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17457549_1666242993391392_6524891417270392109_n… Nada, que seja plantado de bom na Lavoura do Pai, ficará sem frutificar. Às vezes os frutos não são visíveis a nossos olhos, ávidos do reconhecimento dos homens e ainda embaçados com as remelas do orgulho e da vaidade.

Sutilmente, porém, esses frutos começam a aparecer, para nos provar que Deus está atento a fatos de sua Criação, e que alguém, de alguma forma, se beneficia com aquilo bom que estamos tentando plantar. A perspicácia Divina age, então, para alavancar nossa perseverança nas lides do bem.

Convém lembrarmos, também, que a lavoura do Planeta Terra ainda é muito árida, pedregosa e sem o húmus beneficente de Orbes mais sutis.

O Pai é o dono da lavoura; Ele é o ceifeiro e pomicultor. Cabe-nos esperar a colheita; a Ele dedicar; e averbar em nossos Espíritos avanços que da boa plantação e colheita possa resultar.

No Universo do Pai tudo é ordem; tudo é serviço; tudo harmonia! Nada se perde; tudo colabora: vento, sol, plantas; animais, desde o verme menor à miríade de insetos, num anonimato formidável cooperam com o Criador para implantar seus Desígnios.

Se com os seres menores ou inanimados acontece, e nada se perde no cômputo do Pai, por que não orçaria Ele nossos bons feitos em prol do aperfeiçoamento do Planeta no qual vivemos?

Que nossas soberba e vã presunção não nos impeçam de enxergarmos tais verdades que, diariamente, nos são sutilmente apontadas na lavoura do Universo do Criador!

(Cassino; verão de 2017).

Flor-de-Lótus-brancoEvidente que parte da programação de nossa TV nos repugna; ela faz parte, ainda, da transição de um Planeta que precisará passar por tais escândalos até o advento da Regeneração pela purificação.

Já damos muito ‘murro em ponta de facas’, com censura insana a realitys, novelas, programas humorísticos e séries de TVs abertas ou pagas de nosso País.

Já peregrinamos pela incomplacência a esses escândalos; mas Espíritos Esclarecidos em seus apontamentos, legados sérios à humanidade, têm-nos chamado à razão para tais fatos, constrangendo-nos à tolerância e fazendo-nos compreender que será inevitável, neste Planeta, frequentarmos, tomarmos conhecimento da lama, enlameando-nos o menos possível…

Somos obrigados a reconhecer que Ícones de primeira grandeza, a Mãe Natureza e Espíritos de Envergadura Celestial, que por aqui passaram e inda frequentam nosso Orbe, na qualidade de seus Auxiliares, já nos chamaram e continuarão chamando a atenção sobre os escândalos, suas finalidades e consequências:

  • Jesus – Diria ele que “haverá necessidade que os escândalos aconteçam, mas ai daqueles pelos quais eles venham.” E Emmanuel nos dirá que o Mestre [apagou] a própria claridade, fazendo-se à semelhança de nossa fraqueza, para que lhe testemunhássemos a missão redentora;
  • A Mãe Natureza – Lótus herda, por acaso, do pântano, seu cheiro e suas cores? E o raio de luz visita as entranhas do abismo e dele se retira sem alterar-se…
  • Paulo de Tarso“Fiz-me fraco, para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos para, por todos os meios, chegar a salvar alguns.” (I Coríntios, 9:22). Num trocadilho filosófico/poético fantástico, Paulo sintetiza o valor de “estar no mundo, sem a ele pertencermos.”
  • Espíritos Superiores – Estes – quem não tem o seu como guardião?! – estão sempre à disposição da humanidade para lhe minimizar os solavancos. Nas obras de André Luiz, que nos traz informações preciosas do Plano Espiritual, são incansáveis as caravanas de Equipes desses Espíritos a zonas inferiores, levando-lhes resgate e socorro.

