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Descobrir o próprio talento, ou vocação é tal qual à pessoa que recebe lindo presente embrulhado… Para que o agraciado “desenvolva”- ou descubra – o conteúdo do mimo, “o invólucro precisará ser desenrolado e aberto”.

O talento não é algo que se adquire no supermercado, farmácia, padaria… É inato, ou seja, a pessoa o traz consigo quando por aqui chega, neste Planeta, de ‘mala e cuia’. Talento também não é coisa de uma só vida: O dom acompanha o peregrino em suas reencarnações sucessivas.

Para descobrir o talento, cada um precisará “desembrulhar” o pacote e para fazê-lo, será necessário “ouvir a voz da própria alma”. Está claro, então que vocação é o eco da alma.

Vocação, talento, precisará ser algo prazeroso. Mas vocação não é algo para se ganhar dinheiro? Também! Mas ganhar dinheiro, ganhar a vida com prazer é muito mais salutar.

Importante não esquecer a parábola dos talentos, contada por Jesus: Talentos não podem ser ‘enterrados’…  Porque enterrar é antagônico a descobrir, desembrulhar…

… Depois de desembrulhado esse pacote, o presente precisa frutificar em favor da pessoa, de sua família, de seu trabalho, de seus amigos, da comunidade em que labora!

Convém finalmente não esquecer: É nobre ‘emprestar’ – desinteressadamente –, o inato e gratuito talento recebido!

(Sintonia e expressões em itálico são do capítulo Vocação, não obrigação, pg. 95 de A imensidão dos sentidos de Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2012).