Posts Tagged ‘Hipocrisia’

12376016_1023487627713766_3655852493391827333_nMeu posto de abastecimento de combustível, como muitos o fazem, oferece uma lavagem expressa para clientes que abastecem uma quantia ‘x’ de álcool ou gasolina.

Não tenho muita paciência para enfrentar a fila da lavagem que, na maioria das vezes, é muito extensa. Mas quando se ‘quadram’ meu tempo, a fila e a ‘sede’ do automóvel, aproveito o serviço.

O prestador de tal serviço é um jovem muito simpático, alegre, atencioso e com os dentes ‘adornados’ por aparelhos corretivos.

Percebi que, quanto mais assíduo ficava, mais o jovem caprichava na lavagem (não que desleixasse com os demais).

Fico imaginando que inúmeros clientes ali comparecem com seus automóveis portando adesivos e, como sabemos, os mais freqüentes são: adesivos-família; ‘Jesus salva’ (concordo parcialmente com este); ‘Deus é fiel’ (será que o condutor é?); ‘Eu respeito os pedestres’ (educativo); ‘Foi Deus que me deu’ (os meus comprei-os todos!); ‘Conduzido por Deus’ (o melhor dos Pilotos automáticos). Além de muitos partidários, religiosos, esportivos e promocionais. O mais curioso que tenho visto foi este: ‘Deus é fiel! Já a vizinha do 501…’

Como cada adesivo transmite um recado, fico imaginando que o jovem trabalhador fique fazendo comparações entre a mensagem do adesivo e o comportamento do cliente (aqui, suposições minhas…)

Embora gratuito, gosto de colaborar com o jovem trabalhador: Para não constrangê-lo, na primeira vez consultei-o. Agora sempre lhe entrego o tíquete do vale lavagem e algo a mais que lhe informo ser para colaborar com sua merenda. E ambos ficamos satisfeitos…

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Após todas estas reflexões, enquanto esperava minha lavagem, percebi que também meu automóvel possuía, no vidro traseiro, adesivo de nosso querido Recanto de Luz, onde, entre outras coisas assim se expressava: “Disciplina, paciência e união – Dedica um dia ao Evangelho no Lar.”

Tomara tenha sido eu aprovado se, por acaso, o jovem tenha visto meu adesivo e reflexionado sobre meu comportamento…

(16 de dezembro, primavera quente de 2015).

Geni e o ZeppelinGeni e o Zepelim é uma canção de 1978, composta e interpretada por Chico Buarque. A letra descreve Geni como um travesti que era hostilizado em sua cidade. Ante a ameaça do ataque de um Zepelim, cujo comandante se encanta com os dotes de Geni, ele começa a ser provisória e hipocritamente tratado de forma diferenciada pela população. Expressões como “boa de cuspir”, “maldita Geni”, “você vai nos redimir” e “você pode nos salvar”, se alternam numa letra em que a hipocrisia se torna uma alternativa ‘conveniente’…

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A abertura, um tanto ‘profana’, não invalida a máxima cristã “vinde a mim todos vós que estais aflitos e sobrecarregados que eu vos aliviarei.” (Mateus, 11: 28). Importante fique claro, que o Mestre não me convida a arrastar o fardo; muito menos depô-lo; muito pelo contrário, toma sobre Si a responsabilidade de me “aliviar” desde que eu com ele esteja ‘fechado’ ou que seja um Cristão com Cristo.

Quando a hipocrisia se torna a alternativa, ou em todas as situações que:

  • Eu for fã do Mestre, porém não O enxergar nas diversas Genis deste mundo;
  • Eu honrá-Lo por demais nos quadros da galeria, mas ferir com golpes de cinzel os diferentes do Planeta;
  • Eu pronunciá-Lo com louvor em oratórias ou escritas, mas dilacerar com a palavra espinhosa aos que segreguei como marginais;
  • Eu dedicar-Lhe cânticos de louvor, mas não poupar impropérios a todos os meus irmãos “bons de cuspir”; e
  • Eu O procurar de mãos postas em minhas preces, mas engessá-las na defesa aos que assinalei como “malditos Genis”…

… Então eu estarei sendo Cristão sem Cristo, pois ainda não O entendi ou não consegui estabelecer com Ele uma verdadeira parceria, me lambuzando numa hipocrisia conveniente.

Dignificar a Jesus na pessoa do semelhante é como matricular-se na sagrada escola da caridade, única que pode livrar este Planeta do atual estágio em que é atacado por todos os comandantes de zepelins trevosos.

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Tal qual a cor que homologa meu clube ou partido, minhas atitudes também autenticarão o tipo de cristão que sou.