Longe de ‘afrouxarmos o garrão’ perante escândalos e infames bandalheiras de nossas mídias – não o faremos! – somos obrigados a aprender com o Alto que tais escândalos por um tempo ainda acontecerão em nosso Planeta; e que só agora estamos entendendo coisas que antes não podíamos entender, pois…

… Haverá o tempo de tripudiar; o tempo da intransigência; do aprendizado; e, finalmente, o da tolerância.

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Quando esse tempo chegar para nós, iremos à lama sem enlamear-nos; tal qual a flor-de-lotus, não herdaremos nem a cor nem o cheiro do pântano; e a visão dos escândalos, sem deles participarmos, nos será o aprendizado normal, num Planeta de transição, onde eles hoje ainda são necessários.

(Sintonia: Fonte viva, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, Cap. 72, Incompreensão; 1ª edição da FEB) – (Verão de 2017).

feixeAutomóveis mais pesados possuem em sua suspensão traseira um feixe de molas. São molas tipo lâminas que irão contornar os impactos das imperfeições de rodovias de maneira que a carroçaria não fique prejudicada com os açoites de uma carga…

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Ao abordamos o tema sociedade, – doutrinariamente Lei de Sociedade – e para melhor entendê-la, somos forçados a examinar como anda nosso “feixe de molas”, ou o conjunto de virtudes que deve compor nosso caráter o qual irá facilitar nosso dia a dia na difícil e imperfeita rodovia que é nossa sociedade: respeito, tolerância, doçura, humildade, cooperação, solidariedade, simpatia, discrição, agradabilidade, simplicidade, ética, esforço… comporão esse feixe e dele dependeremos para bem ou mal viver em sociedade; para realizarmos ou não todos os aprendizados necessários; e verificarmos, finalmente, que com ou sem o feixe de molas ‘em dia’ a vida em sociedade nunca será fácil.

Dessa forma, somos obrigados a fazer-nos três perguntas importantes com relação à vida em sociedade: Viver em sociedade é bom? É necessário? É fácil? Naturalmente que tudo, é lógico, dependerá de nosso feixe de molas:

Controvertidamente alguns dirão que viver em sociedade é muito bom e outros afirmarão ser extremamente ruim. Nos primeiros veremos uma ‘suspensão’ em dia, pois todos os predicados exigidos a uma convivência fraterna lhes fazem já parte do caráter; são pessoas totalmente cooperativas, comprometidas com “o que um não faz o outro faz”; relevam patamares diferenciados; respeitam, apreciam e aprendem com opiniões diversas; a humildade e a doçura lhes fazem costado, são afáveis no trato. Os que afirmam ser muito ruim, ainda não estão comprometidos com nada disso; possuem uma ‘suspensão’ totalmente avariada; falta-lhes o feixe de molas que os primeiros já possuem.

Porém todos – ao menos os de sã consciência – afirmarão que viver em sociedade é necessário. Somente ela, e não o isolamento nos fará crescer e melhorar os itens de nossa ‘suspensão’: será em sociedade que veremos os bons e maus procedimentos; os que desejaremos incorporar aos nossos Espíritos individuais e os que desejaremos evitar. Adquiriremos a compreensão de que apesar de uma evolução individualizada precisaremos das alavancas dos irmãos de um mesmo grupo familiar; de um mesmo grupo de trabalho remunerado ou não; de pessoas que nos escorem nas dores e que vibrem conosco em horas de regozijo. Quantos e belos momentos de solidariedade e de fraternidade são escondidos por nossas mídias! Se divulgados, veríamos que nem tudo está perdido e nossos cidadãos compreenderiam a necessidade e a importância de uma sociedade equilibrada…

Quanto ao fácil, por enquanto ainda não será! Porque ainda em nosso Planeta, o bom e o belo e a vontade do aprendizado – ou sua necessidade – ainda estão distantes das características de um Orbe de provas e expiações. Das grandes multidões nas quais poderemos viver, até o menor núcleo familiar, muitas vezes representado apenas pelo casal, as dificuldades serão enormes. E tais dificuldades sempre serão diretamente proporcionais ao nosso feixe de molas: se ajustado e ‘azeitado’ tais dificuldades serão amortizadas. Mas, se corroído e oxidado pelos vícios atrelados ao orgulho, ainda normal em nosso planetazinho, é lógico que nada se tornará fácil em nossa sociedade.

