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2782457605_2d2fac88a0“Não se turbe o vosso coração (…). Há muitas moradas na casa de meu Pai (…). Depois que me tenha ido e que vos houver preparado o lugar, voltarei e vos retirarei para mim, a fim de que onde eu estiver, também vós aí estejais. (João XIV, 1 a 3).”

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Na citação de João, uma das mais notáveis e consoladoras promessas do Rabi, prestes a partir de sua breve encarnação missionária de trinta e três anos:

  1. Despedidas – A passagem evangélica faz parte dos já adeuses de Jesus. Consola os seus (os doze e mais alguns discípulos próximos), acalmando os seus corações no sentido de que permaneceria com eles, ‘em Espírito’. Recomenda-lhes que seria importante se amarem, “pois nisto reconheceriam serem seus discípulos.” Finalmente diz a Pedro que “para onde vai, o discípulo não poderá ir agora, mas que irá mais tarde…”
  2. Lugar para cada um Na casa do Pai – no Universo – há muitas moradas, todas não necessariamente circunscritas, mas adequadas ao ‘estilo’ de avanços feitos nas diversas encarnações pelo Espírito imortal. Diríamos que ‘cada lugar’ é correspondente à mala que tenhamos preparada para a próxima viagem.
  3. A Boa Nova de Jesus – Jesus não poderia ficar para sempre – encarnado – com os seus. Deixa-lhes, entretanto, como guia, todas as mensagens proferidas e gravadas nos quatro escritos sinópticos. A vivência ou não de tais máximas, prepara-nos, indiscutivelmente, nosso apropriado lugar nas diversas moradas.
  4. O retorno – Após vários séculos de incompreensões sobre a Boa Nova, deturpações e equívocos, Jesus volta em Espírito de Verdade a fim de corrigir enganos de nossos sentidos ainda deturpados. Eis a doutrina dos Espíritos, a que esclarece e consola, mas que só nos “retirará para o Cristo”, sem assim o desejarmos, em virtude das escolhas de nosso livre arbítrio.
  5. A perfeição – Aqui o maior consolo ditado pelo Mestre: “onde eu estiver, também vós aí estejais” é a prenda mais alvissareira que o divino Rabi possa nos ter deixado, pois, evoluiremos mais ou menos rápido, mas todos somos destinados à perfeição, já que para merecer-Lhe o ‘costado’, precisaremos atingir a excelência moral.

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“Reconhecendo que o domicílio de seus seguidores – servidores provisoriamente distanciados do verdadeiro lar – não se ergue sobre o chão do mundo, prometeu Jesus que lhes prepararia lugar na vida mais alta.” (Emmanuel).

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 44, Tenhamos fé, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).

Jesus_e_o_natal_117No ano zero da Era Cristã, o Verbo se fez carne e habitou entre nós; já a partir de 1857, cheio de graça e verdade, não mais carne, então Verbo, visitou Paris e o mundo e promoveu claridades aos que o compreenderam…

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No trocadilho acima, baseado em João 1:14, diremos que Jesus, longe do filósofo que não foi, em todos os tempos, desde o princípio do Orbe, depois encarnado, desencarnado e para todo o sempre, foi a palavra – Verbum – do Pai aos transviados filhos de Israel e suas descendências representando a todos nós.

Se em todos os tempos foi fiel depositário dos anseios do Pai a nosso respeito, desejou, em determinada época, doce como favo de mel, encarnar junto aos seus em demonstração inequívoca de que sua lição devia ser procurada não mais para qualquer exposição teórica, mas [convocando] cada discípulo ao aperfeiçoamento de si mesmo.

Não podemos imaginar nossas idas e vindas pelo Orbe, sem aquele que organizou o Planeta; aqui permaneceu diretamente entre os tutelados míseros e ignorantes; e a partir de meados do século XIX, em Espírito de Verdade, efetivou sentenças outrora mal compreendidas.

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Jesus, a prática da própria teoria! Em todos os tempos, organizando, redimindo, explicitando!

(Sintonia: Questões 282 e 283 de O Consolador, pg. 193/94, de Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, editora FEB, 29ª edição) – (Verão de 2014).