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235940_(www.Gde-Fon.com)“O governador tornou a perguntar: ‘Mas que mal fez ele?’ E gritavam ainda mais forte: ‘Seja crucificado!’” (Mateus, 27:23).

Quando Ele multiplicou os pães, saciamo-nos, pois estávamos lá! Aumentou e distribuiu os peixes, beneficiamo-nos: estávamos lá! Às escuras, optamos mais tarde por Barrabás: ora, estávamos lá! “Crucifica-o, crucifica-o!” rogamos, pois sempre estivemos por lá!…

Cinco mil, com fome, estivemos lá. Cinco mil, por vergonha e com infâmia, os mesmos infelizes e libertinos, sempre, sempre, estivemos por lá!…

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Não somos muitos os que nos dispomos a subir a montanha dos sacrifícios. O Mestre o fez! Fora seus algozes, obrigados a conduzi-Lo ao patíbulo, os outros dois sentenciados, os príncipes dos sacerdotes, escribas e anciãos zombeteiros e um grupo de curiosos, sabe-se que apenas Maria, sua Mãe, Maria de Magdala, Maria mãe de Tiago e José, e João Evangelista o acompanharam ao topo para o holocausto. Não estamos, desta forma, menosprezando os demais apóstolos e discípulos que permaneceram na base da encosta de sangue; estamos apenas aventurando-nos a uma distinção lógica entre os que subiram ao monte e os que permanecemos ainda na base da evolução…

Dá-nos a entender Emmanuel que os que se dispõem a subir a montanha das virtudes, fatalmente e pouco a pouco se distanciarão dos não virtuosos: e estes muitos campeamos neste ainda pobre Planeta de provas expiações.

A partir do ‘crucifica-o!’, quando sentenciamos os virtuosos ou lavamos as mãos perante suas coragens, distanciamos-nos do Gólgota purificador. Enquanto os virtuosos experimentarão a solidão de seus avanços, experimentaremos a solidão do distanciamento das alturas. Eles na solidão de caminhos estreitos e íngremes da subida e nós nos vales, voejando em círculos inebriantes tais quais borboletas douradas.

Perguntamos: quem da ‘Jerusalém de baixo’ escutou as últimas palavras de ensino, de perdão e de estímulo do Mestre crucificado? Somente os da ‘Jerusalém do Gólgota’ as puderam ouvir! Alguns as aproveitaram, como Seus próximos e o próprio centurião de Roma que viria a exclamar em arrependimento oportuno: “Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus!” (Mateus, 27:54).

Os cimos não são muito frequentados; os fortes na virtude o fazem! E quando nos dispusermos a cursá-los, – mais dia, menos dias, todos o faremos! – também experimentaremos a solidão do “crucifica-o!” A mesma solidão que experimentaram Jesus, Verônica, Simão de Cirene, João, as Marias, Dimas – o ‘bom’ ladrão – e o comandante Romano convencido e arrependido.

Não é fácil destituir-nos da almofada dourada da acomodação de nosso orgulho para nos dispormos à escalada: Emmanuel, em analogia fantástica irá nos afirmar que “a ave, para libertar-se, destrói o berço da casca em que se formou, e a semente, para produzir, sofre a dilaceração da cova desconhecida.” Continuará o Orientador com suas analogias, informando-nos que a rocha que sustenta as várzeas deverá suportar a solidão e que o sol majestoso que nos aquece, alimenta e ilumina, sempre brilhará sozinho…

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Os cimos nos esperam; são inevitáveis! Alguns os alcançarão primeiro, pois assim entendemos, pois que somos de evoluções diferenciadas. Até que o Planeta se equilibre dentro da revelação que uma Regeneração reclama, os que atingirem os cimos primeiro, sem dúvidas, experimentarão a solidão das incompreensões, pois o Mestre e os que o acompanharam de boa vontade percorreram e ditaram tal roteiro. Nada de anormal nos desígnios do Criador, neste Planeta gerenciados fielmente por um Governador que desejou encarnar entre nós e experimentar, inclusive, a solidão do “crucifica-o!”

Sintonia: Xavier, Francisco Cândido em Fonte viva, Cap. 70, Solidão, ditado por Emmanuel, 1ª edição da FEB – (Verão de 2017).

vida-simples-generosidade-560Emmanuel nos leciona que “fé representa visão [e] visão é conhecimento e capacidade de auxiliar.”

