Posts Tagged ‘Coragem para o bem’

IF“Mens sana in corpore sano”, – Uma mente sã num corpo são… A expressão é de autoria do romano antigo Juvenal que ainda diria mais: “… O único caminho de uma vida tranqüila passa pela virtude [caminho esse que] desconheça a ira, nada cobice e creia mais…” (Wikipédia, a enciclopédia livre).

É possível que a saúde de minha alma me ajude a entender melhor a falta de saúde de meu corpo. Invertendo a minha possibilidade, diria que sem a saúde da alma dificilmente compreenderei os porquês das doenças de meu corpo…

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Autor da expressão “doenças não existem; existem doentes”, em um dos capítulos de sua obra O Evangelho é um santo remédio, Joseval Carneiro a utiliza como uma força de expressão que talvez deseje evidenciar que, sempre que profundamente doente da alma, ou que não consiga harmonizá-la, o indivíduo passa a sentir sintomas que o relacionem como doente fisicamente. Ou todos os desequilíbrios de sua alma passam também a desequilibrar sua roupagem física, o uniforme de trabalho de sua alma.

Se eu, apesar de apresentar alguns sintomas de doente físico, entender que os provoquei nesta ou em vidas anteriores, atitudes que me fizeram cúmplice de tais sintomas, já é um meio caminho andado para que, se ao menos não ficar curado, entenda os porquês de minha anomalia física.

Sanear minha alma e despi-la de ‘trejeitos’ inconvenientes, de mazelas incompatíveis com a evolução, é o grande passo para o estado salutar de meu corpo.

Lógico que aqui não estou me referido àquela dorzinha aqui e acolá própria da decrepitude de uma vestimenta já muito usada, ‘surradinha’ e até puída, mas de males que se cronificaram nesta ou em outras vivências mal vividas e que poderão se manifestar e atrapalhar a que hoje vivo.

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Toda a saúde a mais que eu tiver na alma poderá me facilitar o entendimento da saúde de menos que hoje eu tenha no corpo…

(Primavera de 2013).

Braveheart, ou Coração Valente, conta a saga de Sir William Wallace, protagonizado por Mel Gibson. O filme, de 1995, narra o destemor do guerreiro e seus companheiros para libertar a Escócia do jugo de Eduardo I, rei inglês. Wallace, dando o famoso brado de freedom – liberdade -, é torturado e executado em praça pública, jamais renegando a legitimidade de sua luta.

A energia que Sir Wallace despendia na luta pela libertação de seu País era toda na direção de uma causa. Se a causa era nobre, a direção da energia era o bem.

A coragem dos que se comprazem no mal é de mesma intensidade dos que optam pela luta para o bem. Ou seja, a mesma coragem gasta para odiar é suficiente para amar em plenitude; a direção é que, além de ser oposta, exigirá maior ou menor energia de seus executantes.

Energias aplicadas no bem são renováveis, tais como etanol, solar, eólica… As aplicadas no mal são energias pesadas, não renováveis, poluentes e emitem resíduos escuros…

…Daí eu compreender que se gasta mais energia para a prática do mal do que para a do bem.

Ao autorizar minha reencarnação, o Divino Governador deste feudo de Provas e Expiações, ainda submetido à corte do mal, me desejou de coração valente para o bem, a fim de que minhas lutas concorressem para a emancipação de meu Planeta à categoria de Regeneração…

…Como assim também procederam Wallace e seus compatriotas na liberdade da Escócia!

Homens e mulheres do UFC – Ultimate Fighting Championship – canalizam suas coragens e energias para o ‘esporte’ da violência, do ódio e do orgulho… e a mídia lhes dá a maior cobertura! Imagino a energia de ambos – UFC e mídia – canalizada para ‘outras’ coisas!…

Quando indago à minha consciência quais seriam os sintomas do testemunho de minha valentia, é possível que ela sussurre aos meus ouvidos: Freedom!…

…Pois a única liberdade verdadeira será aquela que me será dada através do cumprimento do segundo mandamento, na direção do bem, a que será necessária até para, verdadeiramente, eu amar a Deus, a única capaz de me tornar um Braveheart!

Tímidos são minhas mãos e meus lábios para erguer alguém e enaltecê-lo… Robustos meus punhos e ferina minha língua para bater ou destruir!

(A sintonia é do cap. Coragem para amar, pg. 53 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) –

Imagens: 1. Estátua de William Wallace, na Escócia; 2. O ator Mel Gibson no filme Braveheart – (Inverno de 2012).