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DSC03882A caridade não depende da bolsa. É fonte nascida do coração. [Dessa forma] é deplorável a subordinação da prática do bem ao cofre recheado. (Emmanuel).

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Há ainda neste Planeta, indivíduos que não admitem perder absolutamente nada; longe da crítica, é apenas uma constatação: são Espíritos ainda muito mesquinhos, que gostam de usufruir de altos juros de tudo aquilo que realizam; não admitem ‘perder para ganhar’… São usurários!

Por mais que plantemos e por mais que colhamos; por mais que manufaturemos; e por mais que armazenemos… não iremos comer, vestir ou usufruir de toda essa fartura, todavia ela precisará ser comercializada e parte dela chegar graciosamente a mãos menos afortunadas. É a fartura sem usura, ou todas as riquezas produzidas, gerando bem estar a todos; sem mesquinhez!

Todos os recursos que nascem do coração, são fontes de alegria e bem estar; aliás, segundo vários Espíritos Superiores, – São Vicente de Paulo é um deles – a única fonte de felicidade ainda neste mundo.

Vestir, morar, comer, locomover-nos… são todas necessidades básicas e naturalmente dignas; a fartura faz parte do trabalho e do progresso; o ‘pecado’ está no excesso representado pela usura que se traduz no equívoco de que somos donos de tudo; na verdade, somos, quando muito, apenas administradores desses benesses e como tal todos eles ficarão constrangidos a este plano. Para o ‘Outro’ plano levaremos, ironicamente, somente a fartura que distribuímos com o coração.

Fazem parte dessa fartura somente os recursos dependentes da bolsa ou do cofre recheado? Absolutamente! Todos aqueles que iluminarmos, balsamizarmos, alimentarmos e aquecermos com o coração, muitas vezes com o prejuízo da razão, constituir-se-á como a fartura de nossa alma, que não se perderá e será o passaporte para a nossa felicidade atual e futura.

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Digamos – e façamos! – como o apóstolo Paulo ao exortar a Timóteo: “Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.” (I Timóteo, 6: 8).

(Sintonia: Fonte viva, Cap. Estejamos contentes, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Verão de 2016).