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Comporta-se, portanto, nossa fé de duas maneiras: dentro de uma introspecção entre quatro paredes, onde nos conectamos com nossa Divindade e Lhe votamos louvores, súplicas e agradecimentos; e aquela em que agimos perante nossas próprias necessidades e as dos que nos rodeiam:

Ambas possuem seu devido valor e a sua hora! Podemos dizer também que a segunda afirma a primeira.

O Benfeitor, entretanto, nos dará a entender que precisamos enxergar os fatos que nos rodeiam, compreendê-los e reunirmos em nós a capacidade do auxílio; e isso é a fé como visão. De forma nenhuma Emmanuel desconsiderará a introspecção, mas dá-nos o entendimento – ou ratifica – que nossa fé sem a obra do auxílio poderá ser vã.

Pitágoras afirmaria que “filosofia é a crítica do conhecimento.” Não desejaremos, – nem poderemos – estar filosofando perante as necessidades dos que nos cercam, mas para exercitarmos nossa fé também o conhecimento nos dará maior capacidade de auxílio.

Convém lembrar-nos que nem Jesus, nem os apóstolos e nem seus discípulos mais abnegados, se comportaram de forma estática: lutaram, serviram e sofreram pela causa Crística; percorriam, numa época de locomoção rudimentar, longas distâncias; para termos uma ideia, mais de 150 km separam Cafarnaum de Jerusalém. Percorrendo tais distâncias, eles interagiam com doentes do corpo e do Espírito, exercendo sua fé travestida de misericórdia. Esses homens também confraternizavam entre si e se reuniam em orações. É possível que na Casa de Pedro, às margens do lago de Genezaré, haja se realizado o primeiro Evangelho no Lar.

Se eles nos deram tal roteiro, será natural que nossa fé se evidencie na prática das ajudas efetivas, que bem caracterizam a fraternidade.

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Se por um lado a introspecção, reflexão e oração são nosso lubrificante sutil, nossos sentimentos, raciocínios, braços, mãos, pernas e pés, são as sagradas alavancas que irão validar a fé que dizemos possuir.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 69, Firmeza e constância, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2016).

post-4-c3-1030x579“Um semeador saiu a semear…” (Mateus, 13:4).

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Profundamente sábio e utilizando-se de analogias com figuras pertinentes à Palestina de seu tempo, (figuras da pesca e agropecuária local), o Mestre das alegorias não agiria diferentemente na parábola do semeador. O Benfeitor Emmanuel trabalhará em cima de tais ensinamentos e aqui fazemos nossas próprias reflexões:

O primeiro ensinamento da parábola é aquele que nos adverte que a cada reencarnação temos deveres intransferíveis: na qualidade de ‘donos do campo’, somos os próprios lavradores. Não podemos contratar ‘peões’ e ordenar-lhes que evoluam por nós! Ou pedir-lhes que, enquanto descansamos ao pé da escadaria, galguem todos os degraus que nós próprios precisaremos subir.

Como segundo ensinamento, nós, na qualidade de cooperados – Espíritos não evoluem sozinhos – seremos convidados a abandonar personalismos ou pontos de vista e convocados a lavrarmos na “terra das almas, sufocada de espinheiros, ralada de pobreza, revestida de pedras ou intoxicada de pântanos, oferecendo-nos a divina oportunidade de agir em benefício de todos.” Pode-nos parecer até contraditória tal consideração se comparada à primeira, mas não é: uma coisa é ‘desejarmos’ evoluir, no sentido de utilizarmos nossa vontade de fazê-lo; outra coisa é a cooperativa fraternal.

Terceira e última consideração é a de que se o divino Semeador, da manjedoura de Belém ao Gólgota, se fez pequeno em suas lides, por que nós seus terceirizados não deveremos nos vestir com a túnica e sandálias da humildade? Se ele nasceu entre pastores; cresceu no anonimato de Nazaré; conviveu com a hipocrisia de sacerdotes, doutores da lei e fariseus; teve como colaboradores, humildes pescadores; e morreu cruelmente numa cruz entre malfeitores… Será óbvio que o tipo de berço que nos trouxer a esta reencarnação não será relevante; que o anonimato será o tempero de qualquer frente Crística que abracemos; que opositores se farão presentes na lavoura, travestidos de lavradores ou semeadores, desejosos de plantar cizânias; que dos que ombrearem conosco, nenhum será perfeito; e que a nós, cruzes se depararão sob os mais diversos aspectos.

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Impossível raciocinarmos com semeadura sem os naturais constrangimentos do Orbe: o vento que espalha as sementes; a diversidade dos solos a serem semeados; o orgulho e o egoísmo a desejarem a perfeição do plantio e a santidade das ajudas; as sementes de joio infiltradas; e o cansaço que gera deserção e desânimo no cultivo.

