Posts Tagged ‘“Deixai vir a mim os pequeninos”’

1507122_384814601653095_408794467_n“… Todo o que não receber o Reino de Deus com a mentalidade de uma criança, – [ou dos] que se lhes assemelham – nele não entrará…” (Marcos X, 14 e 15).

“… É preciso pensar e agir como uma criança (…) não de forma pueril, mas um tanto ingênua, desprovida de preconceitos, clichês estratificados que vão adornando a personalidade, à medida que nos tornamos adultos.”

“O presidente Ernesto Geisel, quando estava tenso, costumava ler a revista Pato Donald.”

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Não são os indivíduos padronizados de maneira que devam seguir regras rigorosamente organizadas. Embora a sociedade as necessite criar, – regras, leis – será antinatural pessoas independentes, Espíritos ímpares e únicos se submeterem a modelos organizados ou a uma ‘clichagem’, – mesmice – para ficarem ‘de bem’ com essa sociedade…

Vive-se esta época – Natal e réveillon – como se fosse a última: Preocupados com tradições e costumes e sem tirarem o pé do acelerador, as pessoas se acotovelam por força de clichês e preconceitos – conceitos pré-estabelecidos por chavões – os quais chegam a lhes roubar a alma. Dessa forma e porque correm o risco de serem cobrados, mergulham em equívocos que teimam em repetir todos os anos: ‘É preciso ter peru no natal’; ‘sem lentilha não entrarei bem o ano; e com porco, pois a ave escava para trás’; ‘e se eu não pular três ondas, então’? ‘Amarela é a cor do ano que vem; precisarei vesti-la, nem que seja numa roupa íntima’…

… E assim repetem-se clichês: E na páscoa, dia das mães, dos namorados, dos pais, das crianças, e se facilitarem na semana da Pátria, Farroupilha, Corpus Christi, e até nos finados, também!

Ninguém, melhor que o Mestre das Sabedorias, repudiou as importâncias, etiquetas, fôrmas, moldes, clichês, mesmices… Diria Ele que apesar de “não vir revogar a Lei”, para galgar o Reino dos Céus precisar-se-ia possuir a mentalidade dos pequeninos ou a eles ser assemelhados:

  • Crianças riem com espontaneidade, misturam-se entre ricos, pobres, negros, brancos e amarelos; tocam-se e trocam afetos; em sua maioria não bullyinizam; caem e levantam sem imputar culpas a outrem; liberam e gastam energias;
  • Indivíduos já maduros espiritualmente e para se sentirem assemelhados, dentro da máxima Crística, buscarão a simplicidade, a ingenuidade e a pureza; encolerizar-se-ão menos; serão mais mansos; desconfiarão menos; mexericarão menos; serão mais nobres de sentimentos, mais crianças! e
  • Adultos evoluídos, mas com mentalidade de crianças, apesar de verem gastos os seus corpos, têm a consciência de que precisarão renascer e para tal precisarão ver fenecer o já desbotado físico. Ora, onde deságua o rio é porque começa o mar…

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Como admitir um Reino de clichês, se criou Deus os Espíritos ímpares, informais únicos e desiguais?…

Um natal verdadeiro e um ano de renovadas metas a todos os meus queridos!

(Sintonia: Cap. Remédio para tudo, pg. 75 de O Evangelho é um santo remédio, de Joseval Carneiro, Editora EME) – (Primavera quente de 2013).

Mestre do Amor e Divino Pedagogo, cativo que sempre foste pelos pequeninos, lembramo-nos de todas as recomendações que nos deixaste sobre todos estes pequenos seres, uns por serem menos assistidos e outros por serem pequenos, mesmo…

Marca-nos, sobremaneira Jesus, a frase de impacto que nos deixaste pelo doutor Lucas “deixai vir a mim os pequeninos, porque deles é o Reino dos Céus” 1, como uma manifestação inequívoca de que o Reino de Nosso Pai estaria reservado aos simples, aos ainda pouco instruídos, aos recém iniciados em tudo, aos caidinhos…

Mestre, inúmeros artistas retrataram – e com fidelidade – este versículo evangélico e, quanto mais analisamos essas obras, mais conseguimos ver as crianças de nosso hoje, enlaçadas em teus braços e atentas às tuas belas histórias – Ah! E que histórias contaste! Aqui conseguimos ver, certamente, também os pequenos de nossa Casa2

Amado Jesus nos referimos, nesta hora, literalmente aos pequeninos e te pedimos deixa-os vir ao Recanto de Luz e que seus balbucios, seus chorinhos, seus gracejos, seus gestos, suas tarefas e suas palavras invadam nossa Casa e que aqui eles se sintam em casa.

Deixa vir ao Recanto a Duda, a Aninha e a Mellanie que na inocência de seus primeiros anos se darão ao luxo de expor juntinho conosco durante os quinze, vinte ou vinte e cinco minutos em que lá pensarmos estar dizendo verdades e que, na realidade, todas as fiéis franquezas estarão vindo por suas menores e inocentes atitudes; deixa vir a Marina que sempre nos enviará um clarão através das janelas de seus belos e puros olhinhos; deixa vir a Alice com a espontaneidade de seu sorriso e sua atenção para com todos; deixa vir o Guigui e o Henrique em seus frenéticos trânsitos entre o salão a porta de entrada e a sala de intercâmbio fraterno; deixa vir a Sthefanie e o Filipe com suas adolescências já engajadas nas lidas de nosso Recanto… Enfim, deixa vir todos os outros e outros, e mais outros…

Deixa-as todas invadir nossa sala de passes e que sejam – elas sim – os verdadeiros intermediários das Divinas Benesses para estes comprometidos e necessitados médiuns, para que renovem nossas forças e recobrem o nosso ânimo inúmeras vezes aviltados e enuviados por escolhas equivocadas.

Ilumina Mestre, os evangelizadores de nosso DIJ, – Departamento da Infância e Juventude – no sentido de se inspirarem no saltimbanco3 Joãozinho Bosco que com os artifícios de mágico e prestidigitador, ganhava a confiança e os corações de sua assistência miúda. Que a parceria se estabeleça entre esses abnegados trabalhadores, Teu Evangelho e as crianças de nosso Balneário.

Permite Divino Preceptor, que as nossas crianças perseverem nas atuais escolhas e que, se o caminho for por aqui, deixa-as vir, sempre ao nosso Recanto.

Guarda-nos Jesus, mas e, sobretudo, guarda-as agora e sempre!

Que assim seja!

(Subsídios: 1. Marcos, cap. X, v. 4; 2. Referimo-nos à nossa Sociedade Espírita ‘Recanto de Luz’; 3. Dom Bosco, de Terésio Bosco, Ed. Salesiana Dom Bosco, 12ª Edição, pg. 6) – (Verão de 2011).

 Pub em “O Clarim”, Julho/2013