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“… Deus fez o homem para viver em sociedade. Não lhe deu inutilmente a palavra e todas as outras faculdades necessárias à vida de relação1.” Na “vida de relação”, aplicação ou exercitamento de nossas faculdades expomos diariamente todo o equilíbrio ou toda a fragilidade de nosso feixe de molas. Em sociedade pomos à prova sua resistência. Recolher nosso utilitário ao ‘sossego’ do isolamento, ou à garagem do bem estar, será condenar seu conjunto – corpo e alma – à oxidação, pois “no insulamento ele se embrutece e [enfraquece]2.”

Bibliografia:

  1. Kardec, Allan, O Livro dos Espíritos, tradução de Guillon Ribeiro, 71ª edição da FEB, em sua questão 766; e
  2. Idem, questão 768.

(Na orla do Cassino, conversando com Maria de Fátima sobre sociedade; verão de 2017).

0,,56188015,00“Árvore alguma será conhecida ou amada pelas aparências exteriores, mas sim pelos frutos, pela utilidade, pela produção.” (Emmanuel).

“Pessoas são tais quais livros. Não fiquemos apenas em suas capas; folhemo-los!” (P. Fábio de Melo).

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Frutos, utilidade, produção, representam toda a contribuição que proporcionarmos a terceiros, independente de sermos bonitos, feios, gordos, magros, perfeitos, deficientes… Tais frutos são resultados do Espírito individual e não de nossa aparência que é tão e somente física. Quando o Espírito produz frutos bons (ou nem tanto) o corpo físico, esse sim tem a função de exteriorizá-los.

É por isso que o Mestre, o divino Cultivador, não se preocupava com as aparências de seus necessitados. É isso, ainda, que Fábio de Melo e Emmanuel nos desejam ensinar com suas máximas.

A Natureza tem a nos ensinar, também, a esse respeito. Os figos mais maduros, mais doces e mais apreciados serão aqueles já bicados por algum pássaro: porque a Mãe e os seres menores estão aí a nos lecionar.

Emmanuel nos dirá, ainda, que não serão o tamanho, aspecto, apresentação, vetustez, casca ou as flores mais ou menos perfumadas que terão a capacidade de engrandecer ou tornar doces os frutos de determinada fonte, mas a genética de qualidade que agrônomos competentes já conseguiram lhe imprimir.

Espíritos já preocupados com o progresso comum: são esses os frutos que adocicam e saciam as próprias vidas e as de terceiros. São indivíduos já com um espírito cooperativo, qual seja, colocar à mesa de todos os cooperados, mormente aos mais desvalidos do Espírito, os produtos que estes ainda não sabem ou não puderam cultivar.

Pessoas que ainda vemos com uma casca grossa ou uma ‘capa’ aparentemente inaproveitável surpreendem-nos com capacidades que têm a nos oferecer. São as pessoas que ainda não quisemos ‘ler’ ou árvores que talvez tenhamos subestimado, ignorando-lhes os incalculáveis frutos.

Chico Xavier era quase um deficiente visual e calvo; Santa Madre Tereza e Irmã Dulce eram pequeninas, magras e arqueadinhas… Nenhum dos três era o protótipo da beleza, mas quão belos e doces frutos produziram e continuarão produzindo! E “mulher pequena” de Roberto Carlos, não fez tanto sucesso?

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Enquanto que as exterioridades ainda embevecem tantos incautos; enquanto que as ditaduras – da moda, de atitudes, de comportamentos – ainda ditam procedimentos; enquanto que a vida sensual (a dos cinco sentidos carnais), ainda comete equívocos graves… precisamos, os que já conseguimos nos interiorizar, lançar um olhar sensato e de boa vontade aos bons frutos que desejaremos produzir, capazes de gerar saciedade e felicidade verdadeiras a nós e a terceiros.

