Posts Tagged ‘Hierarquia espiritual’

imagePaulo se dirigindo aos Coríntios, assim se expressa: … Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo (I, 12:4). Emmanuel, aproveitando a citação, nos exortará: Repara a posição em que te situas e atende aos imperativos do infinito Bem. Coloca a Vontade divina acima de teus desejos, e a Vontade divina te aproveitará.

* * *

Seria impensável todos ocuparmos posições iguais nos diversos círculos: familiar, voluntariado, social, partidário…

Todavia, se nossa posição será sempre ímpar e do aprendiz particularizado, comum sempre será a força que nos moverá, mormente quando estivermos atendendo aos imperativos do infinito Bem. Tal força é, nada mais, nada menos, que o mesmo Espírito divino ou a mesma genética divina que estará nos fortalecendo e impulsionando.

Cada qual operará com o dom que lhe é peculiar, fruto de uma evolução particular, mas todos revelando as qualidades divinas, pois que um mesmo Espírito nos encorajando.

Quem administra, comanda, dá ordens, instrui… como os que são administrados, comandados, obedecem ou são instruídos, cumprem, todos, posições que conquistaram por força de evolução própria, todavia todos serão movidos pelo mesmo Espírito e com uma finalidade comum, a do infinito Bem, pois que Deus é o Bem.

Pobres, fracos, doentes, aprendizes de hoje, serão os ricos, fortes, sadios, instrutores de amanhã, mas porque investidos de um mesmo Espírito ou bafejados por um mesmo hálito divino; aos primeiros não deverá faltar a resignação, humildade e a dignidade e aos últimos a generosidade, vigor e a contribuição de seus bens intelectuais e morais.

* * *

Posições diversas; mesmo Espírito. Posições diversificadas, por força de aprendizados que farão evoluções também desiguais. Mesmo Espírito ou a mesma fonte, Paráclito, Protetor, defensor, incentivador, mentor ou como desejarmos designá-lo.

Com o mesmo Espírito, embora em posições diversas, sempre seremos aproveitados por nossa Divindade.

Nossa posição representa o tijolinho, sempre importante para um Deus que cria constantemente; o Espírito é o engenheiro da Obra toda!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. Cada qual, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Cassino; verão de 2016).

arregacar as mangas[1]É muito cômodo transferirmos nossas responsabilidades para alguém, principalmente se esse alguém for Deus, o Poder Maior.

Quando a tarefa exige desvantagens ou humildade, se não der certo, levantamos as mãos e dizemos com “falsa” humildade: “Foi feita a vontade de Deus!” Transformamos nosso Criador em nosso servidor, sem a menor cerimônia.

Felizes somos pela Doutrina Espírita que, a todo instante, nos conscientiza que Deus nos empresta todos os ingredientes necessários para a realização do nosso trabalho e nosso aperfeiçoamento.

Nossas dificuldades e necessidades por nós foram solicitadas, às vezes até com muito mais intensidade e o Plano Maior as ameniza, sabendo que ao reencarnarmos, abençoados pelo véu do esquecimento, vamos nos acomodar e tudo delegar ao nosso Pai.

Em nossas preces, rogamos a Jesus nosso Mestre, nosso Guia, sem lembrar que ele tudo fez para nos ensinar por si mesmo, não transferindo nada para Deus.

Peçamos sempre ao Pai Maior, força e Luz, coragem, sabedoria e discernimento para largarmos o nosso comodismo e sem demora abraçarmos a renovação que o Evangelho nos sugere.

Por uma consciência tranqüila, devemos arregaçar as mangas, abraçar o trabalho e ter certeza que faremos tudo o que nossa força permitir, para o êxito do nosso compromisso.

* * *

Não alteremos a ordem das tarefas: Deus é o Patrão, Jesus o Divino Administrador ou Empreiteiro Dele. Nós, os empreitados, somos convidados a, exatamente dentro de nossa capacidade, a trabalhar na continuação da obra fantástica da Criação.

(Escrito por Maria de Fátima Souza Silveira em sintonia com Sol nas almas, de Waldo Vieira, ditado pelo Espírito André Luiz, Cap. Entregar para Deus, 1ª edição da Boa Nova) – (Inverno de 2015).

Jesus, Governador EspiritualA questão 277 de O Consolador explicita que o orbe terrestre só viu um eleito, que é Jesus Cristo, o “tipo mais perfeito para nosso guia e modelo.”

Esse Eleito precisou e sempre precisará de colaboradores para bem executar a missão da Governança do Planeta: Podemos chamá-los de profetas, missionários, anjos, mensageiros:

  • Profetas lembra-nos os mais antigos, que precederam o Mestre na redenção. Não que os encarnados de hoje com características mediúnicas premonitórias, não possam assim ser chamados; absolutamente! Mas os daquela época ‘aplainaram caminhos’, tornando compreensível a missão redentora;
  • Missionários foram todos os profetas e os atuais que, não precisando mais encarnar em Planetas de nossa ordem, por aqui estagiam, deixando rastros de sabedoria e bondade;
  • Anjos pertencem a diversas ordens de desencarnados que já conseguiram relativa e hierarquizada ‘santidade’, servindo de mentores do bem aos ainda encarnados; e
  • Mensageiros não pertencem necessariamente à categoria dos desencarnados. Entre os encarnados também os há com os mais salutares propósitos. Ao afirmarmos ‘fulano é um anjo de pessoa’, ‘beltrano nos passa tanta tranqüilidade!’, ‘a aura dele nos passa boa mensagem’, referimo-nos aos mensageiros; embaixadores de boas novas!

* * *

Importar-nos com os outros, elevarmos sintonias, editarmos mensagens reconfortantes, socorrermos in loco ou à distância, bem pressagiarmos… torna-nos colaboradores do Eleito que sempre contará conosco, não obstante o degrau que ocupemos.

Na questão o Eleito e seus colaboradores, onde nos enquadramos?

(Sintonia: Questão 277 de O Consolador, pg. 189, de Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, editora FEB, 29ª edição) – (Primavera de 2014).