Posts Tagged ‘Fake’

Vemos muitas pessoas abandonando as páginas sociais (do Face, mais popular), alegando que nelas se contam muitas mentiras; que muito pouco se lhes aproveita.

Realmente, as mentiras na internet (chamadas “fakes”) são tantas e por se tornarem repetitivas, acabam se afirmando como verdades.

Dão-nos, então, duas escolhas: ou abandonamos nossos perfis, cedendo espaço às mentiras; ou (e o pior) digladiamo-nos por motivos políticos, religiosos, esportivos… e até por outras mesquinharias…

Mas, se há tantas pessoas contando mentiras, por ignorância ou má fé, por que não nos contrapormos contando verdades? Não será esta uma terceira opção, corajosa, verdadeira?

Mas quais verdades? Aquelas nas quais acreditamos?! E aí está uma faca de dois gumes: pois há gente acreditando (piamente!) no Saci Pererê, no coelhinho da Páscoa, na mula sem cabeça…

Acontece que as pessoas dessa terceira opção (justamente as mais sensatas, mas enojadas com tudo isso…), cheias de verdades importantes a publicar, estão “abandonando o barco…”

A essas pessoas, diríamos que convém permitir-nos ficarmos tristes, sim, (mas não enraivecidos) com a sujeirada toda: ou teríamos de ficar furiosos com nossas imperfeições particulares, também.

Não convém permitirmos que essa vilania toda (fakes, queerismo, extravagâncias em nome das artes, bizarrices, “desartes…”) roube-nos um espaço tão precioso (e gratuito) que poderíamos estar utilizando para elevação, apostolado, gentilezas, bom ânimo…

Surge, então, uma nova categoria de postadores em nossas ferramentas sociais: os “fakebookeanos!”

Vamos, então, contar verdades? E há muitas, por aí, a serem contadas! É só não “abandonarmos o barco!” Que abandonemos o barco é tudo o que os contadores de mentiras, ou “fakebookeanos” desejam!

(Primavera de 2017).

“Não te inquietes, nem te impressione a vitória aparente daqueles que cuidam de múltiplos interesses, com exceção dos que lhe dizem respeito.” (Emmanuel).

* * *

Vitórias aparentes são mostradas diuturnamente pelas mídias: dos “melhores e mais eficientes produtos”; dos “maiores e mais bem ‘forjados’ heróis”; das “mais brilhantes (ou controvertidas e bizarras) ações…”

Experimentemos expor num dia uma publicação muito extravagante; noutro uma de auto-ajuda: qual das duas será mais curtida, comentada, compartilhada, aproveitada?…

No entanto, os Emissários do bem, dos bons costumes, da moral/cívica, nos advertirão: “Não te iludas! Não te inquietes! Não te impressiones!”

Acima de tudo nos convidarão: “perseverem” naquilo que acreditem ser justo, bom e direito!

Não nos referimos à realização do extraordinário (nem o somos!), mas àquilo que se enquadra ao nosso nível evolutivo.

Não somos convocados ao grandioso, mas ao que já ou ainda conseguimos realizar:

Onde o “já” se refere ao degrau; e “ainda” é o que dispomos dentro da limitação de nossas forças.

Isso se chama perseverança consciente e honesta: entendermos o limite exato entre nossas possibilidades e limitações.

Não fazermos o que não mais podemos; e realizarmos, com zelo, aquilo que nossa competência e forças ainda nos permitem.

Entendamos, finalmente, que possibilidade e limitações, nada têm a ver com perseverança, esforço; estes deverão ser constantes!

* * *

Sendo claros na lição, construtores com segurança, não corruptores da arte; sublimando nosso lar e cuidando das almas que nos rodeiam…

… Não deveremos nada temer e vitórias e frutos que advirem dessa perseverança não serão aparentes, mas verdadeiros.

O grande desafio do perseverante no bem e na gentileza é reverter estatísticas; converter hegemonias; trocar o aparente pelo verdadeiro!

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 115 Guardemos lealdade; 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2017).