A parábola do semeador é só uma das provas da sabedoria de nosso divino Professor atento a este Planeta muito antes da manjedoura; da manjedoura ao Gólgota; e em Espírito de Verdade até que se faça necessário.

Sintonia com Xavier, Francisco Cândido, Fonte viva, ditado por Emmanuel, em seu Cap. 64, Semeadores, 1ª edição da FEB – (Primavera de 2016).

perca-muitas-calorias-subindo-descendo-escada“Não abandones o teu grande sonho de conhecer e fazer (…) mas não te esqueças do trabalho pequenino, dia a dia. (…) Age com regularidade, de alma voltada para a meta.” (Emmanuel).

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Sábias são as questões 779 e 783 de O Livro dos Espíritos que nos anunciam que “o homem se desenvolve por si mesmo, naturalmente [e] os mais adiantados auxiliam o progresso dos outros, por meio do contato social.” E “[no] aperfeiçoamento da humanidade há o progresso regular e lento, que resulta da força das coisas.”

Imaginemos precisarmos subir uma longa escada e que no seu topo está o objetivo de nossa ascensão – nossa felicidade: ideal será que a escada possua degraus regulares e naturalmente acessíveis; que não subamos de dois em dois degraus; e que mantenhamos o olhar fixo no topo…

Tal qual a Natureza, que tem seu tempo, nosso progresso evolucional, intelectual e moral também têm o seu tempo, mas precisa ser realizado dia a dia: com regularidade!

O trabalho pequenino, do dia a dia é representado por cada degrau da escada, utilizada como analogia.

Todos os atropelos que praticarmos nessa alçada ao topo estarão em contradição com o espírito de sequência e gradação da Mãe Natureza que nos ensina através de estações, rios, árvores, semeaduras, florações, frutificação: sem sobressaltos; sem pular etapas!

Importante observarmos que “força das coisas” (questão 783) significa as circunstâncias diferentes que se apresentam aos diversos povos: com maiores ou menores dificuldades, precisaremos – e todos precisarão – de auxílio mútuo na escada de acesso à perfeição…

Pensemos nisso, com regularidade; mas sem inquietações!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 62, Devagar, mas sempre, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2016).

penaa (1)Assevera-nos Paulo de Tarso que a unidade do espírito – a fraternidade – está intimamente vinculada à paz. (Efésios 4:3). E a paz é o produto de alguns esforços. Algumas de suas reivindicações:

  1. Afirma-se que a guerra é feita por corajosos. Ao contrário, a paz é feita pelos destemidos.
  2. A rota da paz não gravita ao nosso redor. Nossa boa vontade deve se encadear ao esforço dos outros.
  3. Optando pelo útil, belo, santo e sublime, mesmo que seja só um começo, estaremos no encalço da paz.
  4. Regato, rio e mar subordinam-se, com respeito e humildade: Acatamento, deferência, razão e submissão são também ordeiros requisitos da paz.
  5. A grande ferramenta da paz é o serviço: Aos doentes, velhos, jovens, ao solo, aos animais… Honrar a esses servidores é entendê-los embaixadores do bem e da paz.
  6. Individualmente, nossos olhos enxergam uma cota mesquinha de paz; unidos a muitos, uma paz mais ampla e generosa.
  7. A paz reclama entendermos o degrau da evolução alheia: Isso é tolerância, ou o melhor tempero da paz.
  8. Nossa colaboração à paz deve ser a nossa melhor parte… mas unida à melhor parte dos outros.
  9. Não desejemos entender paz sem respeito e compreensão. O primeiro releva as diferenças; a segunda as entende.
  10. Parafraseando Paulo, todo o esforço na direção da paz, passa pela fraternidade que gera a unidade do Espírito.

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A paz pode ser um punhado de discussõezinhas, mas todas de boa vontade…

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 49, União fraternal, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).

legumes_agricultura_familiarFalando expressamente de terra, ‘lavrador’, que é ser ou não ser guardião da terra?

Defender a terra é compreendê-la como dádiva, descobrir seu potencial de nos fornecer na medida em que com ela nos preocupamos. Deixaremos de ser seu guardião sempre que a entendermos como algo inanimado, infértil, improdutivo e inútil.

Poderemos ter o prazer de tocá-la com nossas próprias mãos, sentirmos sua energia, sua servidão, mas também ela poderá não nos despertar o menor interesse. Seremos aí seus guardiões ou não.

