Posts Tagged ‘Humildade’

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Humildade, longe de ser um verbo é um substantivo feminino e abstrato; evidencia um estado de espírito, conquista interior, harmonização da alma, cenário de um Céu particular que um indivíduo já conseguiu construir…

Os ilustres André Luiz e Chico hoje se deleitam e me deleitam com alguns ‘verbos’ humildade, desejando informar que a virtude é muito mais do que desejar se fazer de pobrezinho, indefeso ou ‘vitimazinha’… Muito pelo contrário, ensinam eles que, dando suporte à humildade, existem ações – verbos! – muito fortes tais quais conhecer, silenciar, servir, ensinar, progredir… Se não menosprezam, minimizam e tão pouco envaidecem, denotam nobreza, modéstia e respeito dos que já os sabem ‘conjugar’:

  • Conhecer é tão simplesmente um estágio ou patamar. Nada conhecerá o indivíduo que assim não o entender; pressupõe-se que todos os viandantes que hoje ainda conhecem pouco, precisarão do concurso dos que já conhecem mais. Conhecer sem desprezar é, pois, a arte da humildade;
  • Silenciar não significa não estar em ação. Cabe aqui uma comparação um tanto chula: Experimenta ‘tosar’ uma ovelha e um porco… Qual o que faz mais barulho? E qual o que fornece mais lã? Silenciar não significa desajudar, mas ajudar sem apontar, esnobar, sem empáfia ou humilhação, mas ajudar a construir dentro da mais sacrossanta e caridosa modéstia;
  • O servidor cristão não é um escravo. O que serve empresta algo de si que presume possuir. Tudo o que dá ou empresta de si não se esvai, não se esgota. Escravo é o camarada que se deixa usurpar em sua dedicação; não é o caso do indivíduo que serve com consciência e equilíbrio;
  • Quem conhece e possui humildade, dedicação e equilíbrio, saberá ensinar. Qual a grande característica do professor vocacionado, porém mal remunerado se não sua generosidade e gosto pelo que faz? Que importarão as injustiças salariais se sabe manter a flama da dedicação, vontade e humildade? Por acaso fere alguém – alunos, colaboradores, pais… – porque seu salário não é digno? E
  • Progredir não é abdicar da simplicidade. O entusiasta, inovador, expansionista, entende que a Lei reivindica avanços, mas que a naturalidade e a simplicidade de empreender não poderá se tornar escrava do orgulho, mas, pelo contrário, a filha dileta da humildade; permanecer na esteira desta e progredir é uma arte!professora

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    Todos os verbos cristãos aqui utilizados ou não são os que, inafoitamente buscam, tal qual Cristo buscou e buscaria se encarnado estivesse hoje, silenciosa, humilde e cooperativamente. 

    É possível que a grande e comum característica dos grandes Missionários tenha sido aquela de modificarem o cenário em que conviveram sem no entanto nada exigir de seus coadjuvantes assistidos.

    Extremamente importante é buscar a luz do final do túnel; não menos importante será se manter tranqüilo até poder usufruir dessa luz…

    Finalizando, e se “o hábito não faz o monge”, não será a sandália ou o scarpin que produzirá um humilde devotado, mas o que ele conseguir ‘realizar de útil’ sobre esse calçado…

    (Sintonia: Cap. Verbos cristãos, pg. 29 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Outono de 2013).

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Em época em que os ventos do Vaticano sopram como nunca na direção de São Francisco de Assis, considere-se que: Pássaros e outros animais possuem comportamentos, vivem e se alimentam conforme suas espécies e habitats. Vegetais germinam, crescem, floram, frutificam ou não cumprindo ciclos consoante suas espécies regionais. Recursos hídricos, salgados e doces, obedecem a fenômenos conforme as Naturais Leis. Animais, vegetais e minerais, donos de um princípio inteligente, estão ligados a uma inteligência universal conectada à Causa Primária…

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Estaria o hominal isento ou alheio a esta conexão? Teria eu esquecido os indivíduos da conectividade ora abordada? Não! A humanidade, entretanto, é dona de um sentimento não próprio aos animais, vegetais e minerais: O livre arbítrio. Com sua liberdade indivíduos se conectarão mais ou menos à sua Divindade ou beberão mais ou menos da fonte da inteligência universal.