Ou, voltando ainda ao chocante ou ‘profano’, minhas atitudes perante as Genis talvez meçam a quantidade de cristianismo que possuo e a sua veracidade…

(Sintonia: Geni e o Zepelim, canção de Chico Buarque e o Cap. Cristão sem Cristo, pg. 50, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Verão de 2014).

finger-pointing

“Como é que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, quando não vedes uma trave no vosso olho?… – Hipócritas, tirai primeiro a trave do vosso olho e depois, então, vede como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão.” 1

Em mais esta alegoria, Jesus, que era totalmente avesso à hipocrisia, talvez desejasse nos transmitir algo, não relativo ao órgão da visão, mas uma lição relacionada à percepção, ou seja, vislumbrar com os olhos do coração.

Nosso coração, seguindo o raciocínio, deveria estar desentravado de qualquer sentimento que lhe permitisse enxergar os minúsculos ciscos ou as pequenas enfermidades de nossas parcerias. Nas grandes corredeiras, alguns troncos maiores poderão concorrer para que a eles se juntem outras ressacas menores que interrompam, dessa forma, o livre curso do rio.

De tal forma, o nosso coração, que poderá estar entravado pela presunção, orgulho, soberba e vaidade, também não terá o seu fluxo normalizado, enquanto estes achaques não derem lugar às virtudes antônimas: Somente a pureza de coração, a modéstia a simplicidade e, principalmente, a indulgência, torná-lo-ão mais leve e lhe permitirão não ver os olhos empoeirados de nossos irmãos.nao julgueis, atire a primeira pedra...

Minimizar as moléstias de nossos semelhantes é não transformarmos nossa palavra num açoite, nossa língua num estilete e nosso olhar numa lupa de potente ampliação; é, em contraposição, maximizar nossa vigilância, sobriedade, tolerância, complacência…

Aproveitando a deixa de nossos Ilustradores Celestiais, transcreveríamos que “Caridade orgulhosa é um contra-senso, visto que estes dois sentimentos se neutralizam um ao outro… Como poderá um homem, bastante presunçoso… possuir, ao mesmo tempo, abnegação…?” 2

A viga, metáforas à parte, deverá ser desinstalada é de nosso coração e temos a absoluta certeza que foi isso que nosso Divino Professor desejou nos ministrar na aula supracitada.

 (Subsídios: 1. Mateus, VII, 3 a 5; 2. ESE, item 10 do Cap. X) – (Evangelho no Lar em 17 Jan, verão de 2011).

Pub “O Clarim”, Fev 2013.

Atravessei a adolescência e a juventude embalado pelos acordes e seguindo os ditames do vestir  me comportar e adquirindo trejeitos da jovem guarda e dos Bitles. Calças justas com boca de sino, cabelos compridos e bigodes mandarinescos. Minha mãe sempre me fazia dois pedidos: Que não me envolvesse com ‘boleta’ e não ‘casasse grávido’. Quatro décadas e meio depois adolescentes e jovens se divertem com o Restart e Michel Teló; vestem-se, falam, dançam e também adquirem seus trejeitos. Vejo, também, as mães preocupadas com esses miúdos…

Qual a diferença, então, meio século depois? Nenhuma! Simplesmente as décadas se sucederam e, em cada uma, moda, hábitos, costumes e comportamentos diferentes. E o que importa! Desde que não se maculem progressão moral, acervo intelectual e preservação física… O que é da moda, nunca incomodará…

Comer com as mãos é costume de alguns povos africanos. Comer frango sem talheres poderá ser normal para a metade da humanidade. Pessoas utilizarão talheres diferentes para o consumo de carnes ou de peixe. Água, vinho, cervejas, licores, destilados… são bebidos em copos ou taças diferentes…

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Freqüentemente ouço dizer: ‘Fulano é uma boa alma’! Isto significará que esse indivíduo já consegue se evidenciar pela sua moralidade, interesse em instruir-se, cuidados com seu corpo físico e, principalmente, em se utilizando de sua franqueza e liberdade, não serão seus costumes, hábitos ou trejeitos que o impedirão de ser uma pessoa confiável, ou…

… “Não é o que entra na boca que enlameia o homem, mas o que sai da boca do homem…”

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Se Jesus vivesse hoje – encarnado – neste mundo globalizado, onde todo mundo toma contato com tudo e com todos, certamente se divertiria com os costumes de cada povo e não perderia a oportunidade de realizar suas prédicas em se aproveitando dos costumes de cada um.

Dando asas às Suas recomendações, talvez dissesse aos heterogêneos povos e seus costumes, que vivessem exatamente e libertos dentro de seus diferentes hábitos, sem, entretanto, prevaricarem de elevação moral, de deveres intelectuais e do zelo pelo corpo físico, vítima, justamente, de ‘certos costumes’.