Por seus frutos os conhecereis”, diria, sabiamente, nosso ‘Agrônomo’ maior.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. Pelos frutos, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Verão de 2016).

madreterezaDidaticamente, diz-se que combustível é toda a substância capaz de gerar uma energia na forma de calor, chama ou gases, transformados em potencial capaz de movimentar algo…

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Analisando os diversos e mais nobres predicados dedicados à abnegação, quais seja altruísmo, dedicação, desinteresse, desprendimento, desvelo, devotamento, sacrifício, generosidade, renúncia… chega-se à conclusão que abnegação será sempre o combustível que move ou estabelece a fraternidade. Não pode, portanto, a fraternidade manifestar-se sem a abnegação, pois quem coopera cede sempre alguma coisa de si mesmo, dando testemunho de abnegação.

Uma cooperativa – e a fraternidade é uma – sempre será alimentada pela colaboração do potencial de cada ‘associado’; será a parte ou a doação de cada um para o bem do todo: Imaginemo-nos ao redor de uma agradável fogueira onde todos os beneficiados a alimentam cada um com sua achinha de lenha…

… Abnegação será essa doação, ou a achinha de cada um que irá aquecer o todo; o combustível que irá manter o fogo aceso.

A mesma fogueira ficaria desabastecida – sem combustível – no momento em que todos os indivíduos desejassem usufruí-la, mas negasse cada qual sua achinha de lenha. Seria o ego ou o personalismo de cada um se sobrepondo à generosidade, à doação, à colaboração… necessárias a manter a fraternidade acesa.

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A sinceridade sempre será o atributo que legitimará tal entrega, tornando verdadeira a cooperação.

(Sintonia: questão 350 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Primavera de 2015).

foto-rosa-brnaca-05É muito antiga a tradição de se encomendarem ‘ofícios’ pelos mortos: Ainda hoje missas (de réquiem) de corpo presente, de sétimo dia, mês e ano de falecimento são celebradas a pedido de familiares. Autoridades paroquiais às vezes cobram por isso…

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A tal respeito, entretanto, Emmanuel nos informa que as cooperações post mortem a um Espírito bem amado que [nos antecedeu] na jornada do túmulo, se limitarão:

Às nossas orações: A esse respeito o Benfeitor nos dirá que a oração coopera eficazmente em favor do que partiu, muitas vezes com o Espírito emaranhado na rede das ilusões da existência material. Enviar a nossos amados que nos antecederam no desencarne, excelentes emanações, será importante pelo fato de que esse Espírito, que teve a morte do corpo físico decretada, poderá, de imediato, não desejar desligar-se das ilusões materiais. Nossas preces amorosas cooperarão sobremaneira para ajudá-lo a livrar-se de tais liames densos.

Nos momentos de repouso do corpo, quando poderemos nos encontrar com esses bem amados, nos será possível:

  • Despertar-lhe a vontade no cumprimento do dever: A evolução sempre dependerá da vontade de cada um. Evolução, pois, é individual. Não somente em encarnações benfeitoras, evoluímos; temos deveres a cumprir também como desencarnados…
  • Orientá-lo sobre a sua realidade nova: Se ainda materializados, nossos amados pensarão estarem encarnados… ‘Sacudi-los’, nesses momentos, lembrando-os que não mais pertencem ao plano físico e que precisarão seguir adiante, será a nossa grande cooperação.

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A morte do corpo físico não separa Espíritos; o intercâmbio, por meio de vibrações ou visitas sonambúlicas é incessante; auxílios, portanto, serão incessantes; as cooperações espíritas deverão ser menos ordinárias, grosseiras, ingênuas e mais efetivas, pois…

… Afinal de contas, Espíritos bem amados precisarão sentir nossa cooperação, também e principalmente em tais situações. Quer seja uma prece, um incentivo ou orientação, será sempre a rosa cândida que lhes ofertaremos a título de sufrágio…

(Sintonia com a questão 330 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Inverno de 2015).

shutterstock_hands-600x300O associativismo cooperativista tem como um de seus fundamentos o progresso social da cooperação e o auxílio mútuo, segundo o qual aqueles que se encontram na mesma situação desvantajosa de competição conseguem, pela soma de esforços, garantirem a sobrevivência. (Wikipédia).

