Posts Tagged ‘Guia e Modelo’

depositphotos_8343882-stock-photo-tuning-fork“… Obedecendo ou administrando, ensinando ou combatendo, é indispensável afinar o nosso instrumento pelo diapasão do Mestre…” (Emmanuel).

Diapasão é um instrumento metálico, em forma de forquilha que serve para afinar instrumentos e vozes através da vibração de um som musical de determinada altura. (Wikipédia).

* * *

Distantes ainda da perfeição, Espíritos que compõem a grande orquestra do orbe Terra, são seres que, de parcas virtudes, veem-se desafinados perante as Leis Divinas.

A intenção magna da Divindade, ao nos brindar com o Governador Jesus – o super Contramestre – é que no exercício dos séculos e dos milênios, com reencarnações por avalistas, nos afinássemos à ética Moral.

Se há instrumento que nosso “Guia e Modelo” insistiu que ‘tocássemos’ foi a misericórdia: o entendimento maior da décima Lei (Justiça, amor e caridade), compreendida como principal – ou única?! – para que nos harmonizássemos perante a orquestra Universal.

Porquê é o diapasão desse Mestre amoroso, o mesmo do Regente Criador, desejou Ele que o imitássemos, curando-nos, aos poucos, de nossos senões, oriundos dos destemperos atribuídos ao nosso orgulho, egoísmo, vaidade e inveja.

* * *

Ainda libertinos, iremos nos questionar como, então, agirmos correto? Como distinguirmos o certo do errado? Simples: agimos como Jesus agiria? Ou em mesmo diapasão?

Se sim; afinados! Se não; desafinados!

(Sintonia: Fonte viva, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, Cap. 84 Na instrumentalidade; 1ª edição da FEB) – (Outono de 2017).

sandalia1No Mundo desarrumado em que vivemos, é comum nos expressarmos: “Minha vida está um caos; que momento infeliz vivo!…” Esquecemo-nos que estamos num Planeta doente e que o próprio Rabi já nos houvera advertido: “… Qualquer que não levar a sua cruz (…) não pode ser meu discípulo.” (Lucas 14:27).

 * * *

Sem sombra de dúvidas, “levar a sua cruz” faz parte dos padrões do Senhor. Emmanuel afirmará que a vida de cada criatura consciente é um conjunto de deveres para consigo mesma, para com a família de corações que se agrupam em seus sentimentos, e para com a Humanidade inteira:

  1. “Conhece-te a ti mesmo” é tarefa assaz difícil; perdoar-nos e prosseguirmos, é missão crucial; ainda na linguagem do Benfeitor, chegamos a este Mundo e dele partiremos “sem nada e sem ninguém”; e embora emparceirados, somos artesãos únicos de nossa evolução… E isso não significa “levar a sua cruz?”
  2. Emparceirados à nossa família ou a outro grupo amado, onde cada um possui individualidade, problemas ímpares e evolução diferenciada, resultará numa convivência heterogênea: A legítima faca de dois gumes, onde, se soubermos “levar a cruz” ficaremos robustos; mas se não soubermos, a família, o grupo, quebrará…
  3. Numa Humanidade desenvolvida intelectual, mas frágil moralmente, mais que discursarmos, será imperioso “levarmos a nossa cruz”; passando tal testemunho. Se o Mestre nada escreveu, falou o ‘suficiente’, mas agiu muito, seus padrões estão explícitos!

* * *

“Levar a sua cruz” é, segundo Emmanuel, a aceitação dos impositivos do bem e obediência aos padrões do Senhor.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 58 Discípulos, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2016).

maxresdefaultCerta feita Jesus, em longa discussão com os fariseus, narrada em João, Cap. IX, questiona-os: “Por que não compreendeis minha linguagem?” Não lhes dando chance de resposta, Ele próprio responderia: “É porque não podeis ouvir a minha palavra.”

* * *

Os que conviviam com Jesus à sua época, – e ainda hoje – dividimo-nos em duas espécies de indivíduos: Os que nos dizemos cristãos e disso desfrutamos – os usufrutuários do Cristo – e os que até nos intitulamos cristãos, mas ainda estamos muito vinculados à usura, à avareza, à agiotagem – os que somos, ainda, usurários. É possível que ainda estejamos na contramão do Cristo e ligados à cobiça terrena…

Como, na época do Cristo encarnado, os indivíduos estavam divididos? Enquanto que os usufrutuários eram representados pelos discípulos, os fariseus eram a imagem da usura da cobiça, da pilantragem, do extorquismo.

