Lázaro e, em extensão, a todos nós!

(Sintonia: Questões 317 de O Consolador, de Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, 29ª edição da FEB) – (Inverno de 2015).