Posts Tagged ‘Fraternidade’

feixeAutomóveis mais pesados possuem em sua suspensão traseira um feixe de molas. São molas tipo lâminas que irão contornar os impactos das imperfeições de rodovias de maneira que a carroçaria não fique prejudicada com os açoites de uma carga…

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Ao abordamos o tema sociedade, – doutrinariamente Lei de Sociedade – e para melhor entendê-la, somos forçados a examinar como anda nosso “feixe de molas”, ou o conjunto de virtudes que deve compor nosso caráter o qual irá facilitar nosso dia a dia na difícil e imperfeita rodovia que é nossa sociedade: respeito, tolerância, doçura, humildade, cooperação, solidariedade, simpatia, discrição, agradabilidade, simplicidade, ética, esforço… comporão esse feixe e dele dependeremos para bem ou mal viver em sociedade; para realizarmos ou não todos os aprendizados necessários; e verificarmos, finalmente, que com ou sem o feixe de molas ‘em dia’ a vida em sociedade nunca será fácil.

Dessa forma, somos obrigados a fazer-nos três perguntas importantes com relação à vida em sociedade: Viver em sociedade é bom? É necessário? É fácil? Naturalmente que tudo, é lógico, dependerá de nosso feixe de molas:

Controvertidamente alguns dirão que viver em sociedade é muito bom e outros afirmarão ser extremamente ruim. Nos primeiros veremos uma ‘suspensão’ em dia, pois todos os predicados exigidos a uma convivência fraterna lhes fazem já parte do caráter; são pessoas totalmente cooperativas, comprometidas com “o que um não faz o outro faz”; relevam patamares diferenciados; respeitam, apreciam e aprendem com opiniões diversas; a humildade e a doçura lhes fazem costado, são afáveis no trato. Os que afirmam ser muito ruim, ainda não estão comprometidos com nada disso; possuem uma ‘suspensão’ totalmente avariada; falta-lhes o feixe de molas que os primeiros já possuem.

Porém todos – ao menos os de sã consciência – afirmarão que viver em sociedade é necessário. Somente ela, e não o isolamento nos fará crescer e melhorar os itens de nossa ‘suspensão’: será em sociedade que veremos os bons e maus procedimentos; os que desejaremos incorporar aos nossos Espíritos individuais e os que desejaremos evitar. Adquiriremos a compreensão de que apesar de uma evolução individualizada precisaremos das alavancas dos irmãos de um mesmo grupo familiar; de um mesmo grupo de trabalho remunerado ou não; de pessoas que nos escorem nas dores e que vibrem conosco em horas de regozijo. Quantos e belos momentos de solidariedade e de fraternidade são escondidos por nossas mídias! Se divulgados, veríamos que nem tudo está perdido e nossos cidadãos compreenderiam a necessidade e a importância de uma sociedade equilibrada…

Quanto ao fácil, por enquanto ainda não será! Porque ainda em nosso Planeta, o bom e o belo e a vontade do aprendizado – ou sua necessidade – ainda estão distantes das características de um Orbe de provas e expiações. Das grandes multidões nas quais poderemos viver, até o menor núcleo familiar, muitas vezes representado apenas pelo casal, as dificuldades serão enormes. E tais dificuldades sempre serão diretamente proporcionais ao nosso feixe de molas: se ajustado e ‘azeitado’ tais dificuldades serão amortizadas. Mas, se corroído e oxidado pelos vícios atrelados ao orgulho, ainda normal em nosso planetazinho, é lógico que nada se tornará fácil em nossa sociedade.

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“… Deus fez o homem para viver em sociedade. Não lhe deu inutilmente a palavra e todas as outras faculdades necessárias à vida de relação1.” Na “vida de relação”, aplicação ou exercitamento de nossas faculdades expomos diariamente todo o equilíbrio ou toda a fragilidade de nosso feixe de molas. Em sociedade pomos à prova sua resistência. Recolher nosso utilitário ao ‘sossego’ do isolamento, ou à garagem do bem estar, será condenar seu conjunto – corpo e alma – à oxidação, pois “no insulamento ele se embrutece e [enfraquece]2.”

Bibliografia:

  1. Kardec, Allan, O Livro dos Espíritos, tradução de Guillon Ribeiro, 71ª edição da FEB, em sua questão 766; e
  2. Idem, questão 768.

