Posts Tagged ‘Força do pensamento’

“Cogito, ergo sum”, penso, logo existo. Quando René Descartes (1596-1650), afirmou isto, evidenciou a mim e ao mundo que: Primeiro – Este ‘corpinho lindo’ que possuo, por si só não se sustenta; que a alma não é um mito. Segundo – Que meu pensamento, inevitavelmente, me transformará em obra de arte ou num monstro… Senão, vejam:

  • Meu time ainda nem embarcou para o palco do jogo e eu estou roendo as unhas porque sei que o adversário é difícil… Ante o frenesi e a inquietação provocados por meu pensamento, me torno visivelmente distraído e inquieto. É meu corpo tomando a ‘forma do temor’.
  • O medo de ladrões provocará rugas em minha testa e modificações drásticas em minha casa. Meu corpo e minha casa tomarão as ‘formas do pavor’.
  • Quando me sinto pequeno ante a imensa Bondade Espiritual, em me transmitir mensagens, meus olhos verterão… Meu corpo toma a ‘forma da gratidão’.
  • Após dar o primeiro passo na direção do perdão e ficar aliviado, meu corpo ficará ‘relaxado e liberto’.
  • Crianças pobres gostam de bombons que nem as ricas… Quando consigo levar-lhes guloseimas, meu corpo ficará em ‘forma de pluma’…
  • Ante o provável fracasso da ilusão de meu time, numa só temporada, sagrar-se campeão Gaúcho, da ‘Libertadores’ e nacional, meu corpo poderá ‘se entorpecer’.
  • Se acometido de culpas ante minha rigidez, poderei ‘desenvolver gastrites’.
  • Pensamentos preocupantes poderão ‘esculturar’ um ‘corpo paralisado’.

A “escultura” que o pensamento provocará em meu corpo será boa ou má. No ateliê, para revertê-la, consertá-la, reformá-la, o artesão mor serei eu!

Eu, corpo e alma, ‘ipsis litteris’ – fielmente -, sou exatamente o produto de meus pensamentos, crenças e idéias.

“Burro que corre por conta não cansa”: A metáfora popular me dá a liberdade de fazer as ‘asneiras’ que quiser… Arcarei, porém, com a responsabilidade no uso dessa desopressão.

“Crenças são pensamentos ou idéias que aceitamos como verdade e que criam harmonia ou deformidade em nosso veículo fisiológico”.

(Sintonia e citações em itálico são do capítulo Capacidade ignorada, pg. 51 de A imensidão dos sentidos de Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2012; frio!)