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criacao-do-mundoJá paramos para pensar que Deus parece ter uma retífica? Tudo é belo, tudo é grande, tudo é santo na casa de Deus. Mas para chegar-se a esse belo, a pedra bruta precisou ser esculpida; o grande poderá ter sido construído a duras penas; e todo o santo começou inerte, depois simples e ignorante…

… E a retífica de Deus obrou e obra em todos os tempos, chamando à razão seres e coisas para que conseguissem ser enquadrados como belos, grandes e santos:

  • A mãezinha que, apesar da penúria, é contemplada com trigêmeos é o mesmo Espírito que outrora se equivocou e cometeu alguns abortos infelizes;
  • O rio, enquanto nascente, era uma fonte insatisfeita; retificado por precipitações e contornando obstáculos necessários, agora pressente a magnanimidade de seu caudal já próximo ao grande mar;
  • Tanto a tempestade como a própria noite encardida, fizeram-se renovação e clareza ao parir-se o novo dia;
  • A cerâmica, o móvel e o arado já foram barro, madeira e ferro brutos. Manufaturados, recondicionam-se e são promovidos a peças de arte e ferramentas úteis; e
  • E o escândalo que se converteu em observação e ensinamento? E a doença que antecedeu a graça da cura? E a longa espera e expectativa que se converteram em realidade?…

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O homem, sem escapar de tais corrigendas – da retífica de Deus – representadas por todas as expiações e provas necessárias, também se encaminha, mais hoje, mais amanhã, para a emenda, para a retidão.

Sim! Deus tem uma retífica que converte tudo e todos em belo, grande e santo: Parece-nos até que amiúde toma do pincel e retoca aqui, aperfeiçoa ali a pintura deste Planeta… Quem duvidar que observe!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 11, Glorifiquemos, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Verão de 2016).

136200792“… Toda correção no presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela.” (Paulo aos Hebreus, 12: 11).

Que Deus é sábio não temos a menor dúvida: A questão número 1 de O Livro dos Espíritos nos responde que “Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.” Mas a pergunta de Kardec também é proposital: Perguntaria ‘que’ é Deus e não ‘quem’ é Deus, pois quem poderia enquadrar Deus como algo comparável; e nossa Divindade é ‘incomparável’…

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Pois esse Deus, em sua sapiência, atrelada a todos os demais atributos – gosto de salientá-Lo como Onipotente e Soberanamente Justo e bom – estabelece para os seres e coisas por Ele criados exercícios corretivos:

O rio não se considera perfeito ao ser nascente: precisará antes contornar obstáculos; lançar-se em quedas audaciosas; e finalmente prestes a chegar ao grande mar perceberá toda sua majestade. Dá-se conta que todas as suas peripécias só fizeram fortalecê-lo.

A árvore sabe que para o seu crescimento precisará de esteios que a deixem ereta. Enfrentará podas a cada ciclo antes da produção, mas ao colocar novas folhas, galhos e flores se achará pronta para o fruto. Tudo resultado das correções recebidas.

E a terra para produzir? Será arada, gradeada, adubada e regada para que propícia produza todos os frutos, hortaliças e sementes necessárias ao abastecimento do homem. Consola-se, pois bruta nada produziria…

E os pássaros que nos avisam que os frutos estão prontos! Não serão os figos bicados, os mais prontos, mais doces, e os mais saborosos? Foi a Mãe Natureza, através dos seres menores da criação quem nos avisou!

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O homem não escapa a tais correções: não serão as coisas fáceis que o tornará forte, mas todos os exercícios corretivos que, por força ainda de seus próprios equívocos o fará se emendar e crescer.

De onde lhe vem a experiência, o conhecimento e a compreensão da justiça, senão de todos os exercícios corretivos que o nosso Deus, lhe impõe? Aquele da questão número 1, a “inteligência suprema!”

(Sintonia: Fonte viva, Cap. Aceita a correção, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Cassino; verão de 2016).