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img_290402_20150417Esclarece-nos o fragmento da questão 394 de O Livro dos Espíritos: “Para nos melhorarmos, dá-nos Deus exatamente o que nos é necessário e basta: a voz da consciência e os pendores instintivos. Priva-nos do que nos prejudicaria. (…) Se nos recordássemos dos nossos precedentes atos pessoais, igualmente nos recordaríamos dos [atos] dos outros homens, do que resultariam talvez os mais desastrosos efeitos para as relações sociais.”

Dessa forma, utilizando-nos de analogia social, véu do esquecimento é um grande baile de máscaras, promovido por nossa Divindade para que nele bailem ‘de par’ desafetos milenares. Priva Deus os dançarinos de se recordarem de algo de vidas pregressas que certamente “os prejudicaria.”

Fugindo à nossa analogia, o véu se aplicará nos diversos segmentos das sociedades; nas famílias principalmente, no trabalho, nos lazeres, etc. Nesses agrupamentos, onde bailas serão substituídas por fainas, “a voz da consciência e os pendores instintivos” nos exigirão que observemos os sinais; que levemos em conta as evidências…

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Véu do esquecimento – ou baile de máscaras – é um dos mais apurados e racionais produtos do sexto atributo de nossa Divindade: Soberanamente Justo e Bom!

(Outono de 2017).

Shirmann-em-Noronha-2“A maior dificuldade, em uma expedição, não são as tempestades ou outras condições adversas da Natureza, mas as inter-relações afetivas visto sermos oito pessoas dividindo um espaço de 150m2.” (Vilfredo Schürmann, navegador e pai da família de mesmo sobrenome).

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Com propriedade e sabedoria de bom marujo e pai, ‘seu’ Vilfredo desejou nos informar que muitas vezes as tempestades afetivas do círculo familiar, do trabalho, ou sociais, são mais difíceis de administrar que todas as possíveis borrascas naturais que um navegador enfrenta.

Para nós que possuímos a consciência de que nem todos os que se aninham em nosso círculo familiar o farão por afetividade, mas muito comumente para acertos, por força da sagrada Lei de Causa e Efeito, já não estranhamos muito a colocação do Sr. Schürmann.

A regra, que não deveria ser a regra, mas a exceção é a seguinte: Onde há convivência há encrenca, pois vivemos na sociedade de um Orbe onde ainda o mal se sobressai. Ainda não somos uma cooperativa perfeita, pois o Planeta também não é perfeito. Vivemos ainda num Planeta, em situação desvantajosa de competição com nossas más inclinações.

Não tenhamos dúvidas que nosso orgulho, vaidade e egoísmo são mais destruidores que a pior das borrascas.

Ademais, tais inter-relações não se estabelecerão somente com os ‘carne de nossa carne’, mas se estenderão a parentes espirituais que iremos reencontrando ao longo de nossas vidas e, como na família, nem todos esses reencontros serão de regozijo; também os haverá de ressarcimento.

Tornamo-nos, de certa forma, responsáveis por todos aqueles que encontramos, reencontramos e cativamos e que se revelarão como nossa família espiritual. Os cuidados mútuos passam a ser responsabilidade das partes, tanto dos que se agradam como dos que ainda se execram.

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Todos no mesmo barco, pelo sangue e/ou pelo Espírito, somos convidados a enfrentar tempestades, não literalmente as da Natureza, mas todas aquelas que são fruto de teimosias morais que ainda obstinamo-nos em colecionar.

(Sintonia: Programa Encontro, com Fátima Bernardes, 10 de julho de 2015. Imagem: Família Schürmann) – (10 Jul, inverno de 2015).

P3 (25)Em alusão admirável e alegórica às dificuldades que todos nós encontramos no acirramento doméstico, Emmanuel e Chico hoje se referem ao purificador familiar como disfarce da consangüinidade, calvário doméstico e matemática das causas e dos efeitos:

Realces por nossa conta, passamos a discorrê-los:

Disfarce da consangüinidade: Sob nosso teto estão albergados ‘parentes de sangue’ das mais diversas naturezas. Disfarçados sob mesma ‘tipagem sangüínea’, desafetos milenares, ofendidos e ofensores, uns cobram a conta; outros terão de saldá-la. Não há escapatória!

