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pedi“Pedi e recebereis” (João, 16: 24), não pressupõe facilidades; muito pelo contrário, são dois verbos simples, mas que nas analogias Crísticas presumem o esforço que antecede à recompensa. Da mesma forma que “batei e ser-vos-á aberto” exige-nos o esforço do bater para que algo – a porta, oportunidades, possibilidades, desejos – nos sejam escancarados…

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Não tenhamos dúvidas que a Providência Divina ou as Leis do Universo agem por si próprias, mas também desejou essa mesma Lei que a nossa vontade, a do ‘querer’, estivesse subordinada a um livre arbítrio que ela, a própria Lei, deu a cada um.

Embora “a máquina da Eterna Beneficência funcione matematicamente a nosso favor, as Leis Eternas não esperam colher autômato em consciência alguma.” Ou para que colhamos, teremos de arar, semear, adubar, capinar… Plantar, em última análise!

É fato que escolas preparam; afeições protegem; experiências educam; simpatias defendem. Mas escolas, num grande esforço de seus idealizadores, se ‘prepararam para preparar’; afeições foram alimentadas e cultivadas por benevolentes até que pudessem proteger; criaturas ficaram com as mentes ‘enrugadas’ pela experiência até que passassem a educar; e somente depois que nos tornamos simpáticos é que conquistamos a confiança de pessoas das quais pretendíamos cuidar.

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Embora “toda boa dádiva proceda originalmente de Deus”, nos é facultado compor, decompor e recompor benéfica ou maleficamente. Nós é que iremos decidir se pediremos, o que pediremos, e a quem pediremos; se bateremos, aonde bateremos e por que bateremos…

(Sintonia: Cap. Auxílio e nós, pg. 168, Livro da Esperança de Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, editora CEC) – (Primavera de 2014).

A-FE-REMOVE-MONTANHASSe Deus quiser! Graças a Deus! Jesus salva! Deus nos salve! Com o auxílio de Deus!… São expressões que usamos comumente e convenientemente. Ou por conveniência?

É possível que não caia um só fio de cabelo de nossa cabeça sem que Deus o saiba, entretanto possuímos a capacidade e o livre arbítrio de raspar toda ela. Ou seja, “nada de bom se efetua sem o auxílio de Deus, no entanto vale destacar que o Infinito Amor age na Terra, nas questões propriamente humanas, pela capacidade do homem, atendendo a vontade do próprio homem.”

Se “a fé remove montanhas”, precisaremos ter a vontade férrea de removê-la e aí sim a nossa fé estará além de solidificada, raciocinada e exercitada.

O que vem realizando a humanidade através dos tempos? Removendo montanhas! Descobrindo, redescobrindo, inventando, reinventando, construindo, remodelando, transformando, solucionando, reciclando, reaproveitando… E essas coisas Deus sempre quererá, visto nos ter elegido seus co-criadores numa escala menor e exatamente dentro das possibilidades de nosso atual estado evolucional. Um dia seremos co-criadores numa escala maior, Ministros de Deus! Mas isso levará muito tempo!…

Pronunciamos, muitas vezes, expressões como se Deus estivesse escravizado aos nossos caprichos, ou como se tais inflexões fossem varinha de condão ou golpe de mágica. O Mestre nos ensina, entretanto, a “ajudar-nos que o Céus nos ajudará” ou na hora que desejarmos “remover a montanha”, Equipe Salutar – dos Céus – estará à nossa disposição para nos ajudar na operação.

Remover a montanha significa exatamente darmos contribuição concernente ao talento, habilidade ou vocação que possuamos. Como não se colhem figos de espinheiros é provável que ao invés da montanha venhamos a remover somente um morro, ou uma colina ou… Está bem! Só um carrinho de terra!

Com o auxílio de Deus, sim! Com a Sua supervisão. Mas porque nós queremos; com a vontade que Ele nos deu e com nosso suor, compreendendo a necessidade de sermos serviçais da humanidade e do Planeta.

