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É muito provável que São Paulo, o Apóstolo dos Gentios, desejasse se referir aos seus ‘demônios’ mais íntimos quando, aos cristãos de Corinto, proclama uma de suas máximas mais significativas: “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém” (I Coríntios, VI, 12).

Refere-se aqui o apóstolo a uma série de moléstias morais que, me utilizando de meu livre arbítrio, me são permitidas, mas de sua inconveniência justamente por interceptarem o fluxo da seiva aos demais ramos da videira. Toda vez, portanto que eu estiver ferindo a caridade, meu ato, apesar de permitido será um ilícito.

Dessa forma, para medir a conveniência do meu ato, precisarei aplicar-lhe o ‘caridômetro’, ou verificar se está dentro dos parâmetros da máxima de Kardec “fora da caridade não há salvação”:

  • Todo o meu olhar que fulminar por fulminar meu irmão poderá estar totalmente fora de parâmetros caridosos;
  • De posse de meus dois ouvidos será sempre mais sensato que, caridosamente, mais ouça do que fale com minha única boca;
  • Minha palavra quando monopolizar o ambiente ou funcionar como lâmina destrutiva certamente estará fora dos aludidos parâmetros; e
  • Meus gestos poderão falar mais que minhas palavras, fulminarem mais que meu olhar ou ferir mais que minha insensibilidade… Importante não colocá-los na contra mão da caridade.

Não tenho dúvidas que a diretriz segura me vem ‘de cima’ na aferição de meu caridômetro: De Jesus meigo no olhar, paciente no ouvir, assertivo no falar, delicado e amoroso em seus gestos; de São Paulo que me exorta sobre as coisas que não me convém; e dos Auxiliares de Kardec que me impõem a caridade não como um meio de salvação, mas como o único!

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Caridade sempre, pg. 130 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Inverno de 2012).