(Na orla do Cassino, conversando com Maria de Fátima sobre sociedade; verão de 2017).

penaa (1)Assevera-nos Paulo de Tarso que a unidade do espírito – a fraternidade – está intimamente vinculada à paz. (Efésios 4:3). E a paz é o produto de alguns esforços. Algumas de suas reivindicações:

  1. Afirma-se que a guerra é feita por corajosos. Ao contrário, a paz é feita pelos destemidos.
  2. A rota da paz não gravita ao nosso redor. Nossa boa vontade deve se encadear ao esforço dos outros.
  3. Optando pelo útil, belo, santo e sublime, mesmo que seja só um começo, estaremos no encalço da paz.
  4. Regato, rio e mar subordinam-se, com respeito e humildade: Acatamento, deferência, razão e submissão são também ordeiros requisitos da paz.
  5. A grande ferramenta da paz é o serviço: Aos doentes, velhos, jovens, ao solo, aos animais… Honrar a esses servidores é entendê-los embaixadores do bem e da paz.
  6. Individualmente, nossos olhos enxergam uma cota mesquinha de paz; unidos a muitos, uma paz mais ampla e generosa.
  7. A paz reclama entendermos o degrau da evolução alheia: Isso é tolerância, ou o melhor tempero da paz.
  8. Nossa colaboração à paz deve ser a nossa melhor parte… mas unida à melhor parte dos outros.
  9. Não desejemos entender paz sem respeito e compreensão. O primeiro releva as diferenças; a segunda as entende.
  10. Parafraseando Paulo, todo o esforço na direção da paz, passa pela fraternidade que gera a unidade do Espírito.

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A paz pode ser um punhado de discussõezinhas, mas todas de boa vontade…

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 49, União fraternal, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).

encaixe-perfeitoFraternidade e igualdade podem, na Terra, merecer um só conceito?

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Na qualidade de Espíritos ímpares, desiguais, não poderemos dar um mesmo conceito para fraternidade e igualdade, porque a fraternidade, como já dissemos várias vezes é uma cooperativa de desiguais, onde o que um não fornece o outro fornece; onde o que um não sabe, o outro sabe; e onde, sobretudo, cada qual só poderá colaborar com aquilo que já plantou e colheu.

Emmanuel nos dirá que, dada a heterogeneidade das tendências, sentimentos e posições evolutivas, o conceito igualitário absoluto é impossível no mundo.

Entretanto, entre o absoluto e o relativo da conceituação, podemos afirmar que a fraternidade sempre terá o poder de aproximar ao máximo os diferentes de uma igualdade, pois fraternidade é isso: São os diferentes se completando.

Na fraternidade, vista como uma cooperativa, sempre haverá o suprimento das necessidades do desiguais ou daqueles que possuírem alguma espécie de carência: Analogamente, se eu só produzo arroz e meu irmão somente milho, nem eu, nem ele ficaremos sem arroz e milho…

Continuando ainda em nosso raciocínio, o agricultor porá o alimento na mesa do doutor e este não permitirá que o agricultor sinta dores horríveis, pois poderá acontecer que o doutor não saiba plantar e que o agricultor não tenha competência de se auto curar…

… Será sob esta ótica que a fraterna cooperação sempre aproximará os desiguais.

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Num futuro ainda incerto – pois dependerá da boa vontade da maioria – a lei da assistência mútua e da solidariedade comum tornará a humanidade menos desigual e o absoluto do conceito se tornará relativo, resultando no progresso moral possível no Planeta.

Somente a fraternidade iguala os desiguais!

(Sintonia: questão 349 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Primavera de 2015).

madreterezaDidaticamente, diz-se que combustível é toda a substância capaz de gerar uma energia na forma de calor, chama ou gases, transformados em potencial capaz de movimentar algo…

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Analisando os diversos e mais nobres predicados dedicados à abnegação, quais seja altruísmo, dedicação, desinteresse, desprendimento, desvelo, devotamento, sacrifício, generosidade, renúncia… chega-se à conclusão que abnegação será sempre o combustível que move ou estabelece a fraternidade. Não pode, portanto, a fraternidade manifestar-se sem a abnegação, pois quem coopera cede sempre alguma coisa de si mesmo, dando testemunho de abnegação.

Uma cooperativa – e a fraternidade é uma – sempre será alimentada pela colaboração do potencial de cada ‘associado’; será a parte ou a doação de cada um para o bem do todo: Imaginemo-nos ao redor de uma agradável fogueira onde todos os beneficiados a alimentam cada um com sua achinha de lenha…

… Abnegação será essa doação, ou a achinha de cada um que irá aquecer o todo; o combustível que irá manter o fogo aceso.

