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“Há muita gente que perambula nas sombras da morte sem morrer: [São os desertores] da evolução.” (Emmanuel).

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Ficarmos à margem da evolução, (ou dela desertarmos) não significa retrogradarmos espiritualmente, mas sentar-nos à beira do caminho, sem motivação: é o estacionamento.

Se “fora da caridade não há salvação” (entendamos “não há evolução”), e caridade é, “como a entendia Jesus, benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições dos outros e perdão das ofensas (BIP)”, – questão 886, de O Livro dos Espíritos:

Toda vez que estivermos realizando o desserviço, ao invés do serviço, estacionaremos; ou deixaremos de evoluir: ficaremos sentados à beira do caminho ou desertaremos de nossa progressão.

Tal situação poderá ocorrer quando nos acomodarmos na poltrona dos cifrões; quando os vícios nos manearem; a amargura nos tornar salgados demais para conosco e com os outros; quando as ilusões de nossa sociedade de consumo nos anestesiarem.

Ou quando hábitos esquisitos algemarem nossas mãos, pés, pernas e braços; quando o desalento podar todos os galhos de nossa esperança; ou quando a mentira do mundo atual substituir todas as verdades relativas à Vida Futura.

Acordarmos dos “mortos vivos” e auxiliarmos será o grande antídoto a todos os desserviços, acima enumerados.

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Ou ficamos sentados à beira do caminho (mortos), desertores; ou vivos, auxiliando-nos e servindo, na medida de nosso possível, àqueles que nos cercam.

“Deixa que os mortos enterrem os seus mortos” (Mateus, 8:22), ou que os vivos colaborem com aqueles que desejarem se ausentar da vida; literalmente, desejarem se tornar desertores.

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 143, Acorda e ajuda, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2018).

Pope Francis gives his thumb up as he leaves at the end of his weekly general audience in St. Peter's square at the Vatican, Wednesday, Sept. 4, 2013. (AP Photo/Riccardo De Luca)

“Quando o discípulo se distancia da confiança no Mestre e se esquiva à ação nas linhas do exemplo que o seu divino apostolado nos legou (…), cava, sem perceber, largos abismos de destruição e miséria por onde passa.” (Emmanuel).

Quando alguém realiza turismo por Roma ou pelo Peru e nem vê o papa ou nem sobe até Machu Picchu, consideramos que esse alguém possui falta de inteligência ou se distanciou de lugares considerados importantes em tais passeios.

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Dentro de nossa citação profana, poderemos deixar de ‘visitar o papa’ ou ‘subir até Machu Picchu’ por preguiça de realizá-lo; por uma negação de que isso seja importante; por atos viciosos que no passeio consideremos mais importantes que tal figura ou lugar; com a esperança de vermos lugares ‘melhores’; por considerarmos tais atos uma perda de tempo; por falta de determinação; porque não estávamos de bom humor; ou, finalmente, porque tais visitas são consideradas pelos sãos como um bem, e do bem estamos fugindo…

ATTRACTIONS0615-machu-picchuDa mesma forma, se analisarmos a citação sagrada de Emmanuel, em desprezando Jesus que nos é ofertado por Deus como “melhor Guia e Modelo”, também chegaremos à conclusão de que, possivelmente, o ócio esteja nos tomando conta; poderemos estar negando a esse Cristo, tal qual procedeu seu basilar apóstolo Pedro; a desesperança nos tenha feito morada; é possível que o tenhamos substituído por ‘outros’ ídolos, depositando nestes nossas expectativas; que as ‘coisas do Cristo’ sejam uma perda de tempo; que nossa determinação ainda não seja suficiente; porque as lides Crísticas não melhoram nosso bom humor; e, finalmente, porque Cristo representa o equilíbrio, o bem, a sanidade e a tudo isso estejamos fugindo.

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Acalmemo-nos! Tudo tem solução: Ininteligência e distanciamento são só o início de uma evolução ou o ainda desejo de evoluirmos menos rapidamente! Cristo não se distancia de nós; nós o fazemos! E Pedro que o negou três vezes não se constituiu em pedra básica de sua Boa Nova?

Consideremos, entretanto, que evolução sem Cristo não se dá! Assim como Roma e Peru sem ver o papa e subir até a cidade sagrada dos Incas não têm muita graça!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 27 Destruição e miséria, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2016).