Posts Tagged ‘Dor física’

fibromialgia-a-dor-de-viver-cansadoPerante desastres, provações, enfermidades, flagelos em geral, que tipo de lágrimas rolam em minhas faces? São de emoção, de pena ou de compaixão? Se de compaixão elas já conseguem arrancar de mim indagações e atitudes que me levem a ações efetivas?

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Perante aflições, poetas já disseram algo como “a dor é a maquiagem da alma”, “a dor é um santo remédio”. O Poeta e Filósofo maior, entretanto, disse, no sermão do monte a frase de maior impacto: “bem aventurados os que choram porque serão consolados” (Mateus 5:4).

E porque Deus, – Seu e meu Pai -, tem seus Divinos caprichos a respeito de minhas dores, não está a Espiritualidade Amiga alheia a todos os desconfortos por que passo, mas, e tão somente deixa que se cumpra a sagrada lei da causa e efeito, característica perfeita da Justiça e Bondade Divina.

Ora, se hoje choro, é porque algum dia já ri demais – e à toa; se hoje estou na penúria, tumulto ou infortúnio é porque algum dia bastança, calmaria, ventura e sucesso já me fizeram costado.

Não há injustiça em que os Benfeitores de Deus, deixem comigo a desventura até o momento necessário para que surta o efeito das Divinas Intenções do Pai.

Se nublado está o dia, sou categórico em afirmar: ‘Não tem sol!’ Uma meia verdade, pois poderá ele não se mostrar, mas há sempre. A nuvem que encobre o sol é como a dor que esconde de mim velada e caprichosa proteção Divina, evitando o mal maior. Acima da dor e acima das nuvens, estão Deus e o sol realizando sua tarefa diária.

Sol acima das nuvens e consolação após a aflição não deverão ser vistos com olhos de ver, mas com os da resignação, até porque a dor é também o instrumento da Justiça e Bondade Divina sentenciando a causa e efeito.

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Qualquer seja a vicissitude é ela a forma mais velada, zelosa e caprichosa, com a qual Deus me previne de um mal maior.

Por que a estrada bloqueada impediu minha viagem? E ao vôo de ontem, por que não cheguei a tempo? E a filha querida de meu amigo, por que ‘partiu’ tão cedo? Por que a calamidade invadiu minha casa e tive que recolher minha família para o abrigo?… E vou acumulando porquês ante minhas vicissitudes, muitas vezes não as entendendo como instituto de tratamento e Divinas Prevenções do Caprichoso Pai.

(Sintonia: Cap. Instituto de tratamento, pg. 37, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Verão de 2014).

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“Quando o desânimo, [fruto de uma doença] impuser a paralisação de tuas forças na tarefa a que foste chamado, prossegue agindo no dever que te cabe, exercitando a resistência mais um pouco e a obra realizada ser-nos-á bênção de luz”. (André Luiz)

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Recentemente, quando acometido de forte crise ciática, percebi que um ‘punhado’ de companheiros de minha Casa Espírita, de uma forma ou de outra, haviam se acidentado ou estavam adoentados:

Em primeiro lugar, não há novidade nessa notícia, tendo em vista a ‘população de idosos’ que há na Casa, propensa, portanto, a uma freqüência maior de quedas e doenças.

Segunda consideração, e que julgo apropriada: Tais acidentes e doenças poderiam ter sido piores; a Proteção de que desfrutam os abrandou.

Terceiro, e não menos importante: ‘Recuaram’, todos esses indivíduos, à condição de estéreis? Absolutamente! Tão somente e temporariamente no estaleiro, todos eles, com obstáculos a superar, provam a si próprios a sinceridade de seus propósitos de renovação através do trabalho de cada um.

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Normalmente, quando estudo as questões teóricas das provas que envolvem dores físicas e morais, sou categórico – ou a Doutrina é categórica – em afirmar a necessidade das dores de qualquer espécie para a evolução dos indivíduos. Chego a dizer, de uma forma um tanto poética, que as dores são a ‘maquiagem da alma’. Mas, meu amigo, quando na prática a dor aperta, seja ela física ou da alma, o corpo dói, a mente anuvia e os ‘investimentos’ ficam mais difíceis.

Que fazer, então? Abortar ou malograr o que foi ensinado? Também não! Embora exista um abismo entre a teoria e a prática, ou entre o que é ensinado e o que deve ser feito, devo considerar que a provação é a prática da teoria e que, no momento da provação, há uma imperiosa necessidade de não me sentir estéril, pois até mesmo o mal – a doença, a invalidez temporária… – permanece a serviço do bem e que a resignação sem deserção, sem a esterilidade, aí fará a diferença.

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O que são as doenças – físicas e morais – senão indisposições, e graves, a me distrair a atenção do trabalho e do desejo de realizar sempre o melhor?

 (Sintonia: Cap. Sempre melhor, pg. 17 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Outono de 2013).

Quando ainda era jovem – isso faz tempo! – e comecei a namorar, eu não gostava de ir a locais públicos com minha namorada, sem que minha sogra fosse… Um vizinho interiorano costumava brincar comigo: Isso mesmo, pois ‘o boi não suja a água que vai beber… ’

Realmente, o boi – ou qualquer animal -, naturalmente, ao se aproximar da margem, primeiro bebe e depois se refresca; ou então bebe mais acima e se banha mais abaixo.

Um dia fui criado com saúde perfeita e só comecei a colecionar doenças ao sujar a minha água antes de beber… Ou seja, todas as doenças físicas – e também as morais – que entraram em meu corpo, ‘eu’ as introduzi a partir de “crenças, pensamentos e atitudes incoerentes”.

Com superstições, crendices, idéias absurdas, mentalizações irrefletidas, rancores, mágoas, rusgas e desafeições, comecei a enxovalhar a própria água que manteria minha ‘saúde dessedentada’.

Ao sentir tonturas, dor na coluna, náuseas, ataco logo com analgésico; este estará combatendo a dor, mas não a causa da dor, proveniente de ‘posturas incorretas’ nesta ou em outras vidas. Quando minha gastrite aperta, apelo para o ‘omeprazol’, que vai aliviá-la; a cura, entretanto só virá quando largar ódios, malquerenças, inimizades. Atribuo minhas manias compulsivas a fatalidades, mas elas poderão ter origens em crendices: Se eu passar em baixo de escada ou pisar na oferenda, ‘terei tantos anos de atraso’… E assim vou colecionado doenças; e sujando a água que irei beber!

Dores físicas são medidas extremadas que minha natureza ricocheteia. Tal qual efeito elas ‘parecem’ se voltar contra mim em contraponto, também, a naturais causas.

“Pessimismo, preconceitos, complexos de culpa, murmúrios da inveja, ansiedades…” todos eles enxovalham minha água de beber.

(Sintonia e expressões em itálico são do capítulo O calcanhar de Aquiles, pg. 45 de Conviver e melhorar de Francisco do Espírito Santo Neto/Lourdes Catherine, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2012).