Posts Tagged ‘Direitos e deveres’

abelha (1)“Se se sentir espoliado (lesado), desatendido, você tem o direito de questionar, de se indispor, de pleitear. Contudo, verifique a importância de você poder não só pleitear direitos, mas também de dar boa conta dos seus deveres. (…) Ainda que a sua ocupação não seja das mais agradáveis, das mais apreciadas ou das mais procuradas, não se esqueça de que ‘toda ocupação útil é trabalho’”. (Joanes/Raul Teixeira).

Neste 1º de maio quando, tristes, vemos nosso País parado já pelo quarto dia consecutivo, precisamos refletir sobre o trabalho, listado por nosso codificador, não por acaso, como uma das dez Leis Naturais.

Nosso Orientador de hoje aponta-nos para o assunto, não só direitos e deveres, naturais nas circunstâncias trabalhistas, mas conveniências do trabalho que se nos apresentam tal qual “vade-mécum”; afirma ele que o trabalho é:

  1. Arrimo moral – Estarmos empregados (ou aposentados, desenvolvermos atividade) escora-nos a moral. O desemprego (ou o ócio) abate-nos a moral.
  2. Fortaleza social“Do trabalho do operário nasce a grandeza das Nações”, escreveu o Papa Leão XIII: o labor, pensado, organizado, esmerado, estabelece a fortaleza de uma sociedade.
  3. Defesa do mal e do crime – Se “cérebro parado é oficina do diabo”, o contrário é profilaxia: trabalho é vacina contra o mal e o crime. E
  4. Valorização da existência humana – São João Bosco diria que ai de quem trabalhe esperando os louvores do mundo; o mundo é um mau pagador…” Que o trabalho nos valorize a condição humana, vendo-o como “uma consequência de nossa natureza corpórea!”

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A todos nós, ativos ou inativos que desenvolvemos, ainda, diversas atividades, um FELIZ DIA DO TRABALHADOR!

(Sintonia: Para uso diário, de Raul Teixeira/Joanes, Cap. 9, Sobre o seu trabalho, 6ª edição da Fráter; e questões 675/6 de O Livro dos Espíritos) – (1º de maio; outono de 2017).

“O dever começa precisamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranqüilidade do vosso próximo; termina no limite que não gostaríeis de ver ultrapassado em relação a vós mesmos”.

Chamou-me a atenção este item do ESE – 7 do cap. XVII – no tocante à parte que negritei:

Dado a individualidade das pessoas, tanto lhes proporcionar felicidade como ferir sua tranqüilidade, variará muito de pessoa para pessoa. Como também sou único, o limite que não gostarei de ver ultrapassado – em mim – poderá flutuar em relação a todos os demais.

Começa aqui, portanto, a primeira grande dificuldade do dever; refiro-me a um dever comportamental para com os outros.

Comportamentos meus que possam ameaçar a tranqüilidade ou embotar a felicidade de um determinado indivíduo a um segundo ‘nem lhe baterá a passarinha’, mas já a um terceiro poderão provocar um caos… Ou seja, as pessoas apresentarão reações muito diversas a um mesmo comportamento meu, assim como o meu limite poderá ser muito diverso daquele das demais pessoas.

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Quando me julgo cumpridor de meus deveres, refiro-me literalmente aos ‘meus’. Deveres dos outros, serão cumpridos pelos ‘outros’.

Embora não ignore a ajuda e a colaboração mútua – atitudes Crísticas -, devo compreender que somente quando eu cumprir o ‘meu’ dever e o meu semelhante o ‘dele’, a sociedade começará a se harmonizar…

…E isso começa em casa, estende-se à vizinhança, à comunidade!…

Imagina se eu em casa, além de não cumprir minha quota de deveres, ainda der ‘pitacos’ nos deveres da esposa, dos filhos, da avozinha…

Vizinhos, como todos os indivíduos, são heterogêneos. Haverá os que desejarão tão somente meu bom dia ou boa tarde. E chega! Meu dever para com estes termina por aí… Mas haverá aquele que desejará um relacionamento mais estreito: Entenderá ele que agindo dessa forma proporcionar-lhe-ei mais felicidade e mais tranqüilidade.

Na comunidade, será da mesma forma: Companheiros desejarão ‘andar dependurados’ em mim; outros acharão que a convivência um pouco mais distante será a ideal.

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Cumprir cada um os próprios deveres, sem interferências, com limites flutuantes de caso para caso, respeitando as competências do degrau de cada indivíduo será possuir uma noção exata de onde começa e onde termina o dever.

(A sintonia é do cap. Contigo mesmo, pag. 31 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera de 2012).