Calvário doméstico: Calvário, Gólgota, cruz… são todos termos sacrificais; e no  ‘aparelho purificador doméstico’ não haverá termo mais adequado para que se cicatrizem diferenças familiares encobertas pelo santo véu do esquecimento. Se a curta encarnação de Jesus não foi fácil e a cruz foi apenas o termo de uma fase, não seremos nós, grânulos comparados ao Mestre, que teremos ‘vida fácil!’

Matemática das causas e dos efeitos: Na contabilidade divina, nossa marcha pelos desafios domésticos peregrina como sendo colheita de efeitos de nossas próprias causas. Quais causas? Não sabemos, mas devemos trabalhar com suspeitas, cálculos, para que no livro caixa não restem déficits!

Num início de ano em que, olhando para a ‘virada’, estivemos mais tempo reunidos com nossos consangüíneos, o período é ótimo para refletirmos sobre o tema.

UM FELIZ E NOVO ANO NOVO! SUCESSO NO DESAFIO!

(Sintonia: Cap. No caminho da elevação, pg.199, Livro da Esperança, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, Ed. CEC) – (Verão de 2015).

familia-feliz2-1024x242“Qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.” (Marcos, 3:35).

Primeira consideração: Em hebraico, – língua um tanto pobre – irmão poderia significar tanto ‘primo’ como um ‘parente próximo’…

Segunda: Jesus, na ocasião, não estava de forma nenhuma pilhado, mas de maneira muito segura e não excludente, como sempre, dava a entender aos que o ouviam que sua parentela corporal – mãe, irmãos, primos… não estaria excluída de ser ‘também’ sua parentela espiritual, se assim o desejassem.

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Como bons entendedores e tendo a Doutrina como esclarecedora, não imaginemos que tal recomendação não seja também endereçada a nós, pois se frágeis são as relações de ordem corporal, –  as consangüíneas – por que não transformá-las em duráveis na efervescência educadora e diária do lar?

Somos doutores em atender e resolver coisas na vida… de estranhos; esbanjamos sorrisos, damos bom dia, boa tarde e boa noite… aos outros; passamos a mão na cabeleira linda dos filhos… dos outros! Mas e aos nossos? Aqueles a quem escolhemos na erraticidade para uma vida familiar de moldagem? Os aplausos que angariamos junto aos outros, poderão não haver nas tarefas que desempenhamos por responsabilidade junto à família. Não os esperemos!

Em cada companheiro que compartilha a consangüinidade, temos um livro de ações (…). Cada um deles nos impele a desenvolver determinadas virtudes: Paciência, lealdade, equilíbrio, abnegação, firmeza, brandura! Nossas esposas, maridos, irmãos, pais, avós, primos… foram colocadas em nossas vidas, sim, como laços materiais ou consangüíneos, mas para que também desenvolvêssemos junto a eles estreitos laços espirituais e nos franqueássemos in aeternum.

Desenvolvendo no dia a dia do esfervilhante cadinho familiar as virtudes acima enumeradas, estaremos transformando relações que poderiam ser frágeis ou não duráveis em laços eternos, duradouros, e que nos acompanharão em rotas que peregrinarão pelo berço e pelo calor das moldagens, transporão o além túmulo e se regozijarão na eternidade. Não esmorecerão, apesar de nossas idas e vindas!

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Pai, mãe, filho, irmão, avô… Meros títulos! Diplomas na parede! Importante será a vitória moral que conseguirmos junto a eles com tais patentes!

Eternizar um amor matrimonial, um afeto filial, paternal; transformar relações frágeis em duráveis? Não há outra saída: Muito além da mobilização das possibilidades materiais, o apoio, compreensão, disciplina e, acima de tudo, o exemplo.

(Sintonia: Cap. Familiares, pg. 114, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Inverno de 2014).

carta“Honrar a seu pai e sua mãe (…) é cercá-los de cuidados, como eles fizeram conosco na infância.” (ESE, XIV, 3).

