Posts Tagged ‘Esterilidade’

02121120916250“Os médiuns são árvores destinadas a fornecer alimento espiritual a seus irmãos. Se, ao invés de frutos sazonados, dão maus frutos; se nenhum proveito tiram dela, no sentido de se aperfeiçoarem, são comparáveis à figueira estéril.” (ESE, XIX, 10)

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Se o acaso não existe, igualmente não há acaso em sermos todos médiuns: Há, sim, nisso, uma questão Providencial, pois médiuns estabelecem conexões amorosas entre os planos mais sutis e o material.

Todo o médium de boa vontade produz frutos: Os frutos da renovação, das soluções, do aprimoramento, dos recursos, da antevisão, das melhorias…

Indivíduos inspirados, pois que em boa sintonia, proverão curas, resultados, descobertas, melhoras… ou, todos os doces figos que produziria a nossa árvore saudável.

Ao nos informar que os médiuns são legiões, Emmanuel deseja nos dizer que cada um dos 7,3 bilhões de almas encarnadas neste Planeta possui ‘seu’ potencial de mediunidade: Pouco, muito, elevadíssimo! Com características diferentes? Não importa! Discute-se aqui não o potencial ou a característica, mas o fato de ser médium e desejar sê-lo maduro, experimentado, educado e principalmente comprometido.

Em nossas instituições, mais particularmente, estarão ocupando, por indicação e sensibilidade de quem os dirige, vagas da direção à simples recepção dos trabalhos, – que de simples nada têm – e por que não nas tarefas de limpeza e conservação do patrimônio físico, visto que também para varrer e consertar precisa-se de capacidade, vontade e responsabilidade.

A questão aqui será produzirmos, os médiuns, frutos sazonados, da estação, maduros, oportunos e adequados ao potencial e característica de cada um.

Acima de todos os alunos matriculados na sagrada matéria da mediunidade está a mestra Doutrina, que precisará ser esclarecedora e consoladora, mas que não poderá se responsabilizar pelo médium que não desejar produzir frutos…

… Tal qual a figueira estéril!

Frutíferos ou estéreis? Todos somos médiuns!

(Sintonia: Cap. Médiuns de toda parte, pg. 172, Livro da Esperança de Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, editora CEC) – (Primavera de 2014).

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“Quando o desânimo, [fruto de uma doença] impuser a paralisação de tuas forças na tarefa a que foste chamado, prossegue agindo no dever que te cabe, exercitando a resistência mais um pouco e a obra realizada ser-nos-á bênção de luz”. (André Luiz)

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Recentemente, quando acometido de forte crise ciática, percebi que um ‘punhado’ de companheiros de minha Casa Espírita, de uma forma ou de outra, haviam se acidentado ou estavam adoentados:

Em primeiro lugar, não há novidade nessa notícia, tendo em vista a ‘população de idosos’ que há na Casa, propensa, portanto, a uma freqüência maior de quedas e doenças.

Segunda consideração, e que julgo apropriada: Tais acidentes e doenças poderiam ter sido piores; a Proteção de que desfrutam os abrandou.

Terceiro, e não menos importante: ‘Recuaram’, todos esses indivíduos, à condição de estéreis? Absolutamente! Tão somente e temporariamente no estaleiro, todos eles, com obstáculos a superar, provam a si próprios a sinceridade de seus propósitos de renovação através do trabalho de cada um.

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Normalmente, quando estudo as questões teóricas das provas que envolvem dores físicas e morais, sou categórico – ou a Doutrina é categórica – em afirmar a necessidade das dores de qualquer espécie para a evolução dos indivíduos. Chego a dizer, de uma forma um tanto poética, que as dores são a ‘maquiagem da alma’. Mas, meu amigo, quando na prática a dor aperta, seja ela física ou da alma, o corpo dói, a mente anuvia e os ‘investimentos’ ficam mais difíceis.

Que fazer, então? Abortar ou malograr o que foi ensinado? Também não! Embora exista um abismo entre a teoria e a prática, ou entre o que é ensinado e o que deve ser feito, devo considerar que a provação é a prática da teoria e que, no momento da provação, há uma imperiosa necessidade de não me sentir estéril, pois até mesmo o mal – a doença, a invalidez temporária… – permanece a serviço do bem e que a resignação sem deserção, sem a esterilidade, aí fará a diferença.

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O que são as doenças – físicas e morais – senão indisposições, e graves, a me distrair a atenção do trabalho e do desejo de realizar sempre o melhor?

 (Sintonia: Cap. Sempre melhor, pg. 17 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Outono de 2013).