(Sintonia: Cap. Com o auxílio de Deus, pg. 165, Livro da Esperança de Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, editora CEC) – (Início da primavera de 2014).

hqdefaultSoro-raízes, o programa dirigido pela Secretaria Municipal de Saúde de Maranguape-CE, destinado a crianças desnutridas e/ou desidratadas, objetiva alcançar pessoas que acreditam piamente nos poderes da reza de folhas (raízes), banhos e chás, a fim de que sejam encaminhadas, pelas benzedeiras, diretamente para os serviços médicos especializados, evitando-se, assim, que por falta de orientação segura, venham as crianças a sofrer morte prematura”. “Quando as benzedeiras mandam, as mães obedecem, e até o kit reidratação passa antes pela mão das rezadeiras, reconhece Hayda Guedes, servidora da Secretaria…”

“77% dos norte-americanos gostariam que os médicos falassem sobre religião durante as consultas, mas apenas 10% fazem isso nos hospitais…” (Revista Época)

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“Na Alemanha, médiuns passistas são cadastrados junto a alguns hospitais (…) ficando disponíveis e sendo chamados a auxiliar os pacientes que requisitam seus serviços”.

Quando no final de novembro de 2011, desembarcamos minha velhinha e eu em São Miguel das Missões – RS, para um tour de alguns dias por aquela bela região, D. Vera Dreilich, a competente guia foi logo nos acentuando a importância de darmos uma chegada até as benzedeiras da cidade. De fato, conhecer D. Alzira, humilde e renomada benzedeira da região, foi um privilégio…

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2Sem2011 440Rezadeiras, benzedeiras, impositores de mãos, médiuns passistas, médicos que referendam confortos religiosos análogos às suas técnicas…, fazem parte de um exército que, paralelamente, influi, e muito, na cura. Seguem à risca a máxima Crística “dão de graça o que de graça receberam” (Mateus, X, 8).

“O certo é que a fé ajuda a sarar”, conclui o autor.

(Imagem 3., D. Vera Dreilich, guia; D. Alzira, benzedeira; Maria de Fátima; e o esposo de D. Alzira – Sintonia: Cap. A fé cura, pg. 65 de O Evangelho é um santo remédio, de Joseval Carneiro, Editora EME) – (Primavera de 2013).

Possuindo menos de 1mm de diâmetro, a semente de mostarda crespa – hortaliça também chamada de ‘erva’ – é a menor das sementes que conheço.

Mostarda é uma leguminosa vibrante, de folhas viçosas e crespas, de um verde marcante e cheiro inconfundível.

Laranjeiras possuem uma semente maior… Uma destas pós plantada, levará 7 anos para frutificar…

…A de mostarda, em solo adequado, produz muito rápido. Gosto de laranjas, mas adoro uma mostarda com ovo…

Cristãos, independente do credo que professem, são pessoas de fé… Cristão sem fé é a ‘minha’ mostarda sem ovo: Nem o cristão, nem a mostarda, ficarão a mesma coisa… Ao menos para mim!

“Desafeiçoar-me” das lides Crísticas, é afastar-me da fé com todas as suas conseqüências, que iniciarão com o enfraquecimento, passará pela doença e atingirá a falência.

Se eu imaginar que “Jesus é para mim apenas uma lenda ou um personagem histórico”, enfraquecerei e iniciarei meu processo de falência; serei um cristão sem fé ou nem o serei, pois ser cristão é sinônimo de ‘ter fé’.

Quando isto acontece – e acontece com freqüência – o sintoma é de que minha mostarda ficará sem o ovo que gosto…

… Precisarei me reaproximar e voltar a me relacionar com Cristo, pois a mostarda bem batidinha e com ovo – opinião minha – é muito melhor!

Se minha fé fosse do tamanho do grão de mostarda ela começaria a ser verdadeira… Ou minha mostarda ‘teria’ ovo!

(Expressões em itálico e sintonia são do cap. A vitória da fé, pg. 42 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Outono, 2012).

Para tornar minha vida mais leve, confiarei sempre o necessário, compreendendo-a como virtude imprescindível a uma progressão emparelhada.

Valorizarei médicos, benzedores, conselheiros, pretos velhos… Procurarei despir-me de preconceitos vãos quanto a batinas, hábitos, terno e gravatas, rebanhos, cleros, pastores… Procurarei extrair de cada um deles a simplicidade, a franqueza e a pureza de seus propósitos, pois, afinal, como desvendar com minha ‘vã filosofia’ os mistérios existentes entre os Planos em que vivo em alternância?

Constatarei, sim, as coisas sem, entretanto, valorizá-las em demasia a ponto que me machuquem.

Falarei muito menos, ouvirei muito mais, oferecendo minha atenção de ouvinte ante a necessidade dos falantes.

Finalmente, para tornar minha vida mais leve, permitir-me-ei  cair, levantar, retroceder, avançar, sem entretanto nunca desanimar.

Se acredito, meu amigo, que tais propósitos serão bons para mim, não posso afirmar que o serão para ti, mas, se quiseres tentar… Um bom proveito!

 (Verão de 2011/12).