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“Em todos os tempos vemos o trabalho dos legítimos missionários prejudicado pela ignorância que estabelece espantalhos para a massa popular.” (Emmanuel).

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O Mestre, “subido ao monte”, sobre a barca ou à margem do lago, era o Missionário. Os que o conspurcavam e experimentavam, espantalhos.

Sábias inteligências, políticos, condutores (tiranizados), juízes, administradores, os ‘missionários do povo’, se comportam como espantalhos.

Jesus, molde, fôrma, “guia e modelo” é o Missionário. Ídolos modernos, explícitos ou disfarçados; ditaduras de comportamentos e moda são espantalhos.

Quem gasta energias em educação de verdade é missionário; quem acha que educação é de ordem política é espantalho.

Quem ajuda o povo a pensar, a crescer e a se aprimorar, é missionário. Quem o manipula, perturba e engabela é espantalho.

Quem estabelece o círculo vicioso do bem, do benefício e da elevação, é missionário. Acólitos do “quanto pior, melhor” são espantalhos.

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Missionários, adeptos da Regra de Ouro constroem a felicidade real e indiscutível. Para espantalhos, ética da reciprocidade não lhes referenda o ego.

Para missionários “Pai nosso” e família Universal é coletivo: na linguagem individual dos espantalhos isso é utopia!

Então… Missionários ou espantalhos? Iluminação ou ignorância?

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, ditado por Emmanuel, Fonte viva, Cap. 104, Diante da multidão; 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2017).

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Observando-se as sábias lições da natureza, sacudir-se, um verbo pronominal, faz parte da rotina de todos os felinos e caninos com o intuito de se livrarem de algum tipo de ácaro dos ouvidos, ou simplesmente para se secarem. A maioria das aves também fará o movimento para se livrar de parasitas e também secar-se. Bovinos, eqüinos e muares estremecem seus corpos e se utilizam da cauda para espantar insetos que os atormentam…

Prédios muito antigos, com sessenta ou setenta anos que à época de sua construção eram o xodó da arquitetura, já poderão não ser mais úteis aos anseios do conforto atual e serão colocados abaixo, dando lugar a outro mais moderno e satisfatório.

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Sacudir-me de uma série de mazelas que impedem a construção de um Céu interior – e que literalmente me ‘infernizam’ – significa tentar desvencilhar-me da maioria dos defeitos que impedem minha paz interior: ódios, raivas, orgulho e todo seu séqüito e até aqueles que me parecem inofensivos, mas que fazem parte da pajelança do melindre, tais quais ilusões, prostrações e auto-piedade. Sacudir-se, – aqui no sentido moral – é ‘fazer por donde’ abandonar todos os riscos e desenganos do homem velho e buscar as vantagens e a clareza do homem novo.

Sacudir-se é desejar ficar curado: O Mestre Galileu, aquele que extraía o máximo de um mínimo, ao abordar o paralítico de Betesda (Jo, V, 6), que fazia 38 anos tentava adentrar à piscina da cura, pergunta-lhe de chofre: “Queres ficar curado”? Jesus não afirma que o curará, mas pergunta-lhe se ‘deseja sacudir-se’ dos males que o acometiam.

Mas, em se falando de cura, – mudança, sacudida – a quem devo mudar, a mim ou ao meu semelhante? Aceitação aqui é a palavra chave, tanto para mim como para o semelhante: No que se refere a mim, a ‘não aceitação’ de tudo aquilo que se refere ao homem velho; no tocante ao próximo a total e irrestrita aceitação, respeito e generosidade no que se refere à sua maneira de ser. Transformar-me; respeitá-lo; e, se possível, levá-lo de roldão com minhas atitudes: As palavras chaves!

Se Jesus aparecesse hoje à minha frente e repetisse sua pergunta “queres ficar curado?” eu poderia dar-lhe duas respostas:cura-em-betesda

– ‘Sim!’ Ou aquela resposta na qual me declaro disposto a me sacudir por inteiro desejando despir-me de todos os penduricalhos que impedem de ser feliz, de ter um Céu dentro de mim e que para construir esse Céu desejo não ser só bom, mas “bom e caridoso” e ainda me despojar de adornos que inventei para mim, tais quais quimeras, burlas, pseudos infortúnios, suscetibilidades… Ou então:

– ‘Sim, mas’… É aquela resposta em que enumero uma série de empecilhos à minha cura: ‘O convênio é ruim; o médico é longe; os exames são inconvenientes e poderão revelar uma nova doença… ’ E a minha resposta evidenciará que além de magoado estou acomodado a antigos hábitos e gostos nada saudáveis.

Em ambos os casos, ou com ambas as respostas o Alto deixará de me curar? Não, porque eu até poderei desistir de mim, mas as Divinas Intenções jamais! Poderei demorar um pouco mais a me sacudir, mas de repente as revoluções morais como as sociais estouram e fazem ruir o edifício carcomido do passado, que não está mais em harmonia com as necessidades novas e as novas aspirações. (nota à questão 783 de O Livro dos Espíritos).

Sacudir-se e ruírem o homem velho, o edifício, os ácaros e parasitas dos seres menores da criação… tudo aqui significa limpeza, renovação, cura, transformação, progresso, evolução!

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Aceitação, pag. 205 de Os prazeres da alma, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2013).