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A fraternidade – segundo Hammed, Espírito, “a religião superior ou natural do futuro” – não deixa de ser um cooperativismo.

Cooperativas sempre será uma troca de auxílios ou o ‘feixe de varas’ que torna o todo mais robusto. À cooperativa, ofereceremos os produtos de nosso esforço e competência. Serviremos aos demais cooperados com nossos produtos e teremos ao nosso dispor produtos e serviços outros.

A fraternidade é, também, uma troca de ajudas. Vivendo ainda num Orbe, em situação desvantajosa de competição com nossas más inclinações, seremos o auxílio dentro de nossas competências e seremos auxiliados em assuntos para os quais ainda não possuamos competência.

Num Planeta já regenerado, ou onde se aplicará a “Religião do Futuro” de Hammed, a tônica será só a cooperação, pois já não haverá mais a predominância do mal e este está vinculado intimamente ao egoísmo.

Ao permitir ser ajudado por Simão de Cirene Jesus nos lecionará sobre a necessidade de cooperação fraterna entre os homens, em todos os trâmites da vida. Ou, em todas as trilhas, óbices, estorvos e embaraços, se sustentados pela cooperativa fraternidade, tais trâmites se nos apresentarão mais leves, pois cooperativados seremos, e, como o feixe de varas, mais fortes.

Jesus, no episódio, ainda nos lecionará que Simão, de Cirene, considerado naquela época como gentio, pois de fora do território Judeu professaria a mais afetuosa fraternidade quando, superando o “ser religioso” desenvolveu em si o “ser religiosidade.”

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Nossa vida, ainda carnal, necessita da analogia da cooperativa terrena para conseguirmos entender que nas questões do Espírito também precisamos de boas parcerias encarnadas e desencarnadas para suprirmos as desvantagens sobre as teimosias que ainda teimamos em colecionar.

Parafraseando o discurso de certo cacique norte-americano Seattle, diríamos que “tudo o que acontece com a cooperativa acontece com os cooperativados. O associado não tece a teia da cooperativa. Ele é apenas um fio. Tudo o que faz à cooperativa ele faz a si mesmo”; e aqui entendamos a fraternidade como uma cooperativa.

Jesus buscaria seus cooperadores dentre as diversas classes sociais e a caminho da hora derradeira, não declinaria da ajuda de Simão de Cirene para auxiliá-lo a carregar a cruz.

Confrades, e como são pesadas as nossas!…

(Sintonia: Questão 316 de O Consolador, de Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, 29ª edição da FEB e Os prazeres da alma, de Francisco do Espírito Santo Neto, ditado por Hammed, Cap. Afetividade, 4ª edição da Boa Nova) – (Inverno de 2015).

493277“A casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito (…) e oferecem moradas correspondentes ao adiantamento dos mesmos Espíritos” (ESE, cap. III, item 2).

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Um entre 7 bilhões: Esse, exatamente, o número que eu significo perante a humanidade planetária!1 Isso sem considerar os habitantes das “inúmeras [outras] moradas da Casa de meu Pai”…

Ora, raciocinando dessa forma, chego à conclusão que 6.999.999.999 outros indivíduos, nos quais deposito esperanças para uma evolução emparceirada, também têm quotas de expectativa a meu respeito.

Resumindo: Se algo eu espero do mundo, este também, e muito, espera de mim.

Quando assimilo a compreensão de que o Planeta Terra não é um corpo celeste único no Universo, mas apenas “uma das moradas”, passo a me relacionar também com outros Espíritos, através do sagrado intercâmbio da mediunidade… Sete bilhões então se ampliam para um número formidável e não palpável.