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‘Mas espera aí! E se nossos pais não dispensaram à nossa infância todos os cuidados que precisávamos?’ Esta a primeira pergunta que poderemos fazer ante a exortação acima. E se aos nossos filhos cobrimos de atenções, cuidados e educação e hoje nos sentimos abandonados por algum deles? Esta segunda pergunta que nos fazemos…

Somente a Doutrina Espírita, em seu propósito esclarecedor, e através do entendimento da multiplicidade das vidas virá nos informar duas coisas muito importantes:

Primeira: O atendimento que, ‘apesar dos pesares’, dispensamos a nossos pais, vem a saldar uma parte oculta de nossos débitos, concedendo-nos a primeira carta de alforria.

Segunda: Uma vez aprendida a lição tirada de nossa infância, passaremos a dispensar a nossos filhos, todas as atenções das quais fomos privados um dia. Mesmo vindo a receber possíveis ingratidões em nossa velhice, passamos a ser contemplados com a segunda carta de alforria.

“Entre os filhos companheiros que te apóiam a alma, surgem os filhos credores, [adentrando tua] vida, por instrutores de [forma] diferente.” Tal assertiva, no seio familiar, não se aplicará somente ao parentesco pais/filhos, mas a todos os demais ‘caroços’ que parecem desejar invadir nosso angu: Arredá-los para a beira do prato, com sabedoria, para depois depositá-los no lixo, será tal qual recebermos luminoso certificado de nossa própria libertação, ou nossas outras cartas de alforria.

Surgirão, dessa forma, em nossas vidas e, mormente no cadinho familiar, outras e muitas outras oportunidades de sermos alforriados, pois de débitos nosso passado está cheio…

(Sintonia: Cap. Credores do lar, pg. 112, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Inverno de 2014).

Emmanuel e Francisco Cândido Xavier no capítulo do Livro da Esperança, intitulado Em louvor da alegria, se utilizariam da instrução de François de Genève,  item 25 do capítulo V do ESE, exortando que durante vosso [exílio] na Terra, tendes de desempenhar uma missão [imprevisível], quer dedicando-vos à vossa família, quer cumprindo as diversas obrigações que Deus vos confiou… Se sobre vós desabarem inquietações e tribulações, sede fortes e corajosos para [suportá-las].”

Tanto a instrução de François como o texto de nossos autores supracitados, dá-me a entender que:

1. Possuo, independente das inquietações e tribulações, representadas por todas as minhas dores físicas ou morais, ‘competência’ para produzir alegrias e bem estar tanto no meio familiar como tecnicamente na profissão que venha a escolher dentro de minha razão e livre arbítrio:

  • Pais de família, mães, filhos, avós… a despeito das dores e de todas as ‘TP’ que sentirem diariamente, precisarão contribuir com sua parcela de bem estar para que a família possua a maior quantidade possível de alegrias;
  • O vizinho que, apesar da amargura de ter visto o filho partir precocemente, não hesitará em cumprimentar-me diariamente, perguntar sobre os meus e, volta e meia, em atitude generosa me entregará, por cima do muro, o quitute que tanto aprecio;
  • O professor mal remunerado, mas que entende que a culpa não é dos aprendizes que estão à sua frente, mas de um sistema que não quer estabelecer prioridades a um País, poderá, apesar de suas dificuldades se tornar uma ‘máquina’ de produzir educação;
  • O médico que acompanha gestações durante os seus nove meses e ‘coloca no mundo’ crianças saudáveis, embora vendo em seu lar que sua amada não consegue engravidar ou perde um, dois, três bebês devido à necessidade de ‘encarnações relâmpago’, será aquele profissional que, mesmo dilacerado, colaborará com a alternância de Espíritos nos dois planos;
  • O policial e o bombeiro poderão estar dando uma segurança e prestando um socorro à sociedade que talvez lhes falte na própria casa;
  • O gari pode ter sua casa humilde rodeada por muitos resíduos, mas recolherá diária e impecavelmente o lixo que eu produza. É o gari gerando bem estar;
  • O político quer seja executivo ou legislativo que deseje ser correto – na contramão da contramão de muitos – e executar e legislar em favor ‘do povo’ precisará enfrentar a ira de uma maioria de seus pares;
  • O estoquista do supermercado que me informará com cara risonha onde estão localizados os produtos, objetos de meu desejo, poderá não tê-los ao alcance de seu salário… Isto não o impede de me produzir regozijo;
  • Da mesma forma, o frentista que ainda nem conseguiu adquirir seu automóvel, não deixará de ser solícito no trato ao meu carro; e…
  • …O profissional do riso? Por detrás de sua máscara talvez esconda amarguras mil, mas quando sobe ao picadeiro se transforma no agente do riso da alegria e do bem estar.

