Posts Tagged ‘Dores físicas e morais’

Por anos, séculos, nesta ou em outras vidas, a humanidade sentiu medo de Deus ao infringir o decálogo – os dez mandamentos… ‘Representantes’ divinos agiam como mediadores entre o Pai e as ovelhas para mantê-las dóceis no aprisco; reportavam-se a um Pai severo que punia seus filhos, por ocasião de suas ‘infrações’. Instituído estava o cabresto religioso!

Dores físicas ou morais, das quais nunca estarei livre enquanto num Planeta de provas e expiações, não são nenhum castigo de meu Pai, mas uma luz amarela que se acende no semáforo de minha consciência a me indicar que logo, logo, o vermelho se fará se minha incúria me conduzir ao desamor.

Avançar no amarelo seria como eu optar pela estrada larga que jamais me conduzirá à porta estreita ou à paciente espera pelo sinal verde que me permitirá avançar na direção da disciplina, do bem, do amor, da benevolência; a partir daí a autonomia de meu tráfego…

O semáforo de minha consciência estará sempre me estabelecendo os limites para uma boa convivência no trânsito da vida.

Independente de suas cores, os sinais não são ruins… São apenas necessários. Meu Pai não me ‘castigará’ quando de minhas infrações; tão somente amorosa e justamente me apresentará a conta proveniente dos efeitos de causas equivocadas. Os sinais que se apresentarão, então em meu semáforo, me darão o tempo certo para disciplinar o meu tráfego nas pistas do Mundo.

Nenhuma dor terá o poder de permanecer ‘in aeternum’ – para sempre – em mim. Muito pelo contrário, caberá a eu entender que logo após o amarelo e estagiando pouco ou muito no vermelho virá o verde de minha liberdade… Liberto da dor, de conflitos, do desamor!…

Perceber os sinais do amarelo, exercitar no vermelho usufruindo do aprendizado das dores para logo após libertar-me e pilotar no verde, além de natural é a arte de dirigir a minha vida…

A coisa mais certa: A dor permanecerá comigo até eu prescindir de sua necessidade, ou que ela produza os efeitos de que precisar… “Toda dor demanda tempo para se equacionada, geralmente o tempo necessário à nossa transformação”.

Há muito que realizar em meu mundo interior em favor de minha saúde, só não o faço, muitas vezes, porque estou preocupado demais com as ações dos outros – para ser mais honesto, com suas vidas… Então permaneço doente!

Se eu “harmonizasse meus sentimentos, equilibrasse o raciocínio, enxergasse sem maldade [e] ouvisse sem distorções”, e ainda, seguindo os conselhos de Santo Agostinho, “interrogasse a minha consciência, ao fim de cada dia, sobre o bem e o mal praticado”, me propiciaria permanecer menos tempo nos sinais amarelo e vermelho, teria mais saúde e galgaria mais rápido o verde da liberdade!

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Autoconhecimento, pg. 124 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Inverno de 2012).

Quando desenvolvo meus trabalhos – no lar, na Casa Espírita, na ajuda a terceiros… – esteja ‘doente do pé’, da coluna, com enxaqueca… estou plenamente consciente dessa dor física que hoje estará comigo e amanhã não mais…

Ou, poderei estar desenvolvendo essas mesmas atividades sob impacto de dores morais, ou seja, realizando-as sob aflições ocultas e ‘patrocinadas’ por entidades ‘veladas’.

Em ambas as aflições, será de bom conselho que não interrompa os meus trabalhos, visto que “Deus me trará o salário do amparo para minhas aflições”, independente  de qualquer estorvo que me for aplicado, seja físico, seja moral.

Para cada ‘patrocinador’ dessa tentativa de impedimento, haverá uma falange se “Guias Espirituais na [minha] retaguarda”, de sentinelas e a me desestimular a deserção.

O “amparo” é “o salário de Deus”, disso não tenho dúvida, como não as tenho, também, que deverei desencadear um leque de precauções: Remédios alopáticos, homeopáticos, orações, vigias e, sobretudo, trabalho, muito trabalho!

Todas as prevenções supracitadas, e referendando Lourdes Catherine, funcionarão como um antivírus a me preservar durante as aflições.

(Expressões em itálico e sintonia são do cap. O salário de Deus, pg. 43 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Outono, 2012).