Posts Tagged ‘Essência’

Informa-nos a Benfeitora Lourdes Catherine em ‘Amar também se aprende’, que amor é a “essência Divina; onipresença Celeste que vige em todos e em tudo; o sopro d’Ele.”

Convenhamos que os indivíduos, por serem de evoluções díspares, usufruirão mais ou menos dessa “onipresença, essência, sopro” e dessa forma utilizarão o livre arbítrio de desejarem se conectar mais ou menos.

Nossa conexão, entretanto, não deverá excluir indivíduos que pensem dessa forma: o respeito é a regra e, em última análise, tolerância será necessário.

A conexão realiza-se sempre do mais próximo, para o mais distante: com nosso cônjuge; com os filhos já fora do lar e com os demais familiares; vizinhos; condôminos; rua; bairro…

Não ignoremos que também as dificuldades nesse sentido estarão do mais próximo para o mais afastado: Amar a quem dorme conosco, ou quem vive sob mesmo teto apresenta mais obstáculos do que amar cidadãos estranhos, que encontramos ocasionalmente.

Conectar-nos ao todo supõe excluirmos alguns itens? Sim: remoer fatos dolorosos; indivíduos inconvenientes (orar, sim; pactuar com seus feitos, não); notícias desprezíveis…

Há outras conexões ainda importantes: animais, plantas, inanimados, fazem parte também desse todo; são criações de Deus e acólitos de nossa caminhada.

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Com “referência às flores e a seus aromas, poderíamos designar o ‘amor essência’ como o  perfume do Criador que exala em toda parte.” (L. Catherine). Estarmos conectados a tudo e a todos (conectodo) compreende desejarmos respirar esse suave e perfumado aroma.

(Inverno quente de 2017).

blog-350-300-rotuloO rótulo, fixado à embalagem, oferece-nos informações sobre determinado produto. Consumidores e Código de Defesa do Consumidor ambicionam, mais e mais, por informações corretas, claras, precisas, ostensivas e principalmente fidedignas nos rótulos de produtos colocados à venda…

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Uma casa poderá nos impressionar por sua arquitetura vistosa, atual, mas será que no seu interior existirá um lar? A máquina poderá ser incrivelmente complexa, mas estarão suas peças e engrenagens todas desoxidadas e azeitadas; funcionando?

Imaginemo-nos uma embalagem: Confessar-nos cristãos espíritas ou de quaisquer credos, será o nosso ‘rótulo’. Já o nosso ‘conteúdo’, essência ou produto serão todas as atitudes cristãs que abraçarmos!

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Enquanto consumidores e Código de Defesa do Consumidor buscam o aprimoramento do sistema, o espírita cristão se convence que o seu processo de embalagem, rotulação e conteúdo passa obrigatoriamente pela renovação moral.

(Sintonia: Cap. Exterior e conteúdo, pg.192, Livro da Esperança, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, editora CEC) – (Primavera de 2014).

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Numa língua em que uma palavra poderá ter mais de um significado, será apropriado emitir aqui alguns conceitos necessários ao estudo: Natureza (1) – Constituição ou essência das coisas; índole, temperamento, caráter. Natureza (2) – O Planeta em seu estado natural ou a parte dele que ainda não foi tomada pelos aglomerados urbanos. Estado natural – É o estado primitivo. (Questão 776 de O Livro dos Espíritos). Lei Natural – Contribui para o progresso da Humanidade (Idem)…

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Dessa forma, reformulo aqui a enunciada questão: O estado natural e a Lei Natural não são a mesma coisa: O estado natural é o estado primitivo. A civilização é incompatível com o estado natural, enquanto que a lei natural contribui para o progresso da humanidade.

Posso dizer, então, que os seres se posicionam todos dentro de uma grande moldura que é a Natureza ou Mãe Natureza, mas cada um com sua natureza – essência, índole, temperamento, caráter – própria e determinada, qual mestra sábia e dedicada, a ensinar e desejar dividir com todos os lucros de suas características…

Toda a diversidade dos seres, com características ou natureza própria, cada um dentro de um determinado reino, e perfeitamente harmônica, estará compartilhando ensinamentos de uma forma tão explícita que deduções, suposições e apreciações não poderiam fazê-lo:10_curiosidades_del_ornitorrinco_shsc-10