2. Cabeça, tronco e membros de meu organismo ainda classicamente assim dividido, serão se assim eu desejar, uma máquina de produzir bem estar e alegrias. Disse se eu o desejar porquê:

  • Se utilizar minha escassa razão, sem ‘envolver’ o coração, poderei estar utilizando ouvidos, olhos, olfato, boca e ainda as antenas de minhas mãos e braços ou as alavancas de minhas pernas e pés, tão somente para satisfazer meu próprio egoísmo… Mas,
  • …Pensamentos claros, olhares meigos, ouvidos caridosos, palavras construtivas, atrelados às alavancas e antenas de minhas pernas, pés, braços e mãos, poderão ‘fazer a diferença’ na máquina que eu deseje produza alegrias e bem estar.

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As sete maravilhas do Mundo ‘atualizadas’: Poder ver, poder ouvir, poder tocar, poder provar, poder sentir, poder rir e, sobretudo, poder amar, utilizando-me das seis primeiras na produção de afeto, alegria e bem estar.

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Em louvor da alegria, pag. 43 do Livro da esperança de Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, Ed. CEC) – (Primavera de 2012). 

family-300x300Academia familiar! Assim está escrito na fachada do estabelecimento, em letras garrafais; caprichosamente desenhadas.

É discreto o glamour na entrada da academia. As letras não são luminosas; néon, nem pensar! Aliás, todas as suas luminosidades parecem estar em seu interior.

Uma porta muito estreita, como a indicar que lá dentro a tarefa é árdua.

Da porta estreita segue-se até os inúmeros aparelhos que a academia possui; parece que todos eles levam a ‘clientela’ à busca de equilíbrios.

Todo o seu aparato parece estar apto a sanear adiposidades que a ‘clientela’ possui: tentar deixar os frequentadores sem a gordurinha localizada do orgulho parece ser a meta principal.

Malhadores da Familiar são de compleições diversas; é a diversidade dos preparos físicos.

Na academia há instrutores que envidaram esforços para bem se prepararem para suas funções; mas também eles não são perfeitos: possuem excessos e claudicâncias!

Há na academia clientes ‘difíceis’, que exigem um pouco mais do exercitamento do perdão tanto dos ‘colegas’ como dos instrutores. Este – o perdão – tonifica os músculos de todos, deixando-os saudáveis. A propósito, o melhor ‘aparelho’ da Academia Familiar é este, e que leva a clientela como um todo, incluindo os seus ‘donos’, à compreensão desta virtude.

Ainda sobre este aparelho, proporciona ao cliente se solidificar dentro da academia e, por extensão, fora dela.

Na academia, em águas cloradas pelo respeito e tolerância, a ‘clientela’ se exercita e nada na mesma crença, com a mais absoluta consideração ao credo de cada um…

Um dos mais dignos e competentes Instrutores dessa Academia que viveu no século passado entre o Ceará e o Rio de Janeiro e que costumava chamar amorosamente sua clientela de ‘amados filhos’, ‘filhos da minha alma’, ‘amigos do coração’, ‘filhos meus’, ‘alma querida’, diria que “a família é a academia espiritual onde iremos realizar os primeiros exercícios de abnegação e renúncia na conquista do verdadeiro amor…”

Exercitada no perdão, na renúncia e na abnegação, essa clientela que já conquistou o verdadeiro amor e por já se considerar ‘sarada’, procurará novos rumos e ao adquirir franquias abrirá, em outras plagas, ‘filiais’ da Academia familiar…

… E formará sua nova clientela, muito comum à da matriz e com as mesmas etapas a vencer: sanear as gordurinhas do orgulho, emparelhar as diferenças musculares através do perdão, para, logo após, ‘voltar à calma’ através da paciência e da docilidade.