A mesma fogueira ficaria desabastecida – sem combustível – no momento em que todos os indivíduos desejassem usufruí-la, mas negasse cada qual sua achinha de lenha. Seria o ego ou o personalismo de cada um se sobrepondo à generosidade, à doação, à colaboração… necessárias a manter a fraternidade acesa.

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A sinceridade sempre será o atributo que legitimará tal entrega, tornando verdadeira a cooperação.

(Sintonia: questão 350 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Primavera de 2015).

fraternidadeA indiferença apresenta-se como o oposto da fraternidade. Se não o é, sempre estará presente nos indivíduos ainda não matriculados na sagrada escola da fraternidade.

Em linguagem muito chula, dizemos comumente: ‘Esculacha-me, mas não me fica indiferente!’ Traduzindo, desejaríamos as piores e necessárias reprimendas do que os indivíduos nos ficarem indiferentes, pois uma reprimenda (o esclarecimento ponderado) poderá levar-nos à fraternidade, ao passo que ignorarmos os indivíduos – nas boas ou más ações – não os levará a lugar algum.

Na busca de nossas hegemonias diárias, ainda muito sob a ditadura do orgulho, desperdiçamos sagradas oportunidades para depormos esse tirano – o orgulho. Visando depormos esse ‘monarca’, vejamos algumas considerações importantes no eterno duelo entre fraternidade x indiferença:

  • Pensarmos menos de forma tribal e mais de forma coletiva. Já não somos mais primitivos. O animalizado se preocupava com a sobrevivência, e a indiferença remonta àquela época. Pelo contrário, a fraternidade já faz parte de uma transição;indifereca
  • Enquanto que indiferença nos deixa na alma o gosto amargo da inutilidade, importar-nos, servirmos – a fraternidade – converge-nos ao mais alto. É muito mesquinha a indiferença e muito sublime a fraternidade;
  • Enquanto que a fraternidade nos proporciona segurança para altos vôos, a indiferença sempre será a insegurança do ‘vôo de Ícaro’, o desastrado alado da mitologia grega (veja http://www.blogdovelhinho.com.br/complexo-de-icaro/);
  • A indiferença sempre fará parte da hegemonia material do indivíduo no grupo, clube, comunidadeA fraternidade desejará o triunfo coletivo de todas as agremiações;
  • Enquanto que sempre a indiferença será motivo de repetência, a fraternidade será fator de ‘condecoração’, pois somente ela agraciará, promoverá!
  • Indiferença é igual a evidência pessoal, ego, orgulho… Importar-se é a inevidência ou anonimato no coletivo, na fraternidade, na cooperação; e
  • A indiferença é um egoísmo quase feroz, animalesco, instintivo. O serviço dos que se importam é o passaporte mais sagrado para a fraternidade, cooperação, Regeneração.

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Se for muito improvável pensarmos Regeneração sem fraternidade, será muito fácil deduzirmos que a indiferença – posto de estacionamento – lhe é totalmente oposta…

(Sintonia: questão 348 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Primavera de 2015).

reecarna_o_vida_ap_s_a_morte (1)A fraternidade promove a regeneração ou através da regeneração chegamos à fraternidade? Ambas as questões são legítimas, pois os termos possuem um envolvimento; são dependentes. Convém, entretanto que analisemos dois dos sentidos ou definições de regeneração:

Aurélio Buarque de Holanda Ferreira nos socorre, dizendo que: 3. Regeneração é a reformação moral (a fraternidade promovendo a Regeneração; aqui estágio Planetário) e 2. Regeneração é o restabelecimento do que estava destruído (regeneração como emenda, correção)…

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Não tenhamos dúvidas que a fraternidade regenera ou, elevando o tom da afirmação: Somente nos regeneraremos através da fraternidade como cooperativa.

O melhor ‘teatro de operações’ (TO) para batalharmos pela fraternidade, ainda é o Planeta Terra, na condição de reencarnados. Diríamos que em tal situação estaremos ‘equipados’ com todas as armas para vencermos batalhas contra nosso eu.

Todavia a visão que os indivíduos possuem da reencarnação no Orbe Terra, sempre será pelo prisma de seu coração:

Se, para alguns, a Terra for rude penitenciária cheia de gemidos e aflições, será muito provável que tais indivíduos não combatam, ainda, o ‘bom combate’ na direção da fraternidade, pois estarão, dia após dia, sob sugestões negativas e aprisionados a pesadas lamentações.

Se outros a vêem como processo sublime de aprendizado fraternal a estarão aproveitando como oportunidade redentora, opostamente, fazendo uso de todas as iluminações positivas.