Paramos por aí? Não! Enquanto no Planeta Terra o mal – a usura, a rapinagem – se sobrepuser ao bem, – o usufruto sadio – viveremos esse duelo entre os usufrutuários e os usurários. Tem jeito? Sim! Com a melhoria dos homens o Planeta também melhorará.

Porém, enquanto perdurarem tais desencontros:

  • Aos usurários, a oratória, os feitos e as máximas do Rabi se mostrarão como indecifráveis ou estranhos; aos seus usufrutuários serão roteiro e estímulo;
  • Os que o desfrutam farão todo o bem possível; aos usurários o mal e todas as suas apologias;
  • Usufrutuários, colaborarão, emprestarão, solucionarão, participarão… Os avaros tudo negociarão, trapacearão, estabelecerão quotas de lucros;
  • Os usufrutuários do Mestre amarão, desculparão e ajudarão; usurários odiarão a tudo e a todos em qualquer dimensão; farão da maledicência o prato principal e a sobremesa;
  • Os usurários somente escutarão a Boa Nova; os usufrutuários a ouvirão; e
  • A posse será o objeto de desejo do usurário, pois nisso empregará sua força mental; os usufrutuários sabem que somente gerenciarão os bens que lhe foram emprestados; suas mentes tem emprego principal nos bens duradouros.

* * *

Quanto mais entulhados nossos corações da usura e da avareza, menos neles caberá a “linguagem” do Mestre!

Enquanto que os usufrutuários conseguem entender a “linguagem” do Mestre, na expressão da questão feita aos fariseus há 1983 anos, os usurários, ou novos fariseus, ainda “não podem ouvir a sua palavra”; somente a escutam…

… Ou ‘nós’ somente a escutamos?!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 48, Diante do Senhor, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).


jesus_cristo_branco_e_preto (1)“… Agora mesmo esta mulher foi apanhada em adultério… Moisés mandou-nos que
[a] apedrejássemos. Que dizes tu a isso?” (João VIII, 4 e 5).

* * *

Em época de relevante tecnologia, desejamos ter ao nosso dispor internet de alta velocidade; navegadores confiáveis; expressivos números de resultados; em fim, respostas apropriadas às nossas questões.

Embora devam conduzir-se lado a lado internet e livros, reconhecemos que as respostas da internet são rápidas: algumas confiáveis; outras nem tanto. E tudo o que desejamos são respostas. Mas que respostas nos são dadas? Enquanto a internet nos fornece ideias prontas, os livros nos ocasionam aprontar ideias.

Ao tempo do divino Rabi, quando a internet não existia e livros e escrita eram rudimentares, esse Sábio, muitas vezes questionado pela má fé dos que desejavam ridicularizá-lo, apresentava-se como:

  • O banco de dados mais completo e confiável;
  • O navegador mais oportuno, inspirado e incontestável;
  • O site de relacionamento mais fraterno, conveniente e serviçal;
  • Capaz de converter todos os questionamentos em respostas; e
  • Apesar de completo, confiável, oportuno, inspirado, fidedigno, fraterno, conveniente, incontestável, serviçal… inteiramente gratuito, e na contramão de todos os serviços terrenos de preços angustiosos, ontem e hoje.

* * *

Problemas de solução difícil (…) convidam o discípulo a consultar sempre a sabedoria, o gesto e o exemplo do Mestre.

Jesus, o banco de dados mais completo, confiável, oportuno, conveniente e incontestável!

(Sintonia: Caminho verdade e vida, Cap. 43, Consultas, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).

Pope Francis gives his thumb up as he leaves at the end of his weekly general audience in St. Peter's square at the Vatican, Wednesday, Sept. 4, 2013. (AP Photo/Riccardo De Luca)

“Quando o discípulo se distancia da confiança no Mestre e se esquiva à ação nas linhas do exemplo que o seu divino apostolado nos legou (…), cava, sem perceber, largos abismos de destruição e miséria por onde passa.” (Emmanuel).

Quando alguém realiza turismo por Roma ou pelo Peru e nem vê o papa ou nem sobe até Machu Picchu, consideramos que esse alguém possui falta de inteligência ou se distanciou de lugares considerados importantes em tais passeios.