Cada indivíduo possui uma escala ou régua para aferição do grau de sua conexão à Causa Primária ou da quantidade de água que já consegue beber junto à fonte da inteligência universal: Tal régua se gradua desde seu estado de ainda orgulhoso, até a mais sagrada humildade que já conseguiu em si reunir.

Dir-me-ia o Orientador que os humildes [são] um canal ou espaço transcendente onde flui silenciosamente a inteligência universal; e mais adiante, que humildade está associada a distinção, gentileza, lucidez, graciosidade e simplicidade, donde se conclui que o humilde será sempre:miracle-healing-of-the-centurions-servant-02

  • O filtro a fornecer água purificada da fonte da inteligência universal para dessedentar a si e a terceiros;
  • O curador zeloso que no espaço de uma pinacoteca propiciará a famintos de arte, inúmeros e belos quadros pintados pela inteligência universal em conexão e parceria com a Causa Primária;
  • Possuidor de distinção tal que sempre o diferenciará de pessoas esvaziadas em virtude de seu estoque de orgulho;
  • Gentil na prestação silenciosa de todos os serviços que seus insights lhe proporcionam;
  • Completamente lúcido por conta do aproveitamento de todos os momentos de sua interiorização;
  • Gracioso ou possuidor de natural e desafetada graça que soube colher de sua conexão com o Pai Eterno; e
  • Simples, pois sabe que por ser gracioso tem na simplicidade o maior adereço que sua elegância espiritual poderia possuir.

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“Quando fordes convidados para bodas, não tomeis nelas o primeiro lugar (…) mas ide vos colocar no último lugar, a fim de que, quando aquele que vos tiver convidado vier, vos diga: ‘Meu amigo, subi mais alto! ’” (ESE, cap. VII, item 5).

 O humilde será aquele que atingindo o nirvana, ou a união definitiva da criatura com o Criador, será convidado pelo Dono do Festim e Causa Primária: “Meu amigo, subi mais alto!”

 O humilde, por se fazer e se sentir tão pequeno, é tão grande que nem se dá conta da magnitude que possui.

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Humildade, pag. 103 de Os prazeres da alma, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Boa Nova) – (Outono lindo de 2013).

“Dai vosso lugar a este [porque] todo aquele que se eleva será rebaixado, e todo aquele que se rebaixa será elevado”.

“Conhece-te a ti mesmo” era a frase escrita nos pórticos do oráculo de Delfos, na Grécia Antiga, e atribuída à sua primeira pitonisa. Sócrates, aclamado o homem mais sábio da Grécia, introduziria sua filosofia a partir da frase da pitonisa declarando que “só sei que nada sei”…

 Difícil saber quem sou eu… Se ouvir a voz de terceiros, poderei imaginar que sou mais do que imagino ser; ou menos do que imagino ser, e o pior, poderei ainda ser algo que desejam que eu seja e o que não quero ser…

…Mas se ouvir a voz de minha alma, sem influências, verei que sou exata e tão somente aquilo que sou e algo que poderei vir a ser dentro de meu esforço e independência…

A pitonisa exortava ao seu povo concitando-o a se conhecer; já o filósofo, mais realista afirmava que conhecer-se era muito difícil e preferia imaginar que nada sabia a seu respeito.

O Governador Planetário, entretanto, não deixaria dúvidas sobre a posição de cada indivíduo no Mundo. Deixaria claro que, – conforme a citação supra – o cidadão no mundo se situaria ‘bem’ agindo com seu bom senso; mas também poderia situar-se ‘muito mal’ e até ser preterido se fosse maçante, inoportuno, inconveniente… Se não se utilizasse de seu desconfiômetro!

Deixaria claro o Divino Professor que a humildade sempre será a melhor forma de eu me descobrir utilizando-me da honestidade e da simplicidade como conselheiras: Com elas nunca me verei menos do que sou; também com elas jamais me verei mais do que sou.

