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Transfigurationbloch“… Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e conduziu-os à parte a uma alta montanha. Lá se transfigurou na presença deles: seu rosto brilhou como o sol, suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura…” (Mateus, 17, 1 e 2).

No Tabor, contemplamos a grande lição de que o homem deve viver a sua existência, no mundo, sabendo que pertence ao Céu, por sua sagrada origem, sendo indispensável, desse modo, que se desmaterialize, a todos os instantes. (Emmanuel).

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O que significa transfiguração? Em A gênese, Cap. XIV, item 9, Kardec nos dirá que “a natureza do envoltório fluídico – o perispírito – está sempre em relação com o grau de adiantamento moral do Espírito.” Duas colocações: primeira, não temos dúvidas sobre a pureza do envoltório fluídico do Mestre, quando aqui encarnado. Segunda, também não duvidamos que fosse através do perispírito que se revelou Divino aos apóstolos escolhidos, na transfiguração.

A transfiguração é um dos fatos importantes na vida do Mestre, quando, muito mais do que falar, ditar, exortar, mostra-se resplandecente, dando contas à seleta platéia, do ‘reinado’ que sempre pretendeu estabelecer, o qual nada tinha a ver com conquistadores e conquistados, ou os povos entre os quais escolheu reencarnar.

Estudos doutrinários nos dão conta de que nosso perispírito é um produto do fluido universal; a quintessência, a parte mais pura de um todo, no caso, da esfera espiritual onde vivemos.  Imaginemos nossa conta bancária com 000.000… estaria zerada! Agora, coloquemos ‘1’ na frente dos zeros: A quintessência é o ‘1’ que dá valor a todos os nossos zeros.

Dessa forma Emmanuel alerta que nós pertencemos ao Céu e nosso perispírito está a nos dizer que, por possuirmos uma genética Divina, possuímos uma sagrada origem, convindo vivermos temporariamente como cidadãos terrenos, mas nunca nos esquecendo de, a todos os instantes, nos desmaterializarmos, livrando-nos de todos os penduricalhos desnecessários à Vida Futura.

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Todos os zeros representam nossa vida material. O ‘um’ colocado à frente, representa nossa origem sagrada, a única capaz de valorizar nossa ‘conta bancária!’

(Sintonia: Questão 310 de O Consolador, de Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, 29ª edição da FEB) – (Outono de 2015).