Muitas vezes plantamos, mas fiscalizamos mais a plantação alheia do que a nossa: Deixamos de guardar nosso plantio, mas fiscalizamos a plantação alheia; dessa forma, nem a nossa, nem a alheia obterá lucros conosco.

Algumas vezes não devotamos o devido insumo e água à nossa terra; outras vezes lhe damos atenção e ela produz ‘cem por um.’ Eis o descaso e o tributo à terra.

Ainda desatinados por dores físicas diversas damos desculpas mil para o não cultivo. Outras vezes mesmo adoentados, compreendemos ser necessário tocarmos nossa lavoura: a opção pela dor e o descaso à terra; e a abnegação e resignação, mesmo amolados…

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Nas questões de nosso Espírito sucede a mesma coisa: Precisamos descobrir o potencial divino que possuímos; entendermos que ele precisa do bom cultivo; somos responsáveis por ‘nossa’ evolução em primeiro lugar e as parcerias virão depois; também nosso Espírito adquire ervas daninhas, precisando dessa forma de capina, sagrados insumos e da água das virtudes; e entendermos que doenças do parceiro corpo e do próprio Espírito, sempre será a maquiagem com a qual nos apresentaremos ‘bonitos’ na Vida Futura…

“Ninguém [obterá] o resultado excelente, sem esforçar-se, conferindo à obra do bem o melhor de si mesmo.” (Emmanuel). Outros indivíduos se beneficiarão com os frutos de nossa terra (entendamos de nossa alma), mas o maior presente será para nós mesmos.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 31, Lavradores, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2016).

tirando-as-duvidas“Não te concentres na fé sem obras (…), todavia não te consagres à ação, sem fé no Poder divino e em teu próprio esforço.” (Emmanuel).

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Dá-nos a entender Emmanuel que nossas obras são uma espécie de vitrine de nossa fé; que fé e obras estabelecem entre si uma dependência. Em analogia simples são como para os mineiros, queijo e goiabada ou para nós gaúchos churrasco e chimarrão, juntos…

Em dias bicudos que vivemos, mormente em solo pátrio, parece-nos que o devotamento individual às boas causas é abandonado; se não temos fé nas causas, desertamos delas, pois nem acreditamos em melhoras nem cumprimos nossa parte.

Desejamos os benefícios de nosso credo, esperando dele o esclarecimento e o consolo, mas quando temos o primeiro e o segundo não vem, colocamos dúvidas na doutrina da terceira revelação.

Indisciplinamo-nos após assumir compromissos com o movimento e com os nele inseridos: trabalhos, reuniões, regras, horários, parecem-nos ditaduras criadas por sonhadores, quando deveríamos entender que somos ‘funcionários’ dum Mestre abnegado, nosso Guia e Modelo.

Por vezes fazemos tudo ‘mais ou menos’: assim dirigimos, coordenamos, facilitamos; e com obras mais ou menos, nossa fé se torna mais ou menos.

Entusiasmo e ação em pequenas ou grandes tarefas são sinais evidentes de fé verdadeira na causa e no Porvir. E que tais feitos não nos elevem o orgulho; e que tais tarefas venturosas não nos alcem a criadores, mas a simples instrumentos de serviço.

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Paradoxalmente, só nos tornaremos grandes na fé, através da perseverança nas pequenas tarefas. Que nossas obras sejam a vitrine de nossa fé; o mostruário mais razoável que irá autenticá-la como verdadeira.

Que acreditemos no Poder divino, mas que também acreditemos no potencial a nós conferido por esse mesmo Poder. Que acreditemos pelas obras e obremos pela crença!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 26 Obreiro sem fé, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2016).

pegasus_LARGE_t_1581_106268182Todas as fontes (nascentes) darão origem a regatos, arroios, riachos, rios que um dia se lançarão no grande mar. Fontes, regatos, arroios, riachos, rios, são todos os ensaios que as grandes águas que habitam os oceanos fizeram um dia…

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O amor das almas gêmeas não pode efetuar restrição ao amor universal (…) porquanto, atingida a culminância evolutiva, todas as expressões afetivas se irmanam na conquista do amor divino.

Amor universal ou amor divino é o grande mar em que todas as almas anseiam em se lançar um dia; almas gêmeas estão aí inclusas. Todo o percurso que realizam é um grande ensaio. Todas as dificuldades de percurso lhes proporcionarão experiências.