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Ninguém é incapaz de todo. Pessoas são, e tão somente, mais ou menos capazes, mais ou menos talentosas, mais ou menos habilidosas… naquilo que escolheram para realizar. Em ‘não’ realizar é que estará a incapacidade.

Se escolhi ser eletricista, mas ainda não domino todos os segredos dessa profissão, em desejando me aperfeiçoar, poderei chegar lá me cercando de sábios manuais e ‘experts’ no assunto, até me tornar um exímio eletricista. E assim acontece nas demais áreas.

Quando realizo minhas escolhas sugestionado por terceiros, mais tarde, ao me decepcionar com essas escolhas, a quem culparei senão a mim mesmo? Ao passo que se estas escolhas partirem de minha assentada técnica e razão, aliadas ao meu coração, a decepção poderá ficar mais afastada.

Não há nenhuma humilhação em me sentir simples, pequeno ou limitadamente capaz, talentoso ou habilidoso. Seria humilhante eu ser tudo isso e ‘parecesse ser’ importante, grande ou altamente capacitado, talentoso e habilidoso… Estaria enganando aos outros e muito mais a mim!

Quase ao final de minhas limitadas filosofias, concluo que elevar-se se rebaixando é preferível a rebaixar-se se elevando…

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Rebaixar-se é situar-se com bom senso nos contextos da vida. Já elevar-se é correr o risco de ser preterido nesses mesmos contextos…

(A sintonia é do cap. Teu lugar na vida, pag. 39 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera de 2012). 

Em notícia recentemente veiculada, uma mãe de família que teve seu filho assassinado, incorporou-se, juntamente com o marido, a movimento de outras famílias que estavam na mesma situação ou… ‘quase’ na mesma situação: Paralelamente à tragédia, essa mãe – juntamente com o pai – possuía outro problema, o de não mais poder engravidar. Durante vários anos essa sofrida mãe fez a oração do perdão pelo assassino de seu filho. Esse casal tem, hoje, uma filhinha de sete anos…

Nova Jersey, EUA, sábado, 9 de junho, 16h00. Frente a frente, Lionel Messi e Neymar Júnior, no tira teima de ‘quem é o melhor’. O armador/atacante brasileiro, por sinal muito bem marcado, coisa que não lhe acontece contra times brasileiros, arrematou inúmeras vezes contra a meta Argentina, mas com péssima pontaria, quesito comum aos demais atacantes amarelinhos. Messi, com menos arremates, mas certeiros, marcou três dos quatro gols argentinos. Messi, em sua humildade, não realizou – tão pouco seus companheiros – nenhuma ‘dancinha’. O que é mais ‘produtivo’, marcar gols ou fazer dancinha?

A mulher, dentro da pesada rotina semanal, encontrou um tempo para ir até o hospital e ‘passar’ um meio-turno com o ex-marido. Com o ex-marido? Sim, com o ex-marido. As relações nem eram amistosas, mágoas havia, mas ela amorosamente lá estava: Conversaram, ela alcançou-lhe coisas, alinhou as cobertas de seu leito. A mulher, naquele momento, não visitava o ‘ex’… visitava um irmão!

Bezerra de Menezes me adverte que “as ‘prescrições’ do Sublime Amigo, consubstanciadas nos remédios do perdão, da humildade e do amor [são], ao mesmo tempo, vacina que previne e remédio que cura inúmeras doenças”.

Como se pode ver nas três historietas acima, o perdão e o amor foram o remédio ‘prescrito’ para as duas mulheres e…

…Quanto ao Neymar, ainda é jovem e terá que aprender muito com Messi as lições de humildade com as quais o argentino já se ‘vacinou’!

E não me venham dizer que morro de amores por argentinos… Há alguns, que vestem uma ‘certa camisa’, dos quais gosto muito…

É mole?!

(Expressões em itálico e sintonia são do cap. Os remédios de Jesus, pg. 32 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Outono frio de 2012).