Posts Tagged ‘Corrente do bem’

Minha felicidade, a que eu consigo enxergar ainda neste Planeta, sempre será proporcional à quantidade de felicidade que eu semear, adubar e ver germinar…

Se, dando rédeas ao meu egoísmo, viver tecnicamente e estritamente dentro de minha estreita razão, além de não produzir bem estar àqueles pelos quais sou co-responsável, dificilmente produzirei dentro de mim esta ambicionada virtude.

Felicidade produzida pelo doar-se é a antevisão de mundos hierarquicamente mais avançados e felizes que a Terra. Ou seja, como todo o livro tem um prefácio, a felicidade que tento construir por aqui também poderá ser só o prefácio da existente nas “muitas moradas de meu Pai.”

Felicidade é uma questão muito relativa, ou problema de degrau, pois…

…Fulano poderá entender que a sua será maior se mais ele ‘amontoar’, se mais ele receber, se mais ele tiver.

Mas beltrano poderá entender que tudo o que ele possuirá, será

o que ele doar, repartir, facilitar; fique entendido que facilitar, aqui, significa vender a um preço de justo a simbólico. Beltrano aqui, não estaria se importando em ter, mas em ser misericordioso, justo, saber compartilhar, ser… Feliz!

Mas quem me fará feliz? Eu mesmo! Inegavelmente, isso passará muito mais pelo meu coração do que pela estreita razão à qual me referia.

Hammed me diria que “ninguém pode nos fazer felizes ou infelizes [e que] sucessos e fracassos são subprodutos de nossas atitudes construtivas ou destrutivas.”

Construindo, torno-me o regente de meu destino e da minha felicidade junto!

Felicidade é um círculo vicioso ou corrente do bem, ação e reação: Se a produzir para alguém esse também poderá a produzir a um terceiro e o terceiro a devolver para mim.

O consumismo me dá, entretanto, idéias equivocadas de felicidade: Desejará querer me convencer que a felicidade será a tintura nova para o cabelo, ou medidas adequadas para o corpo, ou o scarpin atualizado, a bebida ‘x’, o carro novo ou a conta no banco tal…

No ‘pacote genético’ herdado de meu Pai, a felicidade não só é possível, como está incluída!

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Ser feliz, pag. 23 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera de 2012). 

Estreou – e reestréia todo ano – recentemente, na emissora de televisão mais tradicional do País, o programa que vai ao ar todos os anos e que aqui me furto de citar o nome em respeito aos meus queridos leitores de bem; também como reverência e consideração aos queridos ‘facers’ que generosamente acompanham meus links por aquela útil página de relacionamento.

Estou meus amigos, há léguas de ser uma pessoa moralizada, embora a persiga todos os dias, mas não me conformo com a desfaçatez de pessoas ditas literatos ou empresários de sucesso, apresentadores ou cronistas sérios que se prestam ao papel de colocar no ar – e dizem eles uma nave que trafega bem alto – libertinagens, bebedeiras, rusgas, falsidades…

Mas o que me dói mais, é que minha ‘secretária’ – e querida amiga – trabalha duro vários dias na semana para angariar seu salário mínimo. Me dói ver o ambulante de minha praia agüentar um dia de sol para ‘tentar’ vender o seu produto – milho, redes, bebidas, chapéus, óculos, quinquilharias… – muitas vezes sem sucesso. É evidente que não me aflige vê-lo trabalhar: Somente fico fazendo comparações salariais.

Convido-os todos a me ajudarem a repudiar tais bandalheiras; um pouquinho por dia, um ‘copinho d’água’, como dizia um dia destes uma anônima amiga ‘facebookiana’; uma gotinha só no incêndio; quem sabe o óleo do samaritano colocado na ferida do infeliz…

Utilizo-me, aqui, queridos, de um termo bem gauchesco: Vamos, quem sabe, erguer entre nós, uma ‘Baita’ Bandeira Branca, tentando sinalizar, quem sabe, uma nave mais adequada.

Um ‘baita’ abraço!

(Verão de 2011/12).