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save-your-love-for-someone-to-reciprocate-your-feelings1_largeAfirmamos já amarmos o próximo. Mas quando um desses ‘nosso próximo’, ainda menos educado na lição evangélica não nos poupar brutalidades, deveremos nos comportar de maneira passiva? Em tal situação a fraternidade tem prioridade? Ou deverá haver esclarecimento com energia?

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Neste caso, Emmanuel nos recomenda que as três opções sejam válidas: Ou a fraternidade como prioridade e com o concurso do esclarecimento e da energia.

Dirá o Benfeitor: Esclarecer é também amar. Toda a questão reside em bem sabermos explicar, sem expressões de personalismo, ainda que com a maior contribuição de energia, para que o erro ou o desvio do bem não prevaleça. Dessa forma:

Primeiro: A fraternidade tem prioridade, sim! Passividade ou sujeição em nada contribuirá. Não confundamos esclarecimento e energia com comportamentos anti fraternais. Tais atitudes sempre serão necessárias, sempre que o ego de uma das partes prevalecer.

Segundo: O esclarecimento cordial sempre será o melhor escudo da fraternidade. Argumentos sensatos, bem colocados, poderão ‘desarmar’ a parte ainda mais ‘desalinhada evangelicamente’, proporcionando-lhe luz e instrução. Como disse Emmanuel, o esclarecimento sempre se confundirá com fraternidade, conquanto esclarecer é também amar.

Terceiro: A energia – sem o individualismo, ou predominância do ego – sempre será a arma do prudente. Quantas vezes já defendemos aqui que estarmos alinhados é agirmos de conformidade com os postulados da Boa Nova: Pois bem, O Mestre era incisivo, quando necessário. Sermos enérgicos não nos desalinhará, de forma nenhuma, dos postulados Crísticos…

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Fraternidade, esclarecimento e energia poderão estar sempre juntos e estabelecer uma bela tríade, mas sem esquecermos que estará sempre no comando…

… A fraternidade!

(Sintonia: questão 344 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Primavera de 2015).

Saqsaywaman, Tambomachay, Ollantaytambo e Macchu Pichu, nomezinhos difíceis, mas com significados. Todos no Peru, o primeiro, ruínas de um templo dedicado ao deus raio; o segundo, dedicado às águas; o terceiro e o quarto, reverências a montanhas sagradas. Aprendi, desde o tempo de escola que meus ‘ancestrais’ eram politeístas: Possuíam tal comportamento religioso os guaranis, do oeste de meu estado gaúcho – esses meus ancestrais legítimos, mesmo -, ainda os guaranis em Missiones, na Argentina, os do império Inca, em quase toda a Cordilheira Andina, Os Astecas, os Maias… Tal comportamento preocupava nossos queridos jesuítas, dominicanos e religiosos de outras ordens, todos ansiosos em torná-los monoteístas. Mas será que esses povos – que, na maioria tiveram seu apogeu lá por 1500 e aqui me refiro ao povo inca – eram mesmo politeístas ou naturalistas? Sim, porque, se vivendo numa região extremamente árida como a de Cuzco, logo após perceberem o raio, ouviam logo o trovão e após este vinha a chuva tão benfazeja e necessária; as montanhas eram contrafortes naturais que os protegiam de ataques diversos. Todos estes fenômenos, encarados com naturalidade não estariam fazendo parte da Providência de um só Deus? De um Deus que deles tomava conta através de seus fenômenos naturais? Encantei-me e aprendi demais em uma semana no Peru. Cuzco possui mais de uma igreja em cada quadra, todas museus, abertas à visitação paga, mas o povo peruano rural, principalmente o que mora nas montanhas, continua reverenciando e se beneficiando destes aspectos naturais, falando o kechua e realizando suas oferendas para que não lhes falte a chuva, para que as fontes lhes irriguem maizes e papas e para que a montanha seja o seu porto seguro. (Fotos, Nov 2010: 1. Saqsaywaman; 2. Tambomachay; 3. Ollamtaytambo; 4. Macchu Pichu) – (Primavera ventosa de 2011).

 Localizado no Parque Nacional de Aparados da Serra, o Itaimbezinho é o mais charmoso dos cinco grandes cânions do Parque. Sedia-se no tranqüilo município de Cambará do Sul-RS, distante 200 km da capital gaúcha. Visitar Cambará e seus cânions e não visitar o Itaimbezinho seria como… Ir a Roma e não ver o papa, ir ao Peru e não sentir Machu Picchu, ir a Paris e não escalar a torre Eiffel. De mais a mais, de todos os cânions é o mais acessível à terceira idade, visto que a trilha maior – nem é trilha, é uma estrada de chão – possui apenas 3 km e a outra menor até calçada é. Cambará e todos os seus aspectos naturais, respiram energia pura. Ao invés das praias, e até por ser local muito frio – registra as mínimas do estado, quase sempre – os hotéis e pousadas da cidade são equipados com lareiras e lençóis térmicos. Passeio ideal para o inverno. O lugar impressionou demais à minha velhinha e a mim. (Na foto, ‘minha’ velhinha, Nov 2009) – (Primavera ventosa de 2011).