Mais que influenciados, somos dirigidos por entidades de nossa escolha; e nosso ângulo de visão, mais obtuso ou mais alongado é quem determinará tais escolhas.

Há, pois, duas formas distintas de encararmos nossa estadia nos ‘campos de batalha terrestres’: A primeira de onde já sairemos ‘condecorados’ e aptos a Planetas melhores – Regenerados. A segunda onde o retorno aos campos de batalha se fará necessário até que saiamos vitoriosos…

… E a vitória, neste caso, será o triunfo da fraternidade sobre nosso próprio eu.

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A vitória final será o triunfo sobre os nossos próprios porquês; ou nossas próprias causas que nos trouxeram a este campo de batalha.

Reencarnação: Oportunidade de equação de nossos próprios porquês!…

(Sintonia: questão 347 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Primavera de 2015).

Storm“Depois da tempestade vem a bonança”, nos dirá sábio ditado popular. Também virá a renovação do ar, a irrigação da terra prenhe de sementes e mudas, quem sabe a restauração do solo árido e o abastecimento das necessidades dos poços…

Tal provérbio também se aplicará às questões fraternais de difícil equação: Como levar a fraternidade evangélica àqueles que mais estimamos, se, por vezes, nosso esforço pode ser mal interpretado, conduzindo-nos a situações mais penosas?

A pergunta é feita por Chico a Emmanuel e a resposta será tão objetiva quanto nossa sentença popular: Resumindo-a, deixar-lhes as energias até que…

  • … possam experimentar a serenidade mental própria de todos aqueles que já ingressaram nos compromissos fraternais;
  • Abandonem os instintos animalizados, ou o lado mais inconveniente da tempestade;
  • Passem a comungar conosco de nossos desejos de serenidade e paz; e
  • Sintam-se, tal qual o ar, renovados; tal qual a terra prenhe, germinem a semente da boa vontade; afrouxem os torrões da terra árida de seus corações; e se abasteçam da compreensão recomendada na Boa Nova do Mestre.

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Para tudo há um ritmo; a Natureza não dá saltos; não convém esmurrarmos a ponta da faca; o mingau poderá estar quente… Esperemos passar a tempestade!

Há, ainda, o guarda chuva da oração, a forma pensamento de comunicação dos Espíritos – e os somos! Se a tempestade insistir usemos do artifício!

(Sintonia: questão 346 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Primavera de 2015).

francois-hollande-president_A França, mais particularmente a capital Paris, ainda não cicatrizara dos atentados de 7 de janeiro, endereçados ao Charlie Hebdo, e se viu novamente, na data de ontem, acometida por mais um atentado, distribuído em seis pontos, todos simultâneos e orquestrados.

A diferença agora é a quantidade de vítimas fatais e dos feridos. Dado à proporção dos números, somos obrigados a acreditar que o ataque ao Charlie foi apenas um tira gosto, comparado ao atual. Em carta endereçada ao Le Monde, o Estado Islâmico, reivindica a autoria do atentado.

No momento em que os Países Europeus, principalmente vizinhos franceses, elevam seus alertas de segurança ao nível máximo (5), e o Papa Francisco declara que o acontecido “não é nenhuma justificativa, nem humana, nem religiosa”, nos sentimos na obrigação de novamente relembrar o que Emmanuel nos diz na questão 292 de O Consolador: “… Na inquietação que lhes caracteriza a existência na Terra, os homens se dividiram em numerosas religiões, como se a fé pudesse ter fronteiras, à semelhança das pátrias materiais (…). Dessa falsa interpretação têm nascido no mundo as lutas anti fraternais e as dissensões religiosas de todos os tempos.

Como escrevemos em “Liberdade e Igualdade, filhas da Fraternidade” e publicado na RIE em março deste ano, repetimos que “não estamos aqui falando como franceses ou muçulmanos, mas com a dor e o lamento de ambos, como cidadãos do mundo e como cristãos; e como tal acreditamos que o único aval para a liberdade e a igualdade seja a fraternidade, ou o perfeito enquadramento dos povos dentro da ética da reciprocidade, que é a regra que o Cristo ditou aos antigos e novos Profetas.”

Os números são, na linguagem do Papa Francisco, desumanos, pois se em janeiro tivemos 20 mortos e 11 feridos, os angustiosos números de hoje avançam – ou retrogradam? – a 127 mortos e 99 feridos, entre os quais dois brasileiros.

Confrades; oremos! Não só pelos números de ontem e os de hoje, mas pelos homens que tomam decisões, para que revejam e meditem sobre as sagradas questões de respeito e tolerância, itens em nossa opinião mais razoáveis que todos os tipos de alertas de segurança e que amenizariam efeitos de sabidas causas…

Oremos!

