Posts Tagged ‘Herdeiros’

“… Para que a tranqüilidade te banhe o pensamento, é necessário que a compaixão e a bondade te sigam todos os passos. Assume contigo mesmo o compromisso de evitar a exasperação.” (Emmanuel).

* * *

A tranqüilidade, (importante instrumento da paz) é ferramenta escassa em nossos dias:

Andamos apressados, apreensivos, impacientes, desassossegados; e isso gera a intranqüilidade, avessa à Paz.

Bravos (desassossegados, agressivos, violentos) se salientam no momento atual: porque falam alto; não se fundamentam; equivocam-se e equivocam; são irritadiços…

Mansos são anônimos; aparentam não pertencer à categoria deste Planeta: são ponderados; fundamentados; mostram-se honestos em seus acertos; são a imagem da tranqüilidade!

Evitar a exasperação torna-se, pois, necessário a um exercitamento: é como se devêssemos praticar, diariamente, a Bem Aventurança “os mansos possuirão a Terra.”

O Espírito que se exercita nesse sentido, é semelhante a um “homem de bem” que se coloca no posto avançado e elevado da serenidade, observa as dificuldades de seus assemelhados com a única intenção de socorrê-los.

Tal qual o sol, que aquece a bons e maus, ou a chuva que dessedenta justos e injustos, o manso (pacífico) torna-se um olheiro atento:

Unge-se dos sagrados exemplos da Mãe Natureza, sempre divina em seus fundamentos e promotora da tranqüilidade.

Não imaginemos, entretanto, serem os outros os únicos beneficiados dessa generosidade:

Muito pelo contrário, esse homem bom e já pacificado, é o maior herdeiro de sua compreensão e bondade.

* * *

Viver no Mundo, sem a ele pertencer, vencendo exasperações, é já “herdar a Terra” (um Planeta Regenerado) por antecipação.

Não cai a mesma chuva redentora sobre dois maus e um bom? Por acaso o Pai privará dois injustos de receber sol e só o proporcionará ao justo?

O Homem bom, generoso, manso, tranqüilo, pacífico, porque já não se exaspera, consegue entender tais caprichosidades do Pai.

O manso vive; o exaltado vegeta! O manso é herdeiro; o enfurecido é, ainda, desafortunado! Não há contra indicação em viver sem exasperar-nos!

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 123 Viver em paz; 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2017).

564376_400512339977896_100000574009150_1485292_1782676785_n“Bem aventurados os mansos porque eles herdarão a Terra” (Mateus, 5:5).

“Indiscutivelmente, o verbo foi estabelecido para que nos utilizemos dele. Chefiemos as nossas emoções (…) de modo que a nossa frase não resvale na intemperança.” (Emmanuel).

Herança é a transferência de bens a pessoas com direito ou sucessores previstos em lei ou instituídos em testamento. Figuradamente, herdeiro significa filho ou sucessor. (Wikipédia)

* * *

Nunca, como nos dias atuais, se falou tanto em regeneração do Planeta ou na sua promoção de Provas e Expiações a Regenerado. Mas um Planeta não se auto-regenera; seus filhos precisarão elevá-lo a essa condição desde que regenerados estejam.

As qualidades morais dos que “herdarão a Terra”, no ditame de Jesus pelo evangelista Mateus, passarão, necessariamente, pela mansidão, pois somente esta “chefiará suas emoções” na busca equilibrada das demais virtudes que os fará herdeiros.

O testamento do ‘Velho’ Pai, e não o precisariam seus filhos, dado sua ‘genética’, sempre esteve lavrado: Destino, perfeição! Co-criadores! Sucessores em potencial! Filhos!

Mas a temperança, ou mansidão não é algo fácil. Adquirida a duras penas, ela abrirá o caminho das demais virtudes aos ‘sucessores’. Ao advertirem Chico e Emmanuel que “o verbo foi estabelecido para que nos utilizemos dele”, desejam dizer que o contrário “fará resvalar a temperança”; ou quando o ‘verbo começar a se utilizar dos indivíduos’ a bancarrota da temperança, mansidão, demais virtudes, promoção do Planeta… estabelecer-se-á, sendo possível que, temporariamente, estejam esses indivíduos ainda deserdados da herança da Terra Regenerada…

* * *

Se o silenciar, tantas vezes necessário e guardião da serenidade, não for possível pela imperiosa necessidade de através do verbo desfazer enganos ou raciocínios, que a palavra seja branda e aquele “clarão que oriente aos outros e alumie a nós.”

(Sintonia: Cap. Amenidade, pg. 72 do Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Outono de 2014).