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jesuscarregandosuacruz2Saco de cimento de 50 kg não possui alças. Entretanto profissionais da construção civil possuem uma técnica toda especial em carregá-los: Os mais ousados carregam-nos na cabeça; os mais experientes e sensatos, até para evitarem lesões graves, o fazem juntando-os ao tórax, abraçando-o…

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Carregamos, ao longo de nossas encarnações, cruzes muito mais pesadas que o nosso aludido saco de cimento. Verifiquemos que nenhuma delas possui, também, alças. Possuem, sim, uma forquilha resultante da intersecção do lenho maior com o menor; uma espécie de encaixe perfeito e apropriado ao cavado de nosso ombro.

Como nossas cruzes, não possuem alças de transporte ou argolas para serem arrastadas, a melhor maneira de transportá-las, será abraçá-las. O melhor exemplo ainda é o de nosso Guia e Modelo o qual não tendo nada a expiar, mas submetido a toda espécie de provas e também à da cruz material o fez com ‘técnica’ impecável.

Compreendermos os porquês de nossas cruzes, à luz do pilar espírita reencarnação, ainda é a melhor técnica para transportarmos nossas cruzes. Reencarnação – a nossa que não é missionária – sempre pressupõe reparos morais e tais ajustes advirão da técnica resignada de abraçarmos nossas cruzes ao invés de arrastá-las.

Compreendermos a necessidade e a intenção Divina através de nossas reencarnações, sempre será a melhor motivação e a melhor técnica para abraçarmos nossas cruzes.

Cirineus aparecerão ao longo de nosso caminho que poderão até tornar nossos pesos mais leves, todavia a responsabilidade final sempre será nossa. E nossa técnica, ou a compreensão dos porquês de nossas cruzes, sempre será fundamental para o sucesso do transporte.

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É Carla, já imaginastes se nossas cruzes tivessem alças e rodinhas, que barbada seria?! Mas assim não o são! São, exatamente, os efeitos de nossas próprias causas e como tal deverão ser abraçados, para que se não tornem tão pesados.

(Ensaio feito a partir da exposição de Carla Fabres, em 24 de agosto de 2015, tendo como tema Nossas Cruzes, um capítulo de Horizontes da vida, ditado pelo Espírito Miramez a João Nunes Maia).

201502031027xD924O escândalo é necessário, mas ai daquele por quem o escândalo vier. (Mateus, 18, 7).

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No planeta onde vivemos, ainda de provas e expiações, conviveremos por algum tempo com escândalos. Até que a regeneração se faça, escandalosos por aqui ainda reencarnarão. Ou todos nós, os equivocados, precisaremos reviver, reviver e reviver!

Expiação, provas, aprendizado, são razões pelas quais a Divina Providência ainda se utilizará de vias um pouco ‘tortas’ para ‘cutucar’ a humanidade.

Expiação significa que, ao escândalo que provocarmos nesta ou em outras vidas, ferindo-nos ou ferindo a irmãos, nos será imputado, dentro da lei de causa e efeito, corrigenda de mesma intensidade.

Prova significa que neste vale de lágrimas, mesmo quites, ainda precisaremos conviver e sobreviver a escândalos, para sermos testados em nossa perseverança.

Aprendizados serão todas as expiações e provas entendidas como lições da Soberana Justiça Divina.

Escândalos, portanto, fazem parte de uma Estratégia Divina. Quanto aos escandalosos, – incluímo-nos aqui todos os equivocados – embora não estejamos fora dos Planos Redentores, nosso ressarcimento será inevitável e para tal estaremos sujeitos a revivências, tantas quantas forem necessárias, em planetas destinados a expiações e provas.

É possível, ainda, que escândalos e escandalosos estejam inclusos na Lei de Destruição, também Divina Estratégia, ou que venhamos a realizar nossas provas num contexto que nada a tenha a ver conosco, mas servirá de oportunidade para ser testada nossa já reintegração.

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Imaginemo-nos vivendo num planeta onde não houvesse nenhum escândalo, nenhuma tragédia, nenhum acontecimento ruim que oportunizasse expiações, provas ou ensinamentos… Não mais seria esse um planeta de provas e expiações!

O objetivo aqui não é defendermos os escândalos ou escandalosos, mas os estratégicos propósitos da Divindade a nosso respeito.

(Sintonia: Questão 307 de O Consolador, de Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, 29ª edição da FEB) – (Outono de 2015).

mel-como-funciona-a-extracao-e-a-exploracao-da-abelhaParadoxalmente, “negar-se a si mesmo, tomar a cruz e seguir Jesus” (Marcos, 8: 34), não significa darmos as costas ao social, mas vem de encontro a todas as dificuldades de convivência com tal sociedade.

Quando Emmanuel nos diz que nossas cruzes incluem todas as realidades que o mundo nos oferece e nos convida a esquecer-nos na construção da felicidade geral, sugere-nos a família, o trabalho, os agrupamentos sociais, como laboratório terreno para o exercício do transporte de nosso lenho. Em tais agrupamentos acontecem nossas maiores provações:

Separações – Os que amamos poderão se afastar pela natural mudança de Plano; pelas ingratidões; pelos distanciamentos… Todas doem!

Desencantos – Quantas vezes enganamo-nos ou pessoas se enganam a nosso respeito… Desencantos são tais quais felpas!

Desastres – A cada dez ‘chamadas’ dos noticiários local, regional, nacional e mundial, é possível que oito sejam notícias catastróficas que irão nos cortar a alma.

Abandonos – A lição aqui será pintarmos nossa própria história; pintarmos histórias alheias poderá nos deixar ‘segurados ao pincel.’

Provações em família – Não trabalhemos com a ilusão de que família é só regozijo; provações, ajustes, expiações, aí serão inevitáveis.

Cativeiros – Sermos cativos de compromissos pelos quais optamos será nos libertarmos perante nossas consciências.

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Tomar a própria cruz, seguir Jesus, mais que abandonarmos tudo, será abraçarmos esse tudo e fazermos dele nosso laboratório terreno.

Sermos bons cristãos; não fugirmos ao lenho; entendermos nossas provações… São todos papéis exatamente dentro do contexto de nosso laboratório terreno.

(Sintonia: Cap. Nossas cruzes, pg. 211, Livro da Esperança, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, Ed. CEC) – (Verão de 2015).