  • Rios e mares; praias e mangues; campinas e montanhas; solos áridos, úmidos, alagadiços, nevados; águas correntes ou paradas; árvores frutíferas ou não, espinheiros, caatingas, matas, selvas; espigas de milho com a arquitetura de Niemayer e o amarelo vibrante de Van Gogh; Flores de matizes e formas diferentes… não perderão os encantos de sua natural diversidade, atividade e utilidade por se apresentarem sob características tão diversas;
  • Aves que se alimentam de frutas, outras de grãos, outras são de rapina; aves que põem e chocam, ora a fêmea, ora o macho os próprios ovos; aves que põem ovos, mas não os chocam; aves que põem seus ovos em ninho alheio; aves que são ‘fiéis’ ao companheiro e quando ‘traídas’ até morrem; répteis e quelônios que aproveitam as areias mornas para que seus ovos eclodam; mamíferos tão somente vegetarianos e outros totalmente carnívoros; raridades bizarras como o ornitorrinco, mamífero, semi-aquático, carnívoro e ovíparo… Enfim, animais de muitas espécies e naturezas diversas habitam este Planeta, muitos em seu habitat natural, outros em cativeiro e ainda, uma terceira situação, em que esses seres tentam retomar o habitat que lhes foi subtraído por conta do progresso ou mera ambição do homem; e
  • Ao indivíduo humano, criado simples e ignorante, mas perfectível, o Criador lhe põe à disposição dez Leis Naturais e um livre arbítrio que lhe confere a capacidade de, como a nenhum outro ser, administrar o seu avanço intelectual e moral. Perfectível deseja dizer exatamente isso, a gerência de seu progresso rumo à perfeição. Não poderá, portanto, o homem permanecer sempre em seu estado natural porque a civilização é incompatível com [esse estado] enquanto que a lei natural contribui para o progresso da humanidade e esse progresso pressupõe todos os avanços intelectuais e morais.mae_adotiva_animal041

Como único detentor de um livre arbítrio, diria de uma forma um tanto chula que este irá ‘ajudar’ ou ‘atrapalhar’ o homem. Do bom ou mau uso de sua liberdade os indivíduos forjarão as suas naturezas e caracteres. Serão bons, educados, cultos e morais configurando um indivíduo sábio; ou serão maus, com avanços intelectuais ou não, mas ainda amorais e de duvidosos costumes o que caracteriza estacionar ou abortar a presente encarnação.

Há ainda outras implicações estas sob o comando da Mãe Natureza: Uma carga genética poderá determinar a opção sexual de um determinado indivíduo: Neste caso, a Mestra Científica pedirá à abjeta intolerância que conceda espaço para que a compreensão se torne objeto de ensinamento para que conflitos e enigmas sejam esclarecidos. Indivíduos serão naturalistas e vegetarianos, outros carnívoros, conforme suas compleições e particularidades físicas o exigirem ou sua moralidade os orientar. Do entendimento ou não da natureza das coisas e de suas mensagens, os indivíduos estabelecerão uma maior ou menor conexão com a sua Divindade. Finalmente, e não poderia faltar, o homem ao satisfazer o orgulho e à toda a sua corte, e ainda sentado no trono de seu ego possivelmente não terá uma percepção sobre esses naturais ensinamentos; cego a esses sinais, cego à Divindade, cego à progressão.

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A essência das coisas, inserida na moldura da Mãe Natureza, sempre será a Mestra dedicada a ensinar, esclarecer, guiar, surpreender e estimular a humanidade, através das Leis Naturais, a sair de um estado de natureza e embarcar no progresso projetado pelo Criador.

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Compreensão, pag. 131 de Os prazeres da alma, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2013).

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Imagina uma cebola: Quando a tomo da cesta ela se apresentará em seu estado bruto; precisarei me utilizar de uma faquinha apropriada e ir retirando a sua casca mais de fora, depois talvez outra e mais outra até que ela fique branquinha – também roxinha… Quanto mais ao seu interior eu chegar, mais ela me mostrará a sua essência…

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Conhecer-me é, alegoricamente, mais ou menos como descascar a cebola: A cada vivência é necessário que eu vá sacando minhas cascas mais grosseiras representadas pelas imperfeições. Quando eu estiver próximo à essência, estarei começando a me conhecer, e capacitado, quem sabe, a ‘temperar’, ou ajudar a dar sabor à minha vida e estender esse tempero à vida de outros…

Percorrendo o capítulo Autoconhecimento, de Os prazeres da alma, verifico que Hammed me diz que autoconhecimento é a capacidade inata que nos permite perceber, de forma gradativa, tudo o que necessitamos transformar… Amplia a consciência sobre nossos potenciais adormecidos, a fim de que possamos vir a ser aquilo que somos em essência.

