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Como-dizer-separar-o-joio-do-trigo-in-English“… Queres que vamos e o arranquemos? – perguntariam os servidores ao dono do campo, referindo-se ao joio – Não, disse ele; arrancando o joio, arriscais a tirar também o trigo…” (Mateus, 13, 28 e 29).

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Globo Repórter; Pequenas Empresas, Grandes Negócios; Globo Rural; noticiários sérios, isentos; e outros títulos, fazem parte da programação da emissora mais tradicional do País. Entretanto tais programas convivem, ainda, com alguns joios constantes em sua grade, sendo necessário que coexistam por algum tempo até o momento da ceifa e que os ceifeiros não corram o risco de tirar também o trigo…

Muitas vezes não só ‘batemos de frente’ com os joios encontrados na mídia – de todas as emissoras – como ainda não encontramos quorum às nossas intransigências, publicações, reclamações, repúdios…

Em nosso socorro, a Doutrina dos Espíritos – porque ditada e instruída por Eles – ensina-nos a irmos ainda mais além: Para que o joio aprenda com o trigo, será necessário que aquele permaneça ainda um pouco mais junto ao trigo.

Tal permanência, entretanto, possuirá um prazo estabelecido pela Sábia Providência, que saberá ensinar aos ainda ignorantes e realizar os expurgos coletivos dos aficionados renitentes.

Um puxão em nossas orelhas? Sim! Informando-nos a doutrina de que a evolução espiritual – gradual e lenta – não se realiza de maneira igual em todos os seres e que a tolerância precisará tomar-nos os espaços da intransigência que ainda teima em nos consumir.

(Sintonia com Parábolas de Jesus, 1ª Aula, Aprendizes do Evangelho, 2º Ano) – (Verão de 2015).

Sociedade: embaraçosa para alguns, ‘gerível’ para uma maioria, imprescindível ao todo…

Impossível pensar progresso, sem raciocinar com sociedade.

Totalmente dependente dos dons de seus cidadãos, o progresso é gerado pela competência dos talentos de cada ser humano.

Em todas as épocas a humanidade viu brotar do seio de sua sociedade, todos os gênios que alavancaram o seu progresso, opinando, questionando, influenciando e também se expondo.

Não consigo imaginar Einstein, Da Vinci, Galilei, Niemayer, Descartes, Madre Tereza, Pitágoras, Mozart, Chico Xavier, São João Bosco, Kardec, Irmã Dulce, Ghandi… enclausurados ou isolados num mundinho só seus.

Assim como também não conseguiria imaginar me furtando ou sendo furtado da presença de todas aquelas pessoas que amo e que prestam inestimáveis serviços à comunidade em que vivo.

Eleger a cooperação como fator de impulsão de uma sociedade é utilizar-se de todos os diferenciados dons de cada um de seus membros.

Verifique-se que numa turma de quarenta acadêmicos de medicina, há um mesmo pendor, ou todos ‘pendem’ para uma mesma “obrigação que Deus lhes confiou” (François de Genève), não querendo isto significar que todos os quarenta, ao final da formação irão se especializar na mesma área; graduar-se-ão atendendo a conveniências, inclinações e exigências do progresso de suas sociedades.

Nem todos os militares da Força Terrestre serão infantes combatentes; haverá os cavalarianos, artilheiros, comunicantes, técnicos…

Nem todos os jornalistas hão de ficar confinados às suas bases – emissoras e editoras. Haverá os que se arriscarão a investigações, explorações, conflitos, ações humanitárias…

Sociedade e progresso: Interdependes ou, como ilustraria Kardec na pergunta da questão 768 de O livro dos Espíritos, “o homem, ao buscar a sociedade, há também nesse sentimento – sentimento pessoal – uma finalidade providencial, de ordem geral”. Desejaria o Criador ver Seus filhos reunidos em sociedade ‘providenciando’ a continuação de Sua Obra ou… progredindo. A ordem geral!

(1. François de Genève, item 25 do cap. V do ESE. 2. Sintonia e citações em itálico são do cap. Convívio social, pg. 167 de Mensagens de esperança e paz, de Waldenir A. Cuin, Ed. EME) – (Inverno chuvoso de 2012).