O percurso das almas gêmeas, que nem sempre será florido e nem sempre parecerá geminado, tal qual o caminho das águas, com curvas, precipitações e ações contrárias ao curso, foram, todos, o grande ensaio para atingirem algo maior.

Tudo! Todos os grandes sobressaltos, até atingirem o amor universal, será um grande ensaio!

Todo esse grande ensaio resultará num grande encontro: O encontro com o grande mar – aquele de nossa analogia – ou com o amor universal ou divino.

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Não estamos aqui falando de “metades eternas.” Espíritos serão sempre inteiros. Referimo-nos a Espíritos que precisam ser diferentes, para melhor se encaixarem: Qual o côncavo e o convexo, cavado e elevado, saliente e reentrante…

Simples rascunhos, passando por exaustivos ensaios, até atingirem esboços quase que perfeitos do amor divino: Essas as almas gêmeas!

(Imagem: Romeu e Julieta, britânico, 2013, drama… De exaustivos ensaios ao filme. Sintonia com a questão 326 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Inverno de 2015).

640px-Martin_Luther_King_Jr_NYWTSNão temos notícias de que Jeremias, Isaias, Confúcio, Sócrates, Einstein… tenham ‘voltado’ nos últimos tempos. Refolheando o século que acaba de virar a página, percebemos que nem sempre a palavra da profecia poderá ser trazida pelas mesmas individualidades espirituais dos tempos idos; contudo, as poderosas organizações espirituais têm estado conosco, impulsando-nos a evolução em todos os sentidos.

Não seriam estes incentivadores, Espíritos como Nelson Mandela, Francisco Cândido Xavier, Madre Tereza de Calcutá, Martin Luther King Jr., Irmã Dulce e tantos outros…

  • … Cientistas, que em noites insones, no anonimato de suas pesquisas, alcançam resultados admiráveis no combate a vírus que nos surpreendem a toda hora?
  • Filósofos que estão a nos dizer coisas fantasticamente novas sobre velhos temas?
  • Literatos com romances, auto-ajuda, reflexões, enunciados, teses caprichosas?
  • Artistas das mais diversas áreas, deixando-nos boquiabertos?…

Suas privações e estorvos não se reportam mais a áridas regiões, gafanhotos e mel silvestre, mas às indiferenças, zombarias e ingratidões contemporâneas.

Tornar-nos profetas novos (“I have a dream”)*, passará pelo esforço em “termos um sonho” buscando sermos expressões de luz para o futuro da humanidade.

Sonhos altos; sonhos ‘bons’… tornam-nos profetas novos, independente de nossa maior ou menor evolução; exatamente dentro de nosso potencial sonhador!

(* Expressão utilizada no discurso de Martin Luther King Jr., Prêmio Nobel da Paz 1964. Sintonia: Questão 280 de O Consolador, pg. 191, de Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, editora FEB, 29ª edição) – (Primavera de 2014).

complexa_engrenagem (obviousmag.org)Maravilhamo-nos com máquinas às vezes centenárias que apresentam um perfeito funcionamento. Relógios, por exemplo, esses instrumentos fascinantes! Na complexidade de seus mecanismos há engrenagens de todos os tamanhos que, anonimamente, dão cada qual a sua contribuição para que o aparelho se mantenha ativo e apreciado…

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Nas lidas do templo espírita-cristão, também haverá a necessidade, tais quais as pequenas e anônimas engrenagens de nosso ‘herói’ supracitado, de que nos apaguemos pelo brilho da obra.

Qual a engrenagem que podemos e desejamos ser no sistema, não é somente a pergunta que nos faremos, mas armar-nos da convicção que precisaremos ser uma peça utilitária, independente do tamanho e característica que possua.  Má vontade, azedumes, arrenegações, em nada contribuirá para o bom andamento do serviço. Boa vontade, compreensão, doçura e principalmente o esforço, significam o azeite, o lubrificante que estaremos colocando em nossas peças para que funcionem a contento.

Quer seja na direção que orienta e conduz, no atendimento ao doente do corpo ou da alma, na limpeza, reparos, conservação ou num pequeno e necessário frete, somos todos peças importantes e complementos mútuos.

De nada, entretanto, valerá sermos tais suportes do grupo e da Casa se a má vontade comandar as nossas tarefas, pois…

… Irritar-se alguém, no exercício das boas obras é o mesmo que rechear o pão com cinzas!

Para que a “engrenagem do serviço” seja útil, não poderá estar ‘rangendo!’

(Sintonia: Cap. Conjunto, pg.185, Livro da Esperança, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, editora CEC) – (Primavera de 2014).