* * *

Dentro de nossa citação profana, poderemos deixar de ‘visitar o papa’ ou ‘subir até Machu Picchu’ por preguiça de realizá-lo; por uma negação de que isso seja importante; por atos viciosos que no passeio consideremos mais importantes que tal figura ou lugar; com a esperança de vermos lugares ‘melhores’; por considerarmos tais atos uma perda de tempo; por falta de determinação; porque não estávamos de bom humor; ou, finalmente, porque tais visitas são consideradas pelos sãos como um bem, e do bem estamos fugindo…

ATTRACTIONS0615-machu-picchuDa mesma forma, se analisarmos a citação sagrada de Emmanuel, em desprezando Jesus que nos é ofertado por Deus como “melhor Guia e Modelo”, também chegaremos à conclusão de que, possivelmente, o ócio esteja nos tomando conta; poderemos estar negando a esse Cristo, tal qual procedeu seu basilar apóstolo Pedro; a desesperança nos tenha feito morada; é possível que o tenhamos substituído por ‘outros’ ídolos, depositando nestes nossas expectativas; que as ‘coisas do Cristo’ sejam uma perda de tempo; que nossa determinação ainda não seja suficiente; porque as lides Crísticas não melhoram nosso bom humor; e, finalmente, porque Cristo representa o equilíbrio, o bem, a sanidade e a tudo isso estejamos fugindo.

* * *

Acalmemo-nos! Tudo tem solução: Ininteligência e distanciamento são só o início de uma evolução ou o ainda desejo de evoluirmos menos rapidamente! Cristo não se distancia de nós; nós o fazemos! E Pedro que o negou três vezes não se constituiu em pedra básica de sua Boa Nova?

Consideremos, entretanto, que evolução sem Cristo não se dá! Assim como Roma e Peru sem ver o papa e subir até a cidade sagrada dos Incas não têm muita graça!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 27 Destruição e miséria, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2016).

jim-caviezel-como-jesus-em-a-paixao-de-cristo-2004-originalSomente constrói, sem necessidade de correção ou corrigenda, aquele que se inspira no padrão de Jesus para criar o bem. (Emmanuel).

* * *

A célebre questão 625 de O livro dos Espíritos, tão bem formulada e tão laconicamente respondida, nos apresenta Jesus como o Modelo e Guia mais perfeito que Deus tem nos ofertado em todos os tempos. Tanto na primeira versão da obra básica, de 1857, como na definitiva, de 1860, questão e resposta são formuladas e respondidas de forma idêntica.

Todos nós que ainda não elegemos Jesus como o modelo padrão para as nossas vidas, estamos destinados a repetir encarnações e mais encarnações destinadas a correções ou corrigendas de equívocos cometidos a despeito de reiterados mensagens do Cristo transmitidas por seus missionários em todos os tempos.

Analisando o modus operandi do Mestre ou o seu modo de fazer, constatamos que passados dois mil anos de sua encarnação missionária e apesar de todas as nossas alternâncias entre vários corpos de carne e a Vida Espiritual, ainda não nos moldamos aos padrões do Mestre. Ainda somos mais individualidade do que coletividade e ‘pecamos’ em questões básicas como:

O desejo de remuneração – Esquecida a importante máxima “dai de graça o que de graça recebestes”, ainda estamos sedentos da valorização dos homens por algo que façamos pelo Cristo. E não estamos aqui nos referindo a uma valorização amoedada, mas à sede que temos das reverências como guias de pagamento.

As nossas exigências – Hábil em tratar os diferentes, Jesus tinha predileção especial pelos mais necessitados do corpo e do Espírito; aliás, disse ter vindo para estes, ou que “estes é que precisavam de médico.” Somos ainda intolerantes no trato com os diferentes patamares evolutivos; ou ainda não os compreendemos. Desejamos, muitas vezes, que pessoas apresentem frutos que ainda não são capazes de produzir.

Evidenciarmo-nos; sermos reconhecidos – O anonimato deveria ser a melhor moldura das obras do cristão. Dizia, certa vez, aos que o seguiam: “Não saiba a vossa mão esquerda o que opera a vossa direita.” Voltamos a repetir, ainda somos mais individualidade do que coletividade. Cultivando a modéstia da manjedoura ao Gólgota, ainda não aprendemos com Jesus questões relacionadas à desambição, humildade, moderação, sobriedade, reserva, compostura…

Desejamos ser superiores – Quem nos promove são nossas atitudes altruísticas, o servir, o importar-nos: E isso é amar – verdadeiramente! “Reconhecerão que sois os meus discípulos se vos amardes uns aos outros” diria, certa vez, aos doze. Emmanuel nos dirá em capítulos seguintes desta mesma obra que “toda a movimentação humana, sem a luz do amor, pode perder-se nas sombras…” (Cap. 15, Fraternidade).

* * *

Adotarmos Jesus como Modelo é uma meta. Amar-nos é ‘só’ a imposição – ou cláusula – para atingirmos tal meta!

Amar-nos é cláusula que o Rabi nos impõe. Se seu “jugo é leve”, a cláusula não parece ser tanto!…

(Sintonia: Fonte viva, Cap. Modo de fazer, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Cassino, verão de 2016).