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Meus amigos: Uma edição de ‘mínimas e curtas…’ um pouco mais leve e alegre. Alegrias sem excessos! Será o meu lema neste período. Poderá ser, também, o teu. UM FELIZ CARNAVAL!

  • ‘Borracho’ – Não é só o que bebe, mas também o que segura o copo do amigo no carnaval.
  • Carnaval – Onde estiver o meu carnaval, aí estará também o meu coração.
  • Carnaval (2)– Se o vício circunscreve-se ao excesso, meu carnaval poderá não ser vicioso.
  • Engano “Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu…” Eles que pensam!

Fantasia‘Tô’ gordo! Acho que minha fantasia não caberá…

Fofoqueiro (Definição) – Homem: Analista crítico do comportamento alheio. Mulher: Fofoqueira, mesmo!

Máscaras – Ainda estou escolhendo uma entre as minhas tantas, para este carnaval.

Máscaras (2) – Quando abro meu baú carnavalesco encontro fantasias, brilhos, acessórios; o que mais há, porém, são máscaras.

Máscaras (3) – Não sei se confecciono novas ou se retiro todas as que tenho guardado em meu baú.

(Verão de 2011/12).

Frescobol, bocha, castelos de areia, são as diversões preferidas da gurizada e de algumas pessoas mais maduras em ‘minha’ praia… Serão? Assim admitia até o dia de hoje! Surpreendi-me com duas – eu disse duas e não dois – adolescentes jogando bolinhas de gude. Admirado, parei e dirigindo-me à mãe – suponho – das duas exclamei: Mas isto ainda existe?! Na verdade, naquele momento passou um filme em minha cabeça e comecei a me lembrar de minha infância quando, à época do internato nos Salesianos essa diversão era muito comum.

Lembro-me que os mais velhos – entre eles Francisco Figueiredo, Adão e Pedro Soca – preferiam o futebol na cancha arenosa do Leão XIII. Os menores – e aqui me incluo, juntamente com o

Alglacir Bispo Cáceres – preferiam bolinhas de gude. Forcei, então, naquele momento minha memória, e comecei a rebuscar uma série de termos que eram utilizados nessa atividade lúdica que não sei se ainda o são nos dias atuais:

  • Imba – Era um pequeno buraco feito no chão onde a bolinha de gude deveria entrar;
  • Raia (ou risca) – Risco paralelo ao campo de jogo… Quem mais aproximasse sua joga da raia, iniciaria o jogo junto ao imba, ultimamente não mais um buraco, mas um círculo onde cada competidor casaria as bolinhas a serem disputadas; poderia ser uma, duas, quatro… a serem
  • casadas por competidor;
  • Joga – Era a bolinha utilizada por cada competidor para realizar a expulsão das bolinhas casadas no imba ou nicar o adversário que, no caso, seria morto;
  • Matar – Matar era nicar o adversário, excluindo-o da competição;
  • Morrer – O jogador nicado era considerado morto;
  • Às vera – O jogo poderia ser amistoso ou às vera; neste caso as bolinhas conquistadas trocariam de propriedade;
  • Às brinca – Era o contrário: Um jogo amistoso;
  • Olhinho – Eram bolinhas menores, muito bem elaboradas que despertavam uma especial cobiça;
  • Bolão – Bolas maiores que em certas ocasiões eram utilizadas como joga e que tinham a capacidade de maior abrangência em retirar as bolas casadas no imba;
  • Esfera – Como o nome revela eram bolas de aço que consideradas assassinas, na maioria das vezes eram vetadas na competição;
  • Rapa-luz – A partir do momento em que o sino batia – o do Leão XIII era de médio porte e ficava próximo à livraria -, sinalizando o início ou reinício das aulas o rapa-luz estaria autorizado. Ou seja, corvos de plantão e que estavam ali só para isso ficavam no entorno do imba para executar a colheita.
  •  C… de galinha – Era o sujeito que não tinha muita habilidade em manejar sua joga; e
  • Nhaque – Era o movimento que se imprimia à bolinha; o impulso dado a ela para sair da mão do jogador; a bolinha de gude também era chamada de bolinha de nhaque.

Bons tempos, meus amigos! Estudar, divertir, divertir… Todos estavam com as preocupações muito distantes. Família, responsabilidades, impostos, incomodações… Apareceriam bem mais tarde!

Qualquer dia lhes falo de piões, ioiôs, pandorgas… Como as bolinhas de gude – ou de nhaque – todos fora da virtualidade!

(Verão de 2011/12).