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Uma das mais lindas imagens que possa haver é a do pequenino caminhando sob os pés do adulto… Crescido, já não mais precisará tanto desse ‘veículo’ e caminhará já sobre os próprios pés. Já o Concurso Divino para caminhadas inequívocas, esse sempre será necessário…

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O bom do erro não é o erro em si, mas a oportunidade que ele me oferece para “renovação de atitudes”.

A primeira conclusão a que chegaria se minha existência fosse unicamente esta é a de que não poderia errar… Quantos equívocos já não cometi e ainda cometerei nesta e em outras oportunidades que tive e ainda terei? Pessoas que comigo convivem cometem também equívocos e esses sempre serão a escola para o aprendizado da renovação.

Com a existência única não haveria ‘tempo suficiente’ para as conseqüentes considerações sobre equívocos meus ou dos outros, de forma a lançar-me a uma necessária reparação.

Equívocos seculares, milenares, rusgas centenárias não serão saneadas numa só existência, mas há necessidade de muitas delas para o início de um processo de perfeição.

Tome-se como exemplo Francisco Cândido Xavier e Madre Teresa de Calcutá: Sob quantos equívocos chegaram ao seu processo de regeneração? Teriam ‘gasto’, nesse processo, somente uma vida? Muito pelo contrário. Não me enganaria em afirmar que ambos – e tantos outros ícones – são o somatório de todos os seus feitos, incluído, também, seus equívocos.

Equivocar-se, portanto, é algo perfeitamente normal. Anormal é deixar de fazer algo com o receio de cometer erros.

Detentor de um livre arbítrio, possuo a capacidade de escolher entre a melhor e a pior atitude. As piores atitudes não serão, entretanto, o fim da linha, pois apesar de cometê-las, minha liberdade continuará a me convidar às boas atitudes, pois…

… Erros e acertos são apenas convites: Enquanto os primeiros me convidam a uma reflexão os acertos me convidam a uma perseverança. E tal equação é válida para mim e para meus assemelhados, pois, como me diria Hammed, “se criaturas como nós aceitamos as falhas dos outros, por que o Criador, em sua infinita compreensão não nos aceitaria como somos?”

Seria Deus aquele Pai carrasco que me dá um brinquedo ‘quebrável’ e me exige que não o quebre?

Todo o caminho trilhado até agora foi o compatível com a minha competência espiritual, mas “se, porém, achamos hoje que ele não é o mais adequado, não nos culpemos; simplesmente mudemos de direção…”

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Deus, pura Justiça e Bondade, e por saber quão esburacada será minha rota a percorrer, é tal qual o feixe de molas que suaviza o deslocamento de meu veículo em seus percursos. Sabedor de todo o meu íntimo, coloca à minha disposição as Falanges do Acerto, sempre aptas a me ditar o bom senso de minhas atitudes; se considerar como normais minhas falhas e dessas Falanges não desistir, também elas de mim não desistirão…

… Dessa forma, estarei fazendo de meus erros uma oportunidade para “renovação de atitudes”, desde que haja honestidade e boa vontade na reflexão sobre meus equívocos.

 (Sintonia e expressões em itálico são do cap. Todos são caminhos, pag. 181 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera de 2012).