Inspirado por sua Boa Alma, talvez dissesse a todos os povos de diferentes culturas:

  • Que aproveitassem o sábado para todo o tipo de elevação, pois este – o sábado – teria sido feito para os homens de todas as épocas e não estes para o sábado. Que realizassem todo o tipo de curas nos ‘dias santos’; que nesses dias confraternizassem conforme seus costumes, visto a fraternidade ser prioritária;
  • Que se hospedaria na casa de pessoas de diferentes castas não se importando que o maldissessem por se alojar com ‘pecadores’, nobres ou plebeus;
  • Que vestiria, quem sabe, as roupas de cada povo e se embalaria aos seus particulares ritmos;
  • Que, à frente de uma máquina de última geração, responderia e-mails, postaria mensagens, curtiria e compartilharia as novidades que trouxera do Alto;
  • Que falaria ‘em cadeia’ a todos os povos sobre os lírios dos campos e as aves do céu; enalteceria a dracma da viúva, falaria da importância de pedir, da gratidão do décimo leproso, da fé do centurião, da amabilidade de Marta e Maria e do honesto arrependimento da adúltera;
  • Que tanto faria comer com as mãos ou se utilizar de talheres finos ou nem tanto; tomaria vinho em copos de cristal ou de cerâmica; e que, e principalmente,
  • Diria a povos de cabelos curtos ou compridos, sem barbas, com barbas longas ou aparadas que o preconceito é injusto, pois não é a imagem que declina o homem, mas todo o conteúdo que verte de seus lábios e toda a ação que flui de seus braços e perfumam aos quais servem.

Em fim, esta Boa Alma diria o que já dissera tantas vezes, há dois mil anos, aos fariseus de sua época: Que a hipocrisia a superstição, o preconceito, o estigma, a calúnia, a insensibilidade já ‘não estão mais em moda’ nos dias atuais, quaisquer que sejam as culturas, os povos, castas, credos e que a moda, qualquer que seja a cultura é a ditada pelo coração e que somente dessa forma “as leis de uma época conviveriam com as Leis Eternas.”

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Padrões de comportamento, etiquetas comuns a povos, costumes de povo para povo serão totalmente secundários no contraste com a elevação moral, aprimoramento intelectual e preservação do corpo físico.

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Imposições, pag. 157 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera quente de 2012). 

Tomás de Torquemada (1420-1498), frade dominicano, foi o inquisidor-mor da Espanha à sua época. Cronistas de sua terra registraram que durante seu mandato apocalíptico, uns 2.200 autos-de-fé foram instaurados. ‘Castigo’ aplicado a heréticos e apóstatas, o auto-de-fé poderia compreender desde uma humilhação em praça pública com vestimentas de camponeses – ‘sambenitos’ – até a imolação na fogueira…

Quem me garante, porém, que na transição da idade média para a moderna não tenha sido eu o auxiliar do desventurado frei?! Servindo-lhe, talvez, como coroinha, sacristão ou, de turíbulo à mão, incensando a sua divindade, que ‘avalizava’ seus macabros rituais ‘acrísticos’; sim porque a divindade deveria ser-lhe particular… ‘atípica’ o era!

Quando São Paulo, dirigindo-se aos romanos (VII, 15) diz também a mim que “não consigo entender o que faço; pois não pratico o que quero, mas faço o que detesto. Ora, se o faço, o que não quero, eu reconheço que a Lei é boa”, essa mesma Lei – escrita em minha consciência – me condena quando hoje ainda promovo todos os meus autos-de-fé nos pré-julgamentos fratricidas.

Quanta velocidade e maledicência nos pensamentos! Ao ler o Manual Evangélico, as demais obras Inspiradas ou outras obras edificantes, ‘endereço’ todas as admoestações neles contidas tão somente para inquirir desafetos que me vierem à lembrança; pensamentos sorrateiros e velozes os meus!

Quão agudas e cortantes as inquisições de minhas palavras! Quando as palavras estabelecem um “tribunal impiedoso de julgamento e crítica à vida dos outros”, estarei por elas estabelecendo minha particular inquisição. Palavras malevolentes são tais quais flechas ligeiras, penetrantes, doídas!

E a lâmina de meus atos? Lento para realizar coisas edificantes, porém o mais ágil dos espadachins na defesa de meu orgulho.

