Posts Tagged ‘Espiritismo prático’

Assiduidade nos estudos, o requisito exigido na maioria das Sociedades Espíritas para que o associado se engaje aos trabalhos da casa. Na confraternização do final de 2009, meu primeiro ano de estudo, confessaria às minhas duas coordenadoras que aquela atividade – o estudo – havia me encantado, durante aquele ano…

No ano seguinte, tudo se modificaria. Além do estudo, ingressei nos trabalhos na Casa e quando só estudava – ou só  ‘recebia’ -, ficava na ‘maciota’; quando comecei o trabalho, este pressupôs grupo e todo o grupo – familiar, profissional, comunitário… – subentende coletividade e esta… dificuldades!

Qualquer engajamento em grupo qualquer que seja sempre me exporá; a sociedade é uma exposição permanente; é nela porém, que saio da teoria para a prática, caso contrário, corro o risco de ficar muito perto do tesouro, mas distante das jóias:

  • O aviador recolhido ao hangar, o soldado longe dos campos de treinamento, o marinheiro que enjoe no mar… serão militares medíocres, ou estarão perto do tesouro, porém distantes das jóias;
  • Enunciados sobre o bem, estudos e frases bonitas sobre a caridade sem o seu exercitamento, me deixarão muito perto do tesouro, porém afastado das jóias;
  • Se em meu trânsito por aqui tiver dominado todas as obras básicas, devorado pilhas de livros, porém sem um engajamento, pode ser que chegue ao meu Destino de mãos vazias, pois… estive muito perto do tesouro e não me apossei das jóias;
  • Adoro rabiscar, sublinhar e ‘iluminar’ meus livros, tanto que não me permito tomá-los emprestados. De que me adianta, porém o amontoado de traçados no Evangelho inteiro ou na pilha de livros se esses teóricos artifícios não vierem a me modificar? Não estaria eu pertinho do tesouro sem me apossar das jóias?

Cristãos de grande magnitude souberam com galhardia chegar pertinho dos tesouros e se apossar de suas jóias preferidas: Cristo não só se apossou dos doentes ‘de tudo’, mas os priorizava; Maria, a ‘própria’ jóia de Nazaré, fez da humildade e do anonimato instrumentos para acompanhar a obra do Filho; Ghandi se apossou das jóias da paz; Madre Tereza e São João Bosco encontravam sua jóia em cada pequenino que abrigavam; Kardec e Chico fizeram do intelectual e do moral suas jóias preferidas; e Dr. Bezerra, o Médico dos Pobres, fez de cada necessitado o seu brilhante preferido. Todos eles, muito perto do tesouro, não desperdiçaram a chance de se apossar da jóia preferida.

Todas as facilidades do estudo e de suas teóricas exortações – o tesouro -, transformar-se-ão nas dificuldades do convívio prático em qualquer grupo – as jóias.

‘Hay’ que se aproximar do tesouro e ‘também’ se apossar das jóias!

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Espiritismo sentido, pg. 126 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Inverno de 2012).