Matriz e filiais, franquias dessa Academia familiar de amor, responsabilidades e ajustes, continuarão em suas lutas, sempre buscando a saúde e o equilíbrio nessa agremiação chamada também de Escola das diferenças.

(Sintonia: Nossa família, pg. 40 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Outono de 2012 e reeditado, a pedido, no outono de 2017).

 

 

Meus três filhos são angelicais… Não riam! Quando ouço os queixumes de meus amigos a respeito dos ‘seus’, me obrigo a assim considerá-los. Mas vocês continuam rindo!… Vou então chamá-los de excelentes filhos!

Vocês diminuirão um pouco o riso, mas continuarão com um só…risinho irônico e deduzindo que se meus filhos são excelentes levo mérito nisso porque soube educá-los, tentei instruí-los e, principalmente, tentei incutir-lhes uma boa formação moral. Irei concordar somente em parte: Também muitos de meus amigos cumpriram todas essas etapas e… Não adiantou!

Fico me perguntando, então porque fui privilegiado nesse aspecto?! Se, afinal de contas, não fui um bom filho, tampouco um bom afilhado, fui um genro mais ou menos…

A resposta pode estar vindo do Alto: Tanto os bons, muito bons, excelentes… filhos como os maus, péssimos… filhos, são todos missionários: Todas as atitudes, de todos eles fazem parte de ensinamentos, às vezes incompreensíveis, dentro de um lar. O bom filho estará resgatando e aliviando alguma coisa. O mau filho estará me sinalizando com um grito de alerta!

Quando fazíamos, minha velhinha e eu, o Evangelho no Lar de ontem – 10 Jan – e ao abordar o item 3. do cap. Honrai o vosso pai e a vossa mãe, quase tive um treco, pois considerei não ter sido um bom filho… Também considerei que agora não convém chorar o leite derramado. Mas considerei, principalmente, que se meus filhos são angelicais hoje – Está bem! Excelentes! -, e amanhã passarem a não sê-lo, ainda assim estarão me ensinando e me ajudando em meu resgate! É obvio!

Enveredando para o lado do texto evangélico, se meus filhos amanhã ou depois não me devotarem respeito, atenções, submissão e condescendência; se não me assistirem na necessidade e não me proporcionarem repouso na velhice… Ainda assim os considerarei missionários, pois, certamente estarão colaborando com meu livramento!

Tomara que isso não aconteça… E se acontecer, tomara que eu tenha estômago!

Um beijo, meus filhos!

(Verão de 2011/12).

 Costumo sempre caçoar de meus filhos, dizendo-lhes que possuo, além da sede balneária, mais três, a da Buarque, a metropolitana – São José dos Pinhais, muito pertinho da bonita Curitiba – e uma terceira, muito próxima do céu, o ‘Cerro’, como carinhosamente chamam e velada por dois anjos. Pois bem, lá estivemos ontem. Fomos… fazer uma inspeção e encontramos tudo muito bem organizado: A sede mudando seu rosto e os caseiros muito centrados e preocupados, também, em avaliar e aprimorar os seus. Quando falo em sede, me refiro ao local onde se reúnem as almas de uma família num único pensamento e numa única torcida… essa sede acaba se estabelecendo em nosso pensamento e a geografia, nesse caso é totalmente desimportante. Talvez esteja filosofando um pouco e para tal me valho do comentário do caseiro e filósofo do meio quando diz que “migramos porque é a lei do progresso… Se é para o Capão, para São José ou se para um dos quatro cantos do Rio Grande, não importa! Migramos porque se faz necessário, porque como diz nossa mãezinha, temos alguma missão nesses diversos recantos. E como bem fazem os pássaros, migramos para reproduzir e semear os ensinamentos e exemplos adquiridos do nosso eterno lar – os corações de nossos amados pais, nossos mestres maiores!…” A propósito, lá pelo Cerro, além de estar tudo em ordem, o churrasco do caseiro surpreendeu  à minha velhinha e a mim! (Fotos: 1. Sensibilidade; 2. Os ‘caseiros’) – (Primavera de 2011).