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TERCEIRIZACAOSob o apanágio de não ter vindo para os sadios, mas para os doentes, Jesus costumava dizer que “não necessitam de médico os que estão sãos, mas sim os que estão enfermos.” (Lucas, 5 :31). Dessa forma o Divino Médico curava leprosos, expulsava demônios, estancava sangramentos, levantava pecadores, resolvia EQM (experiências de quase morte de Lázaro e do filho da viúva de Naim)… Em fim, envolvia-se com os que realmente precisavam: os doentes do corpo e do Espírito.

Quando esse Doutor amoroso retorna, então, à Pátria espiritual, todo esse povo doente ficaria à deriva das curas? Absolutamente! Se Jesus operava preferencialmente na Galiléia (e raramente transpunha os limites da Judéia), por ocasião de sua partida e durante os quarenta dias que com os apóstolos permanece, em Espírito, fortalece-os com o Santo Espírito, de forma a permitir que após sua partida definitiva, seus apóstolos e outros discípulos como Maria sua mãe, Maria de Magdala, Paulo, Estevão, Lucas, Marcos, se lancem aos gentios (fora dos limites da Judéia), ocupando-se de curas físicas, mas principalmente as relacionadas às almas.

E hoje, quando não mais Ele nem os discípulos estão mais por aí, o que acontece? Como se faz? A inspiração aos homens de boa vontade não sofre solução de continuidade: Digamos que todos esses serão utilizados pelo Cristo como que terceirizados para realizarem o que Cristo e os apóstolos faziam como co-criadores do Pai, operando cada um com maior ou menor potencial:

Dessa forma, o Mestre convoca-nos – a todos – como ‘mão de obra’ terceirizada e em Espírito inspira-nos a que continuemos realizando curas e pequenos ‘milagres’ sob os mais diversos aspectos: os que já possuímos certa luminosidade, que partilhemos a mancheias nossa luz; e que importa seja ela fraquinha caso fraquinha sejam suas necessidades? Que nossa palavra esclarecida esclareça aos ainda não aclarados. Os que já conseguiram entesourar a humildade, que sejam exemplo prático aos orgulhosos. Que os já bons, sejam influência aos ainda maus. Que os já detentores da ciência da paz, pacifiquem os desesperançados. Que a caridade e a alegria sejam estimuladas, enaltecidas e alastradas tal qual uma corrente do bem, saneando as tristezas de um Orbe ainda desequilibrado. E que os menos ajustados ao serviço gozem de nosso total respeito e compreensão, entendendo ser tal situação o seu exato tempo.

Imaginarmos que as dificuldades do próximo serão sempre maiores que as nossas, sempre será a maneira de mantermos o bom ânimo no serviço terceirizado a favor do próximo, do Cristo, do Universo do Pai, mas, sobretudo a favor de nossa evolução.

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O Planeta nunca ficou e não ficará órfão de seu Governador: Ele apenas necessita delegar-nos – terceirizar – certas operações, cirurgias curativos, ‘milagres’… que fazia e que agora, sob sua inspiração, ficam por nossa conta.

Nas lides Crísticas, ganha o próximo; os maiores beneficiados, entretanto, somos nós próprios.

Deus, o Empregador; Jesus gerencia-nos; nós os terceirizados; e a obra: pequenos milagres, todos ‘cúmplices’ do amor.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 28 Alguma coisa, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2016).

1314232254[Há] diferença entre crer em Deus e fazer-lhe a sublime vontade (…). O único sinal que te revelará a condição mais nobre estará impresso na ação que desenvolveres na vida.

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Os grandes gênios do bem creram muito e serviram muito; os grandes gênios do mal, também creram, alguns até muito, mas nada serviram…

E servir, aqui, significa servir aos desígnios do Eterno ou os que co-criam numa escala menor e adequada à sua evolução. Há os que nenhuma contribuição dão à Divindade em sua criação continuada.

Mas o que significa servir aos desígnios do Eterno? Como cidadãos ainda imperfeitos temos tal possibilidade? Jesus, o Cristo, o Governador Planetário, não só afirmou que sim, mas convocou-nos a essa tarefa através das expressões:

“A messe é grande, mas poucos os ceifeiros”; “vem e segue-me!” “Pedro, apascenta as minhas ovelhas!” “Ide e pregai!” “Eis que vos mando…” “Resplandeça a vossa Luz!”

Não teria feito tais convocações se não nos quisesse como servidores aos desígnios do Pai.

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Indivíduos, em todas as épocas, mesmo não se dizendo ateus, crentes, pois, em muito pouco contribuíram com os desígnios divinos…

… Entretanto, todos os que se dispuseram a essa contribuição, não só creram, como serviram.

Emmanuel, ainda em outra citação – que ouvimos em algum lugar – nos perguntará: “Sabes?” “E fazes?”

Acreditamos mais nos ininteligentes e incrédulos que já servem do que nos inteligentes e crentes que ainda não servem…

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 20 Diferença, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Cassino, verão de 2016).