Lavrar com perseverança; ouvir com bom ânimo encarnados e desencarnados, parceiros meus; ser a todo momento um pouco médico, enfermeiro, farmacêutico, curador, benzedor; encorajar-me e contagiar desacorçoados; ser um zelador fiel das servíveis coisas e seres menores da Criação… Todas são as sagradas expectativas a meu respeito dos incontáveis outros cooperadores.

E quando o ânimo me faltar? Bem aí precisarei ouvir o Mestre: “Não se turbe o vosso coração. Crede em Deus e também em mim” (João, XIV, 1), pois melhor do que ninguém Jesus conhece minhas falhas, mas sabe também considerar o meu esforço.

Todo o Espírito que renasce pressupõe uma nova expectativa: Quem sabe um novo gênio; um missionário devotado; um esteio novo para a família; um curador de qualidade… Para o Divino Criador, que tudo sabe sobre esse Espírito, ele será mais um cooperado na vastidão de todos os facilitadores do Universo.

Do encantamento dos familiares que o recebem, passando pelas expectativas dos primeiros mestres e o afloramento das tendências juvenis, aportará de mangas arregaçadas pronto ao trabalho efetivo junto aos demais cooperados.

(1. Quando esta crônica for postada a população mundial, conforme o ‘Worldometrs’, – população da Terra em tempo real – estará ultrapassando os 7,2 bilhões de habitantes – Sintonia: Cap. Perante o Mundo, pg. 23, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Verão quentíssimo de 2014).

Organismos são constituídos de órgãos funcionalmente diversos. Quando um desses adoece, todo o corpo sente. Sarando o órgão, o organismo volta a ficar saudável…

Toda máquina é composta de um complexo de peças, todas diferentes; Engrenagens, polias, correias, mancais, componentes elétricos diversos… Se essas peças não estiverem bem lubrificadas e se, os componentes oxidados, fios desencapados ou desconectados, a máquina poderá entrar em pane.

Engrenagens são as melhores imagens de sincronismo e de trabalho ‘dependente’… Mas quando um dente quebra!…

Um organismo empresarial não se constitui só de chefes ou só de operários… Compõe-se também de ‘peças’ diferenciadas, porém ‘habilitadas’ a manter a empresa harmônica; caso contrário, quem serviria o cafezinho cheiroso e gostoso? Quem solucionaria o apagão elétrico? E quem passaria a diretriz a subalternos?

 No ambiente familiar, mãe resolve coisas, pai resolve outras, avós têm receitas ‘enigmáticas’ no bolso do avental, mas, normalmente, só o filho ‘cabeção’ solucionará problemas de informática…

Não é muito diferente nas lidas da Casa Espírita: Departamentos independentes e harmônicos resolverão, com pessoas de diferentes aptidões, também questões de complexidades diversas.

O grande diferencial, todavia, tanto no organismo, na máquina, na célula ou empresa e no trabalho comunitário, será a qualidade dessas peças, seu sincronismo, sua manutenção e, principalmente, o ‘azeitamento’ dessas peças.

Assim como peças precisam ser lubrificadas, componentes trocados ou manutenidos, órgãos precisam ser tratados…

…Componentes humanos necessitam estar lubrificados com o azeite da concórdia, da compreensão, do calor da caridade fraterna.

Cada gota prática desse salutar lubrificante equivalerá a centenas de belas frases teóricas a respeito do assunto. Nos anais do livrão crédito/débito, atitudes práticas fraternas elevarão ‘saldos’ e manterão peças saudáveis.

Azeitando as peças, qualquer organismo trabalhará que nem um ‘reloginho’… sabe, aqueles antigos?!

“Há diversos modos de ação, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos”. (I Cor, XII, 6).

(A sintonia é do cap. Ideal comum, pg. 155 de Conviver e melhorar de Francisco do Espírito Santo Neto/Batuíra, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2012).