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“A usina mais poderosa não [dispensa a] tomada humilde para iluminar um aposento (…). Infinita é a bondade de Deus, todavia algo deve surgir de nosso ‘eu’, em nosso favor.” (Emmanuel).

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Quando o Mestre pergunta aos seus, a fim de saciar a multidão, “quantos pães tendes?” (Marcos, 8:5) envergava Ele, temporariamente, um corpo de carne, materializado.

Revivemos hoje, neste Mundo material, cercados de ferramentas que nos foram confiadas à administração…

… Pois não estamos vivendo num Mundo sutil, onde o material inexiste!

Se não possuirmos o material, como procederemos a multiplicação? E aqui estamos retornando à Parábola dos Talentos, aqueles 1, 2 ou 5 que nos foram confiados tutelar.

“Sete!” Foi a reposta dos discípulos: um número cabalístico/representativo para a época. Poderiam ser mais; ou menos!

Mais ou menos recursos, não é o importante: relevante, aqui, é a disposição, perante nossa quota, do que surja do nosso ‘eu’ em nosso favor e da comum unidade.

Experimentemos ligar uma máquina sem possuirmos um cabo; ou a tomada humilde!…

Para construirmos uma paz íntima será necessário equilibrarmos os Propósitos divinos a nosso respeito com aquilo que já sabemos ou que ainda podemos realizar.

Quando afirmamos ‘podemos’ é que, às vezes, alguns já não mais podemos realizar coisas que realizávamos…

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Se Deus é a usina, precisamos ser a máquina; ou o cabo; ou só a tomada.

Sete pães?! Alguns peixinhos? Só?! Não importa! O fundamental e sabê-los multiplicar e repartir!

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 133, Que tendes? 1ª edição da FEB) – (Outono de 2018).

pescadores-de-homem3Quando o Mestre a nós ‘reclama’ que “a messe é grande, mas poucos os operários”, dá-nos a entender que todos estamos convidados ao labor e que a ‘boa vontade’ elimina quaisquer outros empecilhos que por ventura contraponhamos à luta pela Sua causa:

  • Títulos honrosos, ao invés de entraves opressores à Causa Crística, deverão ser pensados como ferramentas de benefício. Ao escolher seus colaboradores, o Mestre não fez distinção entre o humilde pescador e o coletor de impostos;
  • Possibilidades materiais, se bem conduzidas, minimizam esterilidades. Será o material a serviço da causa e não a causa se ‘lambuzando’ no material!
  • Se nosso pensamento já é livre, policiemo-nos quanto à repressão aos que do livre pensar ainda não fazem uso; e
  • Não somos profissionais religiosos; professamos confissões diferentes! Todo o que ‘professar Cristo’, independente da cor de sua batina, paramento, ritual, cor, casta, credo, corrente, partido… fará parte da futura religião que se chamará fraternidade, aquela que colabora e recebe colaboração…

Nossas fala, escrita, ações e trabalhos, só terão validade quando se aproximarem ao máximo da decorrente vivência. A profissão religiosa é irrelevante e não representa nenhum empecilho se a intenção e vontade forem boas…

… Ou André Luiz não mesclaria, costumeiramente, com Espíritos que professaram credos diversos, sua equipe de socorro espiritual às regiões dos mais necessitados!…

Nem scarpins, nem alpercatas serão empecilhos ao bem. ‘O que’ os pés realizarem sobre cada um, é o que contará!…

(Sintonia: Cap. Pensamento espírita, pg. 226, Livro da Esperança, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, Ed. CEC) – (Outono de 2015).