Posts Tagged ‘Conveniências’

frases-biblicas-jesus-cristo-mensagens-evangelicasNem sempre as Máximas Crísticas foram entendidas no sentido mais profundo. Indivíduos, em todos os tempos, as adulteraram, desfiguraram, corromperam, inverteram:

“Não vos inquieteis pelo dia de amanhã”, dará a alguns, margem ao ócio, deserção, ‘lei de Gerson’… Esqueceram-se tais adúlteros que o Mestre os convidaria também a “andarem enquanto possuíssem luz”;

“Nem só de pão vive o homem” levará indivíduos hipócritas a censurar os que bem administram recursos materiais colocados a serviço de comunidades. Pão do corpo e pão do Espírito sempre será necessário. Não foi assim o Pão do Monte?

“Não julgueis” também seria desfigurado: A luta contra a maledicência é diária; não possuímos o direito de ver o argueiro alheio quando em nosso olho possuímos uma trave, mas a máxima nunca deveria servir de pretextos a todos nós que deveríamos “vigiar e orar” mais, evitar desculpas e verificarmos o lado íntegro dos legados morais do Cristo; e

“Ao que vos pedir a túnica, cedei também a capa”: Desprendimento e gentilezas, não significam irresponsabilidades e negligência, mas evitar contendas irrelevantes, visto sabermos que “o que é de César é de César; o que é de Deus é de Deus.”

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Os seguidores do Mestre, nem sempre tiveram escrúpulos em atentar sabiamente aos seus Ditos. Grupos e circunstâncias ainda hoje assim procedem. A doutrina dos Espíritos, na hora exata, chega para legitimar a integridade e honradez de tudo o que disse, incluídas também as máximas. Vai mais além: Instrui, esclarece e dessa forma alivia e consola.

Em tempos de corrupção galopante, tomemos um caderninho em branco; escrevamos aí os Ditos deste Amigo com seu verdadeiro significado; e evitemos, por conveniência, corromper suas máximas!

(Sintonia: Cap. Palavras de Jesus, pg. 221, Livro da Esperança, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, Ed. CEC) – (Outono de 2015).

“Quando derdes um jantar, não convideis nem vossos amigos, nem vossos irmãos, nem vossos parentes, nem vossos vizinhos que forem ricos, de modo que eles vos convidem em seguida, a seu turno, e que, assim, retribuam o que haviam recebido de vós…”

Longe de me admirar com esta expressão do Mestre, diria que Ele sabia ‘com que bois estava lavrando’; não que a humanidade de hoje se sinta melhor que os Seus compatriotas daquela época… Muito pelo contrário, toda a sua linguagem explícita ou alegórica continua sendo necessária hoje aos ‘convivas’ deste meu planeta.

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Certamente se Jesus me convidasse hoje para um jantar – eu na qualidade de coxo, estropiado, pobre ou cego – talvez lhe desejasse dizer, se tivesse um pouco mais de fé, como o centurião: “Senhor, eu sou digno de adentrar ao teu jantar, mas dizei uma só palavra e serei saciado”…

Mas o que esse Anfitrião desejava expressar – e ainda o deseja hoje – é exortar a humanidade do cuidado que deva tomar com o ‘toma lá da cá’, ou ‘uma mão lava a outra’ ou, ainda, da questão de querer levar vantagens e proveito. Se pensar e agir  dessa forma, eu:

  • Curtirei, comentarei e compartilharei tuas postagens, só se retribuíres às minhas;
  • Elogiarei e agradecerei o colega expositor, desde que ele ‘encha a minha bola’ logo após a minha, por medíocre que seja;
  • Só se me dedicares exclusividade serei teu amigo; ou teus amigos não poderão ser amigos comuns;
  • Desde que ‘feches’ com minhas idéias, por absurdas que sejam, desejar-te-ei em meu círculo; logo, se não aceitares minhas cobranças, serás descartado;
  • Só se me convidares para o teu ‘filé’, convidar-te-ei para meu almoço, mesmo que seja um prato mediano; e
  • Somente se corresponderes às minhas expectativas, abdicando das tuas próprias, te manterei próximo a mim.

E assim vou impondo, comercializando, chantageando… Uma espécie de mercador de conveniências. Abafarei todos os teus anseios com minhas barganhas e com a vilania de minha moeda interesseira…

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“Talvez por querermos levar vantagens, tenhamos atraído amizades vazias, distorcidas, verdadeiros parasitas de nossas energias” (Hammed).

A pessoa desinteressada não compra pessoas e nem se vende com a moeda da conveniência; ama incondicionalmente e seu amor jamais estará atrelado ao só se… desde que…

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Conveniência, pag. 161 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera quente de 2012).