Perceber de ‘forma gradativa’ – Ora, meu autoconhecimento não se realiza de uma hora para a outra: Precisarei de muitas vivências para, de forma gradativa, ir retirando as ‘camadas da cebola’ que não servirão para temperar adequadamente. É muito provável que essas casquinhas queiram representar todas as minhas maledicências, indelicadezas, desrespeitos e aqui até aqueles inocentes que, quando me dou conta, estão ‘bullyinizando’ amigos ou nem tão amigos. Preconceitos, petulâncias e autoritarismo poderão fazer parte dessas arestas a serem ‘descascadas’;cebola2

Necessidade de ‘transformação’ – É inevitável que eu percorra o mal para me dar de conta o que seja o bem, ou será preciso que o Espírito adquira experiência e, para isso, é preciso que ele conheça o bem e o mal (questão 634).Todos os degraus inferiores que aparentemente estão por baixo servem de suporte para os degraus superiores; só se sobem os degraus de baixo para cima e todos os grandes acertos começaram com equívocos. A transformação é necessária, mas a cebola para se desenvolver na terra precisou de todas as suas camadas mais grosseiras que hoje, para o tempero já não são mais necessárias; e

Vir a ser ‘essência’Essência ou essencial é aquela parte de mim que já se despiu do supérfluo. Ou o que interessará para, como já disse, temperar minha vida e a de outros. Quem, à minha volta, precisará de minhas ‘cascas’? Para que conviver com meu homem velho se meu novo é mais essencial?!

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Inevitável que ‘gaste’ muitas vivências para descobrir minha essência. Somente minha transformação terá o poder de realizar esse feito: Sabe, matar o homem velho para que nasça o novo; descascar a cebola para aproveitar seu cerne…

Tal qual a cebola, riquíssima em flavonóides – antioxidante, antiinflamatório, protetor cardíaco, anti câncer, anti diabético, entre outros… minha essência, a do homem novo, terá o poder de proporcionar infindos bem estares.

Quase esqueço: Há cebolas e cebolas… Há aquelas que descasco depois de muito choro!…

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Autoconhecimento, pag. 61 de Os prazeres da alma, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Boa Nova) – (Verão de 2013).

Vive-se hoje a época das máquinas de café e dos solúveis… Sou do tempo da ‘essência’ – chamada também de ‘tintura’. Minha mãe ou as avós colocavam na mesa a essência do café, às vezes novinha, cheirosa, na maioria das vezes nem tanto; e ainda alertavam elas, em ‘tempos bicudos’: A tintura ‘hoje está forte’! – Que era para não ser consumida muito…

Toda minha atuação vivencial, para ser autêntica, não poderá fugir de minha essência, ou daquilo que tenho de mais espontâneo dentro de mim.

Voltando à analogia da essência – tintura -, meu grande cuidado deverá ser para que a ‘minha’ essência se conserve sempre ‘renovada’, cheirosa e forte.

Na natureza há os melhores exemplos de essência, espontaneidade e atuação:

Rosas não exalam perfume de jasmins; bem-te-vis não cantam como corruíras – a alma de gato, matreira é que, por necessidade, imita outros pássaros -; e de uma goiabeira não se colhem pitangas…

Seguindo o ritmo da natureza, manter minha essência renovada, forte e cheirosa, significa ajustá-la aos Divinos Propósitos.

Sempre que eu atuar consoante minha autêntica essência Divina, estarei sendo o Eco de Deus. Não importará o tamanho que o meu lume tenha adquirido… Ele estará sempre alumiando.

Minha atuação, portanto, dependerá de minha espontaneidade e esta de minha essência. Não posso ser mais ‘borra’ do que essência!

(A sintonia é do capítulo O dom de expressão, pg. 33 de Conviver e melhorar de Francisco do Espírito Santo Neto/Lourdes Catherine, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2012; dia em que a essência do Dorival sobrepujou a do Luxemburgo!)