(Na foto, o presidente francês Fraçois Hollande, se dirigindo à Nação e ao mundo) –  (Primavera com ares tristes de 2015).

save-your-love-for-someone-to-reciprocate-your-feelings1_largeAfirmamos já amarmos o próximo. Mas quando um desses ‘nosso próximo’, ainda menos educado na lição evangélica não nos poupar brutalidades, deveremos nos comportar de maneira passiva? Em tal situação a fraternidade tem prioridade? Ou deverá haver esclarecimento com energia?

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Neste caso, Emmanuel nos recomenda que as três opções sejam válidas: Ou a fraternidade como prioridade e com o concurso do esclarecimento e da energia.

Dirá o Benfeitor: Esclarecer é também amar. Toda a questão reside em bem sabermos explicar, sem expressões de personalismo, ainda que com a maior contribuição de energia, para que o erro ou o desvio do bem não prevaleça. Dessa forma:

Primeiro: A fraternidade tem prioridade, sim! Passividade ou sujeição em nada contribuirá. Não confundamos esclarecimento e energia com comportamentos anti fraternais. Tais atitudes sempre serão necessárias, sempre que o ego de uma das partes prevalecer.

Segundo: O esclarecimento cordial sempre será o melhor escudo da fraternidade. Argumentos sensatos, bem colocados, poderão ‘desarmar’ a parte ainda mais ‘desalinhada evangelicamente’, proporcionando-lhe luz e instrução. Como disse Emmanuel, o esclarecimento sempre se confundirá com fraternidade, conquanto esclarecer é também amar.

Terceiro: A energia – sem o individualismo, ou predominância do ego – sempre será a arma do prudente. Quantas vezes já defendemos aqui que estarmos alinhados é agirmos de conformidade com os postulados da Boa Nova: Pois bem, O Mestre era incisivo, quando necessário. Sermos enérgicos não nos desalinhará, de forma nenhuma, dos postulados Crísticos…

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Fraternidade, esclarecimento e energia poderão estar sempre juntos e estabelecer uma bela tríade, mas sem esquecermos que estará sempre no comando…

… A fraternidade!

(Sintonia: questão 344 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Primavera de 2015).

chave-11O preceito evangélico: “se alguém te bater numa face, apresenta-lhe a outra”, deve ser usado pelo cristão, mesmo quando seja vítima de agressão corporal não provocada?

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Dentre os 58 conceitos que Aurélio Buarque de Holanda Ferreira nos oferece para o termo ‘chave’, escolhemos dois que significam “aquilo que garante o acesso a algo” e “golpe de artes marciais.” Ambos nos serão de valia para desenvolvermos raciocínio neste estudo sobre fraternidade.

Poderíamos aqui ficar teimando que sempre que agirmos em legítima defesa estaremos procedendo dentro da lei, desejando escorar-nos em princípios cristãos aceitáveis.

Contraria-nos Emmanuel e garante que agindo o homem com a chave da fraternidade cristã, pode-se extinguir o fermento da agressão, com a luz do bem e da serenidade moral.

Convenhamos que apresentarmos a outra face, sendo vítimas de agressão não provocada, será um despropósito nos dias de hoje em Planeta ainda sufocado pelo império do mal e no qual vivemos sob a ditadura que o orgulho impõe aos nossos cinco sentidos.

carlos-gracie-dando-uma-chave-de-brac3a7oConfrades, não nos iludamos; a chave da questão não estará nas mãos do indivíduo que já desejou entrar para o evangelho, mas consolemo-nos pois que ela poderá estar de posse daquele no qual o evangelho já lhe entrou…

… Porque mostrar a outra face, procurando entrar nas entrelinhas do evangelho que por ventura já tenha nos entrado, será, utilizando-nos das duas definições que Aurélio nos coloca à disposição, supormos que:

Primeiro: Não estaremos agindo com covardia, mas “garantindo o acesso” ao nosso coração de alguém que nos ofende e ao qual desejamos mostrar a face espiritual elegante que estamos tentando construir; e

Segundo: Em mostrando nossa outra face – a fraterna – poderemos estar aplicando no ofensor o “golpe”, não o de “artes marciais”, mas aquele com o poder de extinguir o fermento da agressão e tão nobre que o possa atrair para o rebanho da fraternidade.

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São atitudes fáceis? Claro que não! Mas quem disse que seriam?!

(Sintonia: questão 345 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Primavera de 2015).