Indolente e covarde a minha omissão: Capaz de declinar um enunciado de dez itens, desde que sejam todos a meu favor, mas incapaz de lançar-me à única proposição que conta e que será por mim transportada em minha mala de viagem: a do Bem! Se por inércia eu tão somente não praticar nenhum mal, o ‘pecado’ da inércia já estarei cometendo…

É, meus amigos, Tomás de Torquemada, hoje recuperado pela Benevolência da Seqüência de Vidas, envergonhar-se-ia de todas as minhas veladas inquisições por pensamentos, palavras, atos e omissões…

Se por um lado minha rapidez utiliza a lente de aumento da lupa para alardear as fraquezas de Torquemada, próximos, distantes, desafetos… minha lentidão se utiliza do lado diminutivo da mesma lente para reconhecer minhas inquisições mais secretas.

O espelho que me satisfaz, talvez seja aquele que me deixa esguio e não o real, o que me mostra como sou!

Mas os tempos sucessivos são benevolentes… Torquemada que o diga!

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Exigências incoerentes, pg. 143 de Conviver e melhorar de Francisco do Espírito Santo Neto/Batuíra, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2012).

“Dois homens subiram ao Templo para rezar… O primeiro, juntinho ao altar mor orava em alta voz e gabava-se perante o Senhor, dizendo, entre outras coisas que era justo, pagava seus impostos e que não era como o ‘pobre coitado’ que, ao fundo da igreja não ousava levantar os olhos, porém batia no peito e dizia ‘tem piedade de mim, Senhor, pois sou um pobre pecador’…” (Resumo da parábola do fariseu e publicado).

Encanta-me este parábola, uma das tantas contadas por nosso Mestre. Há que se considerar:

  • Para orar eu não preciso ‘subir’ ao templo. Não posso, entretanto, menoscabar esse sadio local de ‘encontros’. Não era da preferência do Messias, mas nesse local esteve, ensinando, admoestando, paraboleando… Até defendeu-o, na ocasião em que vendilhões ali faziam comércio! Mas, como dizia, para orar preciso tão somente estar reunido ao redor das franquezas de meu coração.
  • Fariseu é um hipócrita honesto; hipócrita é um fariseu desonesto. Fariseu é assumido quanto à sua hipocrisia; já o hipócrita esconde-se atrás de seu farisaísmo.
  • Posso até combater a hipocrisia, mas em dizendo que não o sou já estarei sendo…
  • Não devo à noite, perder o sono ante meus desacertos, mazelas, dificuldades… Com o clarear do dia despertarão todas as oportunidades de renovação.

Se fariseus, hipócritas, dissimulados, “vivem longe do senso de realidade”, certamente o “pecado oculto” lhes ronda a alma.

Para não perder a ‘lição’ da parábola: O publicano saiu justificado. O fariseu comprometido.

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. A doce brisa dos ventos, pg. 81 de Conviver e melhorar de Francisco do Espírito Santo Neto/Lourdes Catherine, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2012).

Resumindo: Flora e Zéfiro, personagens mitológicos greco-romanos, se enamoraram apesar de serem completamente diferentes. Ela, divindade dos vegetais, branda e terna e ele, vento Oeste, impetuoso e destruidor… Como poderia dar certo o namoro?

O amor fala mais alto e Zéfiro refreia seu sopro devastador… Flora, embora apaixonada, recusa, triste a corte de Zéfiro. Para não perdê-la ele faz altas juras de equilíbrio, paciência e serenidade. Prometeu, cumpriu e ‘levou’. Desde então o vento Oeste é uma doce brisa embalando a bela Natureza de Flora…

Toda vez que eu acreditar estar ‘pecando’, vivendo as delícias do Planeta que ‘ora me compete’, estarei cometendo o “pecado oculto”, ou aquele que me fará “viver longe do senso de realidade”.

  • Prescindir da sociedade com medo de me ‘contaminar’ é “viver longe do senso de realidade”;
  • Respeitar regras é necessário; achá-las a maioria agradáveis é antinatural; construir para elas um ‘altarzinho’, é “viver longe do senso de realidade”; e
  • Furtar-se – o brasileiro – do afago, do toque, do ‘amor com as mãos’, em nome de uma pseudo-santidade, é “viver longe do senso de realidade”.

“Permanecer como ser humano” ou “se relacionar com a Vida” é experimentar ‘do’ ser humano e ‘da’ Vida.

Somente estagiando no erro, avançarei até seu antônimo, o acerto e para o superlativo deste, a angelitude… Portanto, erros, acertos, angelitude, fazem parte de uma cadeia evolutiva.

Zéfiro só ‘provou’ de Flora – literalmente -, esvoaçando seus Naturais cabelos, porque soube cumprir etapas, ou não cometeu o “pecado oculto” de querer ser perfeito no seu mundo mitologicamente imperfeito.

Mas não se baseiem!

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. A doce brisa dos ventos, pg. 81 de Conviver e melhorar de Francisco do Espírito Santo Neto/Lourdes Catherine, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2012).